Polícia, Parte 2.


Esta foto me lembra uma menina que foi ao DDK(Deutch Dancefloor Klub)e se esbaldou.Embora tenha acontecido o contrário comigo.Eu nunca mais vou num lugar como aquele.Nunca mais.

Enfim…

Se seu filho disesse “quando eu crescer, quero ser policial”, o que você faria, ainda mais numa metrópole onde a polícia é sempre vista com asco pelos cidadãos mais realistas?Um colega de quarto meu respondeu: “tá doido pra segurar num trabuco, né, fela da puta?”
Quem disse que queria ser policial era um dos moleques apresentados numa quadro da Regina Casé, no Fantástico chamado “Crianças”…passou há uns meses atrás.Bem bacaninha, o documentário/quadro.Foi um prato cheio pra mim, porque eu gosto de crianças, há 2 anos estou com a idéia fixa na cabeça de que, se eu melhorar minha situação de vida, eu adoto uma criança.Sempre olho com bons olhos, esta idéia.Gosto da Dakota Fanning, seria um modelo perfeito: criança inteligente, mas que não perde a formosura.E eu nunca deixaria que ela tivesse uma profissão de risco, como de policial.O que sinto por eles não é preconceito, mas sempre tento evitá-los.
Agora vou contar algo que me aconteceu em 2003, no bairro de Cordovil, aqui mesmo no Rio.

Era de manhã e eu estava andando pelo bairro.Na verdade, não conhecia ninguém lá, estava tentando arrumar uma passagem para ver uma proposta de emprego no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.Era perto de Cordovil, mas iria andar pelo menos uns 3 km.Mesmo assim era perto, mas eu não queria chegar no banco de empregos suado e ofegante.Então fiquei rodando, subindo e descendo ladeiras.À minha esquerda tinha uma escola particular, pequena, parede azul, ambiente infantil.Minha direita, uma borracharia.Dois caras conversando.Iria pedir informações a eles, nem fiz isso.Eu não gosto de homem, não por medo, mas é por não gostar mesmo.Desde pequeno sempre me dei melhor com mulheres, o que canso de dizer aqui.Fui na escola, falei com a diretora:
– Sabe em que lugar fica a Regional(Região Administrativa)?- perguntei.
– Não sei, não. – ela respondeu.
Daí eu não queria perder meu tempo, começei a contar minha situação a ela pra que ela me desse a passagem.E como sempre, em hipótese alguma agi ameaçadoramente ou agressivamente.Ela do nada ficou nervosa e chamou os caras do outro lado da rua, que tavam na borracharia.Um borracheiro e um que estava lá pra ver seu carro ser consertado.Ela falou pra pedir informação a eles, o cara do carro já tava com cara de poucos amigos.Ele me veio perguntando: “você é de onde?”.
Eu, eternamente atrevido não disse de onde era.Depois ele agiu com dureza, ficou me empurrando e dizendo ao mesmo tempo “você é de onde, porra?”.Falei.A diretora ficou com as mãos na boca(o gesto feminino PADRÃO, quando ficam horrorizadas), o borracheiro, só olhando.Eu fiquei nervoso pra caramba e falei o que eu iria fazer ali, pedir informação.Ele me levou pra perto dum carro perto à escola e tirou uma pistola prateada da cintura.Visivelmente puto.Encostou a desgraçada no meu peito e novamente implorei pela minha vida, mas eu não convenço, parece que eu tô fingindo.Não saíram lágrimas nem nada.Ele pegou minha mochila e me revistou.Não tinha nada ilícito, óbvio.Mandou eu correr e disse que me seguiria.Corri, não tão apavorado quando deveria estar.Ele entrou no carro dele, me parou em uns 60 metros.Todo mundo vendo.Eu disse que não tinha feito nada.Eu pensei que ele iria me matar naquele momento…
Ele me deu um tapão na cara.
Disse pra eu nunca mais voltar naquela rua.Corri muito.Mas não sei porque eu ri depois.

Nem deixou marca, nem doeu tanto, só formigou.Depois eu tive um desejo louco de me vingar e fui à delegacia mais próxima.Tinha uma da Polícia Civil há uns 500 mts.Cheguei alterado.Falei pro delegado o que aconteceu:
“do nada, sem eu fazer nada o cara pensou que eu era alguma coisa e me ameaçou com uma arma, depois me mandou correr.Ele me perseguiu com o carro dele por uns metros.Me mandou parar e me deu um tapão, na minha cara”.
O delegado mandou um policial ir comigo até o local do ocorrido.Cara empunhou mó fuzilzão preto.Aquilo deve ser pesado.Ele era meio gordo, claro e tinha cavanhaque.O que me deu um “susto”tinha cabelos grisalhos, mas era jovem, tinha mais ou menos uns 30 e poucos anos.
Fomos até lá.Perguntei se poderia haver alguma represália por parte do sujeito, o policial me disse que não, que era pra ficar tranquilo.Chegamos.Encontramos o cara lá, eu fiquei no carro.O polícia pediu os documentos dele.Após o hesitar…
“os documentos, porra!”
Blábláblá e eles resolveram levar o cara comigo de volta à delegacia.Sentou perto de mim no banco de trás.Nem olhei pra cara dele, claaro.Daí, ele disse ao policial que “tem muita gente que se aproveita dos outros, sabe?”.Ele pensou que eu fosse algum ladrão, de carros, residências, sei lá.Chegando lá, o escrivão fez sua parte, depois ele me disse: “Você quer levar isso adiante ou quer esquecer isso?É a sua palavra contra a dele”.
Eu decidi esquecer por lá mesmo.Eu poderia tirar uma grana deste cara, mas resolvi deixar pra lá.Não deixei pra lá pq eu sou conformista( e eu não sou), mas por falta de vontade mesmo.Vai entender.
Daí o sujeito veio pra mim e eu pedi desculpas.Ele me disse:”eu é que peço desculpas”.Esse foi meu erro.Eu não fiz porra alguma, como é que eu vou pedir desculpas pro cara, que me deu um “susto”daqueles?Maaais uma prova de que eu tenho que deixar de ser cuzão, em algumas ocasiões.
Daí ficou daquele jeito mesmo.Um dia desses eu vi ele na Central do Brasil, na avenida Presidente Vargas.Possivelmente, se ele me olhasse, iria tirar satisfações ou me detonar ali mesmo, se tivesse uma arma.

9ªDP, de Rocha Miranda? Já passei por aquela rua.

E quando eu digo que sou azarado, eu estou enganando a mim mesmo.E é mais um motivo pra acreditar em Deus.

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4 comentários sobre “Polícia, Parte 2.

  1. penny disse:

    eu tb gosto de crianças, muito, mas tenho um certo medo. e que povo louco esse da sua cidade, credo. que mal tem pedir uma informação?“eu é que peço desculpas”. provavelmente eu faria a mesma coisa e a minha decepção tb seria a mesma.eu já te disse que meu pai é militar? hoho 😉

  2. nutella disse:

    Acabei criando um blogger xDD*apanha feio*.Ah, a Dakota é simplesmente demais um ano mais velha do que eu e atua muito bem. Amo os filmes dela :3.E quanto ao cara… nossa, é o Brasil, fazer o que o_o?:**

  3. Fernanda disse:

    Do jeito q as coisas estão hj em dia é preciso olhar em volta, é preciso abrir os olhos e a mente e ver que existem pessoas boas, que querem apenas uma “informaçâo” é preciso parar e pensar. É preciso ser mais educado. Nem todas as pessoas do mundo são horríveis.

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