Fim de semana terminando.
Dei uma entrada no site do Forme sua Banda procurando novos integrantes para uma banda que pretendo fazer.Não tinha uma mulher.E todos os homens moram longe de onde eu, a baterista provisória e o guitarrista moramos.Aí fica mais difícil ainda.Ontem eu dormi em um hotel na Central do Brasil, cheguei umas 1 e pouca da manhã.
Não tinha como eu retornar para o abrigo a essa hora, eram 1 e pouca da manhã.O máximo que pude fazer pra não ficar na rua era isso.Custou R$ 19, tinha televisão e tudo o mais.O canal não tinha tv à cabo, tinha os canais básicos da tv Aberta e um pornô, o que me deixou puto.Mas eu assisti.Eu odeio filmes pornô, mas não podia resistir naquela vez.Pensei o quão as pessoas se submetem às coisas mais toscas pra ganhar dinheiro.E muitas vezes acabam gostando.Eu tenho um desejo sádico no fundo do meu coração, que consiste fazer uma espécie de “mal”terrível no corpo e mente dos atores e atrizes pornôs.Veja bem, eu sou insensível a maior parte do tempo.Não me intimido com cenas fortes, do contrário, consigo contrair um sentimento de riso em certas ocasiões.Uma das razões do despertar de minha “animalidade”são os filmes pornôs.Eu me imagino como um animal, prestes a comer a carne e fazer esse pessoal gritar e chorar de dor.Um lobisomem.Não consigo sentir pena desse tipo de pessoa.Não me importaria em cortar os braços, pernas de um homem e fincar uma faca em sua testa, da mesma forma em que poderia me aproveitar de uma destas atrizes, destas putas e rasgar sua carne com a maior satisfação possível.O 1ºseria dá-la prazer transando com ela.Após, praticar uns feitos extremamente sádicos com seu corpo, a ponto dela não gostar, e por fi matá-la.E eu não teria remorsos.Confesso que tenho um “ódio especial”por este tipo de gente.O que eu poderia fazer com atores e atrizes pornôs eu faria com os agenciadores de exploração sexual infantil, grileiros e todo o tipo de pessoa que costuma fazer mal às pessoas.Passaria até pelos matadores de animais e seus chefes.Se eu tivesse a liberdade pra fazer, concretizar tudo isso, eu faria.Seria o momento que eu mais riria em toda a minha vida.E olha que eu não costumo rir muito.E de vez em quando lambo os beiços só de imaginar o que eu poderia fazer com essas pessoas.Talvez até rolaria um canibalismo, mas quem gostaria de comer a carne de uma atriz pornô, essencialmente podre?
Hhahahahaa!
Os índios tupinambás comiam a carne de seus oponentes porque acreditaram que esta era uma forma de “absorver”a força do mesmo.Não estou falando que eu sou conivente com o canibalismo, mas na hora de minha ira extrema eu poderia cometer.A forma humilhante, de acabar com seu adversário após matá-lo.
Tá, agora deixa eu ligar o cérebro.
Ainda estou correndo atrás de futuros oponentes pra banda de rock.Tenho um guitarrista e uma baterista provisória, eles moram perto, Tijuca, o que é melhor pra mim.No site Forme sua Banda não há nenhuma pessoa que more na Tijuca, e que seje mulher.Homem demais na banda poderia ser bem menos ameno que com uma mulher.
Anteontem eu não dormi.Acho melhor eu compensar os dias que eu estive na rua dormindo na cama quentinha e cheia de pernilongos, que é a minha.
Voltando à minha história:

Os anos 80 eram uma década bem melhor que agora.Minha mãe brigava muito com meu pai, e as consequências ficaram insuportáveis até certo ponto.Daí, cada um foi pro seu lado, finalmente.Não que eu queria, mas era impossível eles viverem no mesmo teto.Bem antes de ocorrer o acidente de carro eles já brigavam muito, violentamente, às vezes por motivos fúteis.E eu só observava e chorava, porque eu era uma criança.Quebraram alguns aparelhos domésticos e incomodavam a vizinhança.Meu pai foi morar em outra favela, na Cidade de Deus, junto com minha irmã Dayane.Eu fiquei com a minha mãe na Rocinha, mas algumas vezes me pintou o arrependimento, porque miha mãe mostrou ser uma completa desleixada, uma vadia.Meu pai era bem mais responsável que ela.Ela se mudou da Rua 4 e foi para a localidade Morro da Roupa Suja, ainda na favela, mas do outro lado.Foi morar com a minha avó materna, chamada Jorgelina.A minha mãe não trabalhou, ficava dependendo da minha avó quase o tempo inteiro, e o meu avô morava em uma casa dele, próximo a nossa, onde se mal entrava, já ouvia o rádio AM e o ambiente sempre tinha o cheiro de fumo de rolo.De vez em quando meu tio aparecia lá, ele não era adulto, era mais claro que eu e tinha longos cabelos castanhos.E eu já ficava encabulado por chamá-lo de “tio”embora ele não parecia ser.Havia um local próximo de casa, uma pedra grande, onde eu ficava em cima quando brincava de pique-pega com as outras crianças.Minha mãe discutia muito com a minha avó.A casa dela não tinha cômodos, era tudo em um espaço só, a cozinha, a sala de estar e o quarto.O piso era madeira pura.Tinha um porão em que a nós fazíamos as necessidades, mas eu não aparecia muito lá por causa das aranhas que tinham lá.Eu defecava em um balde branco, próximo à cozinha.E não deveria estar próximo à cozinha, óbvio.O porão era cheio de entulho, escuro e sujo.Os pilares da casa eram toras finas de madeira.A parede era de tijolo não-pintado.Eu fazia uns desenhos e colava na parede.Cresci naquele tempo assistindo muito Xou da Xuxa.Nunca gostei dos fenômenos infantis da música dos anos 80, como Balão Mágico e Trem da Alegria.Gostava de poucas músicas, como os LPs da turma da Mônica(em especial do Cebolinha).Gostava de uma cantora que aparecia no Xou chamada Patrícia(que mais tarde se chamou Patrícia Marx, uma cantora bem sumida).Em casa não costumava ter televisão.Minha mãe começou a se envolver com maus elementos, traficantes da favela.E começou a transar com eles.Costumava usar drogas e beber, ela era bem mais cheinha do que está atualmente.Começou a levar uns caras lá pra casa.Ela começou a me bater e eu iniciei minhas fugas de casa.Andava pela Zona Sul carioca, quase nunca em grupo.Dormia na rua e depois voltava pra casa.Um dia a polícia me levou pra casa, e minha avó ficou chorando no meu ombro.Naquela casa eu tinha medo da minha mãe me bater, das baratas e dos ratos.Um dia, me lembro, muitas, mas MUITAS baratas andaram pela parede, todas juntas.E ainda tinha as voadoras.Há mais de 10 anos eu não vejo uma barata redonda, de uma outra espécie sem ser as casuais blatella germanica e pirliplaneta americana.Estou falando de uma redonda, marrom.Nos meus tempos de criança eu me lembro de ter visto várias delas.Um horror.Um dia, eu saí de casa e fui pra casa do meu pai, na Cidade de Deus.A CDD é uma favela plana, não é encrustada num morro, como a Rocinha é.Meu pai tinha iniciado um romance com uma maranhense chamada Maria Elizabeth.Eles moravam numa casa em um local da favela chamado Triagem, onde convivem com o valão totalmente poluído e com porcos e cavalos.Eu acabei conhecendo meu hoje irmão adotivo, Bruno.Brincávamos na rua, me lembro de ter cozinhado arroz em uma lata, e até hoje não me esqueço do cheiro de porcos.Eu catava alimentos jogados fora, como pedaços de alfaçe e arroz usado, e cozinhava.Meu pai tinha mostrado sua faceta violenta para nós quando bebia e quando não bebia.A Elizabeth não gostava de mim.Um dia quando ela me deu um remédio(líquido), enfiou a colher quase dentro da minha garganta.E me batia também.Eu apanhava porque babava no travesseiro, quando dormia e quando era levado.Palmatória, de cinto, vara, sapato.Um dia minha irmã, pequena, vomitou na roupa do meu pai.Apanhou feio.E eu fugi de casa, voltei pra Rocinha.Minha mãe fi encontrada por mim na rua, e reclamou do meu mal hálito.Achei que as coisas melhorariam, mas estava a mesma merda de antes.Minha avó tinha morrido.Minha mãe levava os “amigos”dela pra transar lá em casa.Me lembro de um dia em que eu estava dormindo, de manhã cedo.Tinha um colega dela lá, barbudo, branco, cara de açougueiro.Daí, ela sempre me pedia pra comprar cerveja pra eles.Eu dormi mais uma vez e quando acordei, ela tava transando com o cara, na minha frente, há apenas 1 metro de mim.Obviamente eu ficava envergonhado.Hoje eu acho que poderia matar minha mãe pelos erros passados, mas eu nem posso fazer isso, se tenho planos em mente para melhorar minha situação na sociedade.Daí, ficou assim há tempos: ela me batia, eu fugia de casa, ia pro meu pai.Ele me batia e eu voltava pra casa dela.Um dia, eu decidi não ficar mais na casa do meu pai.Ele me levou até a minha mãe.Ela estava com um cara deitados numa cama.Daí, eles conversaram rapidamente e ele foi embora.O cara era um bandido e após meu pai ir embora, falou que “iria dar um soco na cara dele”, não sei porque motivo.Não fui com a cara dele.Alguns minutos depois eles estavam transando.A minha vida com a minha mãe realmente era uma merda, mas com meu pai, apesar do modo de vida ser melhor, não mudava, fora isso.Eu nunca gostei de apanhar, quase ninguém gostou.Eu respondia isso fugindo de casa, e ficou assim por anos.Era fim da década de 80.Odiava uma música bem conhecida da banda Scorpions.Ia pra casa da minha avó, o filho da puta do Zé, filho dela, não deixava eu ficar lá por muito tempo.Até hoje NUNCA VI minha mãe ter um emprego formal, sempre viveu de trambiques.Um dia eu estava no meu avô comendo siri, e ela também.Depois ela foi embora pra casa e falou pra eu ir, mas eu queria comer mais siri.Daí, ela me chamou pra casa mais uma vez.Trancou a porta.Pegou o cinto e umas panelas cheias de arroz e feijão.Me mandou comer tudo.Obviamente eu não iria aguentar, mas tentei comer, pra satisfazê-la.Não aguentei.Ela me deu uma cintada no meu nariz, em cheio.Saiu sangue, muito sangue.Me mandou comer de novo.Eu já tava chorando.Comi, muito nervoso, não aguentei, ela me deu mais uma cintada, na boca.E me deu mais algumas no mesmo lugar.Chorei muito.Depois ela falou que no café da manhã, eu comeria 4 pães puros.E sempre aturei aquela coisa do “dorme de bruço”.Minha mãe fazia isso comigo, meu pai também.E por causa dessa violência toda, eu fugia de casa.Um dia minha mãe estava descendo uma ladeira num beco da favela, comigo na “carcunda”.Ela caiu comigo junto, violentamente.Saímos muito machucados.Daí, um grupo de pessoas veio e levou ela pro posto de saúde, eu fiquei chorando muito perguntando pela minha mãe, ela tinha se ferido mais do que eu.Minha mãe nunca mudou seu comportamento, convidada uns caras pra casa e transava com eles.Bebia e cheirava, e batia muito em mim.Um indivíduo chamado “Creck Creck”era um dos que ela fez sexo, era um bandido também.Acho que ela fazia isso por dinheiro ou por droga.Eu estando com meu pai, eu estudava numa escola no condomínio Barramares(na Barra, claro).Lá até hoje existe uma escola chamada Golda Meir.Mas não completei os estudos pq fugia de casa.Até hoje estou enrolado com meus estudos.
Continua.

Anúncios

Começando minha história.



Fome do caramba.
Madrugada, cheio de vontade de encher a pança.A úlitma coisa gostosa que me lembro ter comido era do frango xadrex que comi na sexta-feira, no “horário de almoço”da rádio que ajudo.Bem, eu gerencio uma lan house, mas por enquanto não tô ganhando nada a não ser uma parte da féria que recebo.Cês sabem: lan house é um local cheio de micros, capitaneado por uma ou mais pessoas.Elas pagam um tempo pra fciarem na net.1 hora lá são R$ 2,00.Meia são RS 1,00.E quando vem gente, é uma alegria pra mim, porque eu sempre fico com a metade da grana.Melhor que enganar as pessoas.O Rio sempre fica cheio de imigrantes.Eles sempre vinham nas festas de fim de ano e Carnaval, mas agora estão praticamente o ano todo.Eu sou meio bairrista, não tolero muito, de início.Depois fico amigo, como aconteceu com um grupo de estudantes franceses ano retrasado.Até hoje falo com uma amiga francesa pelo msn.Blá, blá, blá.
Estou varando a noite no computador, aproveitei para ver alguns animes.Segunda eu vou entrar em contato com algumas pessoas que lidam com quadrinhos e livros.Vou começar a minha hitsória do começo, as coisas estavam meio emboladas aqui…que fomeeeee….
——————————————————————

Eu sou carioca, atualmente tenho 22 anos, mas nasci no Hospital Miguel Couto, no Leblon.Era o ano de 1983, dia 2 de novembro, o que todo mundo fica temendo como sendo o Dia de Finados.Nunca me importei com isso, aliás eu nunca fui supersticioso.Daí quando eu falava que nascia nesta data, as senhoras se enchiam de espanto.Desnecessariamente, mas vá dizer isso pra elas, totalmente supersticiosas?Até aquela época eu não era gago, só adquiri isso uns anos depois e de uma forma bem traumatizante.Naquele tempo eu era bem fantasioso, ainda cultivava minha criatividade, gostava de interpretar heróis de desenhos animados que passavam no programa Xou da Xuxa, na Tv Globo.Eu assistia ao He-Man, a She-Ra e interpretava a She-Ra!Obviamente um amigo me dizia que eu era mulherzinha.Até hoje rio muito com isso.Meu pai ainda vivia com a minha mãe, tínhamos uma vida confortável, apesar de morarmos na Rocinha.Morávamos numa parte da favela chamada “Rua 4”, uma parte mais calma.Meu jardim de infância ficava há 50 metros de casa, ainda me lembro das fotos que tirei na festa junina(era emburrado desde aquela época e mais alto que os outros alunos), e de outras celebrações.Ainda me lembro do gosto de papinha, até hoje.Eu nunca me dei bem com papinha.Comia quando realmente não tinha nada pra comer, mas isso quando eu estava ficando grande.Meus pais brigavam perto de mim, se xingavam, chegavam a bater um no outro.Um dia eu estava andando com eles na rua quando eles saíram na porrada só por causa de um biscoito da marca Piraquê, aquele antigo “Presuntinho”…rasgaram a embalagem e eu fiquei chorando pra caramba.Em outra briga quebraram o aparelho de som de casa, a televisão.Meu pai gostava de usar drogas, mas era forte, era trabalhador, apreciava um trabalho pesado.Ele era tudo o que eu não sou agora.Agora sou magrelo, desempregado e sei fazer pouquíssimas coisas.Tudo no ramo administrativo.Fora disso, sei varrer, lavar(claro, porra)…se pintasse um emprego de auxiliar de serviços gerais eu não pensaria duas vezes.Eu não sou nenhum rico pra esbanjar dinheiro.Tu tinha poucos amigos.Me lembro de um chamado Marcelo, em que inclusive participou da minha festa de aniversário em 1984, em que tudo estava enfeitado de figuras do He Man.Eu ainda me lembro que vestia uma blusa rosa florida, e segurava uma espada de brinquedo.Vieram os meus amigos de jardim de infância e os amigos dos meus pais.

Quando criança eu ia na casa da minha “avó” Esmeralda.Ficava em um local diferente da favela chamado Cidade Nova.E sempre dava de cara com o filho dela, um tal de Zé, que eu nunca falava, mas ele não gostava de mim e nem da minha família.Os motivos eu não sei até hoje.Eu tinha tempo marcado pra permanecer lá, porque o tal do Zé não gostava.E a Esmeralda sempre se submetia às “ordens”dele, talvez se eles estiverem morando juntos até hoje ainda estejam nessa situação.A casa era uma grande, branca, de madeira.Meu pai arrumava tretas com um homem chamado Mário, que morava perto da nossa casa(ela ficava acima de uma escadaria que leva à localidade Rua 4).O meu pai gostava muito de samba e pagode.Me levou muito à praia de São Conrado, a única coisa que me atormentava nos anos 80 eram as músicas, infantilóides demais.Mas aquela década foi boa, se eu tivesse a mentalidade que tenho hoje poderia aproveitar muito bem.Assistia muito Xou da Xuxa enquanto algumas músicas eram realmente insuportáveis, como “London, London”, do RPM.

Um dia eu saí com meu pai e um amigo dele num Corcel vermelho(uma marca de carro extinta), pela Estrada da Grota Funda(uma estrada que leva do bairro da Barra da Tijuca até a Pedra de Guaratiba, subindo a serra).Eu estava no banco de trás, meu pai no carona e o amigo dele dirigindo.Eu nunca gostei desta marca, Corcel.O amigo do meu pai disse para eu não dormir, não sei porque motivo.Acho que o carro estava avariado, ou algo do tipo.Então ele colidiu de frente com um Fiat Uno branco, possivelmente eu fui arrancado do banco de trás e fui impulsionado pra frente, metendo a cara no vidro do carro, me deixando com uma grande ferida na testa.Eu acordei alguns minutos depois, eu estava no colo do meu pai, o amigo dele estava desmaiado(ou morto, não me lembro), de cara no chão, enquanto meu pai sofreu apenas umas escoriações na perna.Eu fiquei chorando e falando: “papai, papai!!”enquanto o sangue jorrava da minha testa.Foi uma pena eu não ter morrido naquele dia, mas fazer o quê se Deus não quis…é uma das amostras de que ele é piedoso e blá, blá, blá.

Fui submetido a uma cirurgia, eu tive traumatismo craniano e provavelmente foi isso que me deixou com a gagueira totalmente acentuada que tenho até hoje.Meu pai avisou o ocorrido pra minha mãe, o que agravou mais a crise familiar.As coisas estavam fora do controle.Daí, alguns anos depois eu “voltei ao normal”, com uma cicatriz enorme(mas não tão visível)na testa, que carrego até hoje.Meu pai foi embora para a Cidade de Deus e minha mãe permaneceu na Rocinha, o que só deu o início do seu fracasso como humana.

Mas só depois eu começaria a fugir de casa, mas isso eu digo outro dia.


Não cheguei a dar uma olhada no filme Silent Hill…talvez pela preguiça.Eu estou com uma boa grana que dá pra ver ao menos uns 4 filmes, poderia começar hoje, mas eu não estou com saco pra ir ao cinema, orar pra que a minha carteirinha de escola do ano passado não seja recusada, e etc.O último filme que eu vi no cinema foi o brasileiro Crime Delicado.Muito bom, recomendo, apesar do final horrível.

Agora hoje é bem provável que eu durma na rua.Preciso fazer alguns trabalhos no computador, que levariam uma noite inteira.E nos computadores que eu acesso o dia inteiro são da lan house que eu gerencio situada numa rádio independente, lá na Lapa.E simplesmente não posso ficar o dia inteiro lá.Portanto eu de vez em quando tenho de ir até Nilópolis(não que eu não goste, eu adoro essa cidade)e ver se tem “Virada”na sexta, ou no sábado.Quando não tem eu fico puto e durmo na Emergência do Hospital Municipal da cidade.Ou pelo menos tento dormir, porque eu fico sentado, então eu acordo o tempo todo, ainda mais com o sem-número de pessoas que entram feridas pela porta perto de onde eu fico.Vejo aquelas pessoas todas fodidas e nem fico com pena.Eu rio.Pode ser idiotica(também acredito que seja), mas eu rio por causa das próprias burradas que eles cometem.Acidente de trânsito poderia ser resolvido se as pessoas fossem cuidadosas.Falha mecânica?Eles poderiam verificar antes de sair e zoar.A maioria dos acidentes é culpa do homem mesmo, podem ser resolvidos.Depois fica chorando pra mamãe.
Tá, vamos deixar meu egoísmo de lado.

Troquei a URL do meu blog pq tinha alguém querendo se aproveitar, e tive que fazer isso mesmo, porque não quero entrar na Justiça por causa de ninguém.Gosto das pessoas de bom-caráter.Eu sou assim, oras.

Como eu sempre digo, pretendo escrever um livro(ou melhor, 2.Um sobre a minha vida e uma ficção que está no http://bolucho.blogspot.com ).Segunda vou passar a entrar em contato com gente que pode me ajudar nesse sentido.Há um cara que publica uma revista em quadrinhos chamada Jukebox(antiga Mosh! que eu comprava), só quadrinhos a ver com rock.Me lembro que quando era Mosh!eu mandei um email com meus desenhos pra ele.Ele recusou.Falou que “não era bem o que a gente tava querendo”.Mas acontece que meu traço era bom, em estilo mangá, enquanto o traço da maioria dos publicados na revista eram toscos, “udigrudi”mesmo.Ainda hoje não sei o motivo dele ter recusado.E semana passada mandei um email pra ele dizendo se eu poderia ajudar na Jukebox.Falou pra eu mandar um mail com desenhos.Vou ter que encontrar ele nas festas da revista mesmo.Putz.Gastar uma grana pra ver um sujeito.Quero ver se ele me disser “não”.E eu não curto pouquíssimas bandas, não sei se vai dar certo.

Bem, eu espero que eu não durma na rua hoje.

É melhor eu falar com as pessoas certas na segunda, sobre o livro.Não vou poder ficar no abrigo o tempo todo.

A minha vida lá dentro é paga, pra quem não sabe.

Uma de minhas idéias toscas era de que, em cidades com maior número de habitantes, quem causasse engarrafamentos, poderia ser multado.Seria uma ótima para as pesoas, antes de saírem com o carro/caminhão/moto/ônibus pelas ruas, deveriam dar uma checada geral nos veículos.Hoje as pessoas são desleixadas demais.De vez em quando um perfecçionismo é bom, mas só de vez em quando.Se a pessoa querer que as coisas estejam sempre certas, pode ser tachada de paranóica, ou algo do tipo.

Votar não deveria ser obrigatório, mas entendo o que se passa pela mente das pessoas revoltadas.Tem gente que pensa que todo político é safado.E não é assim.Generalizar sempre foi ruim, ainda mais na política.Eu vi a entrevista da candidata à presidência Heloísa Helena e me encantei com sua garra e determinação.Resolveu não ceder espaço para os entrevistados, ok.Não foi didática, como Geraldo Alckmin nem trocou as bolas como o presidente Lula.E admiro aquela mulher há muito tempo.Mas o povo brasileiro é conformista e masoquista, creio que Lula será reeleito.É igual aquela frase que me disseram na eleição para prefeito do Rio em 2004: “Vou votar no César Maia porque não tem ninguém melhor para votar”.E como pode ter a pachorra de dizer que não há ninguém melhor para votar?Sendo que há anos e anos só conhece e sabe mas sobre o César Maia do que os outros candidados?E sabe que ele sempre está fazendo merdas(principalmente na área da Saúde, seu principal Calcanhar de Aquiles)e continua querendo votar nele por quê?É…o povo carioca pode ser o mais gentil e generoso do mundo, mas ele é masoquista como a maioria do povo brasileiro.E eu fico puto com esse tipo de atitude.Aceitam qualquer coisa.Depois colocam a cara de pau de ficarem reclamando do governo.

Acho que o povo nunca mudará de atitude.É o preço que se paga por ser generoso, gentil, permissivo e passivo.
Ou não?

PS: Eu estava contando sobre minha vida, para fazer um livro.Próximo post eu começo tudo de novo, dos anos 80 até agora.
Beijos;

Porcelana KRAAAASHHH!!!


Acho que todos os homens têm sua musa.Eu tenho a minha.Quer dizer, as minhas.Porém, a maioria delas me parecem ser moças indefesas, daquelas que dá vontade de pegar e fazer uma sopa de letrinhas.Brincadeira.Simplesmente namorar “à moda antiga”.Brincadeira de novo.Essa daí é uma modelo que eu gosto muito.E vou gostar mais ainda daqui há alguns anos.Depois eu digo isso.Eu realmente tenho um apreço a meninas que parecem bonequinhas, inofensivas, como estátuas.Eu estou cansado de falar sobre minhas carências.

Como semana passada passei por aquele papelão tremendo sobre o evento de anime, eu espero que as coisas mudem no próximo evento que terá este domingo.Eu só quero cantar.E os prêmios são bons.Ah, tem discman…se eu ganhar, eu vendo.:P
E eu ri pra caramba com isso: http://www.youtube.com/watch?v=tlEY34xjCiA
Se eu não soubesse un poquito de espanhol, eu estava ferrado.

Eu pretendo criar dois livros.Um contando a minha história(algumas partes estou escrevendo aqui, mas depois eu vou compilar tudo).E uma outra história que coloquei algumas partes reais que houveram comigo juntamente com ficção.É algo que um homem que foi pegar seus documentos na Rocinha, acontece uma explosão e ele salva uma menina que foi sequestrada…etc.
Digo depois.
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT718560-1655,00.html

Eu faço histórias em quadrinhos desde minha infância(quando eu tinha uns 5 anos começei a fazer a minha primeira.Era sobre vampiros).Passei um bom tempo da década de 90 simplesmente chupinhando as idéias alheias, e “criando”meus personagens…tá, apesar de eu ser criativo em muitas coisas, nas HQs eu preferia copiar dos outros.E não eram só personagens.Eram os traços e até momentos da história que eu assistia nos desenhos da televisão.Claro que de anos pra cá amadureci e me tornei independente disso, não sigo mais esta cartilha tola.O mal é minha completa falta de “por onde começar a procurar?”.Existem revistas em quadrinhos alternativas que estão sendo publicadas no Rio, talvez eles precisem do meu trabalho.Não “precisem” como se eu entregasse a eles, mas eu queria trabalhar e ter minha graninha todo fim do mês.Não ficar me conformando dependendo de Bolsa Família e Projovem.Até porque uma hora eu sempre penso que estou fazendo a coisa errada, dependendo disto.É aquela coisa, eu sou um pobretão que muita gente acha que sou classe-média.Fico muito tempo na internet e deixo de procurar emprego.E procurar um trampo de desenhista numa editora furreca poderia pelo menos encher mais o meu bolso.E eu não dependeria de projetos sociais ou dos outros.Nem sempre terei estas “facilidades”.

Eu estava louco de vontade de torrar a grana no fim de semana passado.E acabei torrando, depois de uma tentativa frustrada de me divertir, em um evento de animação japonesa chamado AnimeCenter.Foi na UERJ, que é uma escola daqui.

Faz tempo que eu não tinha ido em eventos.Desde dezembro de 2005.Fazia tempo que não via os mesmos bitolados-mor, os caras que gostam porque gostam de pagar um mico, vestindo fantasias homenageando seus personagens favoritos e tal…é divertido, mas bizarro ao mesmo tempo.E eu já fiz parte dessa laia.

Mas é passado.

A fila estava cheíssima, com uma maioria de gente vestida de preto, enquanto uns idiotas otakus(o fã bitolado em mangá e anime)entoavam gritos e colocavam plaquinhas escrito alguma bobeira, para todo mundo ver.Jovens magrelos, espinhudos, bocudos.Tive que rir.Atrás de mim, na fila, tinha uma jovem e sua mãe.Ambas lindas.A jovem de cabelos encaracolados castanho-claros, cheinha, olhos cor de mel, uma graça.Aquelas minas que dá vontade de apertar e levar pra fazer dela um purê de batata.Hhahahah.Enquanto passavam os tolos, eu ficava reclamando com elas:”que idiotas”.E etc.Rimos muito.Daí chegou o grupinho de adolescentes dela.Cabô.Eu só entrei no evento para cantar num concurso de música deles, chamado Animekê.Vi meu melhor amigo Rudel, ele tava sem grana.Dei 10 reais pra ele pagar o ingresso dele.Paguei o meu ingresso(10 reais + 1kg de alimento)e já encontrei pessoas que não queria encontrar logo na fila.

Daí, foi a dificuldade pra entrar e passar…o espaço era pequeno demais para aquela turba de gente.Cheguei no lugar onde se fazem inscrições pro Animekê e a mulher disse: “As inscrições foram encerradas”.
Pronto.
Fiquei puto demais, saí de lá voando, rasguei a identificação do evento(em forma de pulseira), e fui correndo procurar um banco pra fazer um saque(tava sem grana), mas todos tavam fechados.Entrei num bingo(que eu odeio).Quase vazio.Retirei 40 pilas e fui pra Baixada.
E o meu fim de semana tinha sido enterrado.

Ai.