Fim de semana terminando.
Dei uma entrada no site do Forme sua Banda procurando novos integrantes para uma banda que pretendo fazer.Não tinha uma mulher.E todos os homens moram longe de onde eu, a baterista provisória e o guitarrista moramos.Aí fica mais difícil ainda.Ontem eu dormi em um hotel na Central do Brasil, cheguei umas 1 e pouca da manhã.
Não tinha como eu retornar para o abrigo a essa hora, eram 1 e pouca da manhã.O máximo que pude fazer pra não ficar na rua era isso.Custou R$ 19, tinha televisão e tudo o mais.O canal não tinha tv à cabo, tinha os canais básicos da tv Aberta e um pornô, o que me deixou puto.Mas eu assisti.Eu odeio filmes pornô, mas não podia resistir naquela vez.Pensei o quão as pessoas se submetem às coisas mais toscas pra ganhar dinheiro.E muitas vezes acabam gostando.Eu tenho um desejo sádico no fundo do meu coração, que consiste fazer uma espécie de “mal”terrível no corpo e mente dos atores e atrizes pornôs.Veja bem, eu sou insensível a maior parte do tempo.Não me intimido com cenas fortes, do contrário, consigo contrair um sentimento de riso em certas ocasiões.Uma das razões do despertar de minha “animalidade”são os filmes pornôs.Eu me imagino como um animal, prestes a comer a carne e fazer esse pessoal gritar e chorar de dor.Um lobisomem.Não consigo sentir pena desse tipo de pessoa.Não me importaria em cortar os braços, pernas de um homem e fincar uma faca em sua testa, da mesma forma em que poderia me aproveitar de uma destas atrizes, destas putas e rasgar sua carne com a maior satisfação possível.O 1ºseria dá-la prazer transando com ela.Após, praticar uns feitos extremamente sádicos com seu corpo, a ponto dela não gostar, e por fi matá-la.E eu não teria remorsos.Confesso que tenho um “ódio especial”por este tipo de gente.O que eu poderia fazer com atores e atrizes pornôs eu faria com os agenciadores de exploração sexual infantil, grileiros e todo o tipo de pessoa que costuma fazer mal às pessoas.Passaria até pelos matadores de animais e seus chefes.Se eu tivesse a liberdade pra fazer, concretizar tudo isso, eu faria.Seria o momento que eu mais riria em toda a minha vida.E olha que eu não costumo rir muito.E de vez em quando lambo os beiços só de imaginar o que eu poderia fazer com essas pessoas.Talvez até rolaria um canibalismo, mas quem gostaria de comer a carne de uma atriz pornô, essencialmente podre?
Hhahahahaa!
Os índios tupinambás comiam a carne de seus oponentes porque acreditaram que esta era uma forma de “absorver”a força do mesmo.Não estou falando que eu sou conivente com o canibalismo, mas na hora de minha ira extrema eu poderia cometer.A forma humilhante, de acabar com seu adversário após matá-lo.
Tá, agora deixa eu ligar o cérebro.
Ainda estou correndo atrás de futuros oponentes pra banda de rock.Tenho um guitarrista e uma baterista provisória, eles moram perto, Tijuca, o que é melhor pra mim.No site Forme sua Banda não há nenhuma pessoa que more na Tijuca, e que seje mulher.Homem demais na banda poderia ser bem menos ameno que com uma mulher.
Anteontem eu não dormi.Acho melhor eu compensar os dias que eu estive na rua dormindo na cama quentinha e cheia de pernilongos, que é a minha.
Voltando à minha história:

Os anos 80 eram uma década bem melhor que agora.Minha mãe brigava muito com meu pai, e as consequências ficaram insuportáveis até certo ponto.Daí, cada um foi pro seu lado, finalmente.Não que eu queria, mas era impossível eles viverem no mesmo teto.Bem antes de ocorrer o acidente de carro eles já brigavam muito, violentamente, às vezes por motivos fúteis.E eu só observava e chorava, porque eu era uma criança.Quebraram alguns aparelhos domésticos e incomodavam a vizinhança.Meu pai foi morar em outra favela, na Cidade de Deus, junto com minha irmã Dayane.Eu fiquei com a minha mãe na Rocinha, mas algumas vezes me pintou o arrependimento, porque miha mãe mostrou ser uma completa desleixada, uma vadia.Meu pai era bem mais responsável que ela.Ela se mudou da Rua 4 e foi para a localidade Morro da Roupa Suja, ainda na favela, mas do outro lado.Foi morar com a minha avó materna, chamada Jorgelina.A minha mãe não trabalhou, ficava dependendo da minha avó quase o tempo inteiro, e o meu avô morava em uma casa dele, próximo a nossa, onde se mal entrava, já ouvia o rádio AM e o ambiente sempre tinha o cheiro de fumo de rolo.De vez em quando meu tio aparecia lá, ele não era adulto, era mais claro que eu e tinha longos cabelos castanhos.E eu já ficava encabulado por chamá-lo de “tio”embora ele não parecia ser.Havia um local próximo de casa, uma pedra grande, onde eu ficava em cima quando brincava de pique-pega com as outras crianças.Minha mãe discutia muito com a minha avó.A casa dela não tinha cômodos, era tudo em um espaço só, a cozinha, a sala de estar e o quarto.O piso era madeira pura.Tinha um porão em que a nós fazíamos as necessidades, mas eu não aparecia muito lá por causa das aranhas que tinham lá.Eu defecava em um balde branco, próximo à cozinha.E não deveria estar próximo à cozinha, óbvio.O porão era cheio de entulho, escuro e sujo.Os pilares da casa eram toras finas de madeira.A parede era de tijolo não-pintado.Eu fazia uns desenhos e colava na parede.Cresci naquele tempo assistindo muito Xou da Xuxa.Nunca gostei dos fenômenos infantis da música dos anos 80, como Balão Mágico e Trem da Alegria.Gostava de poucas músicas, como os LPs da turma da Mônica(em especial do Cebolinha).Gostava de uma cantora que aparecia no Xou chamada Patrícia(que mais tarde se chamou Patrícia Marx, uma cantora bem sumida).Em casa não costumava ter televisão.Minha mãe começou a se envolver com maus elementos, traficantes da favela.E começou a transar com eles.Costumava usar drogas e beber, ela era bem mais cheinha do que está atualmente.Começou a levar uns caras lá pra casa.Ela começou a me bater e eu iniciei minhas fugas de casa.Andava pela Zona Sul carioca, quase nunca em grupo.Dormia na rua e depois voltava pra casa.Um dia a polícia me levou pra casa, e minha avó ficou chorando no meu ombro.Naquela casa eu tinha medo da minha mãe me bater, das baratas e dos ratos.Um dia, me lembro, muitas, mas MUITAS baratas andaram pela parede, todas juntas.E ainda tinha as voadoras.Há mais de 10 anos eu não vejo uma barata redonda, de uma outra espécie sem ser as casuais blatella germanica e pirliplaneta americana.Estou falando de uma redonda, marrom.Nos meus tempos de criança eu me lembro de ter visto várias delas.Um horror.Um dia, eu saí de casa e fui pra casa do meu pai, na Cidade de Deus.A CDD é uma favela plana, não é encrustada num morro, como a Rocinha é.Meu pai tinha iniciado um romance com uma maranhense chamada Maria Elizabeth.Eles moravam numa casa em um local da favela chamado Triagem, onde convivem com o valão totalmente poluído e com porcos e cavalos.Eu acabei conhecendo meu hoje irmão adotivo, Bruno.Brincávamos na rua, me lembro de ter cozinhado arroz em uma lata, e até hoje não me esqueço do cheiro de porcos.Eu catava alimentos jogados fora, como pedaços de alfaçe e arroz usado, e cozinhava.Meu pai tinha mostrado sua faceta violenta para nós quando bebia e quando não bebia.A Elizabeth não gostava de mim.Um dia quando ela me deu um remédio(líquido), enfiou a colher quase dentro da minha garganta.E me batia também.Eu apanhava porque babava no travesseiro, quando dormia e quando era levado.Palmatória, de cinto, vara, sapato.Um dia minha irmã, pequena, vomitou na roupa do meu pai.Apanhou feio.E eu fugi de casa, voltei pra Rocinha.Minha mãe fi encontrada por mim na rua, e reclamou do meu mal hálito.Achei que as coisas melhorariam, mas estava a mesma merda de antes.Minha avó tinha morrido.Minha mãe levava os “amigos”dela pra transar lá em casa.Me lembro de um dia em que eu estava dormindo, de manhã cedo.Tinha um colega dela lá, barbudo, branco, cara de açougueiro.Daí, ela sempre me pedia pra comprar cerveja pra eles.Eu dormi mais uma vez e quando acordei, ela tava transando com o cara, na minha frente, há apenas 1 metro de mim.Obviamente eu ficava envergonhado.Hoje eu acho que poderia matar minha mãe pelos erros passados, mas eu nem posso fazer isso, se tenho planos em mente para melhorar minha situação na sociedade.Daí, ficou assim há tempos: ela me batia, eu fugia de casa, ia pro meu pai.Ele me batia e eu voltava pra casa dela.Um dia, eu decidi não ficar mais na casa do meu pai.Ele me levou até a minha mãe.Ela estava com um cara deitados numa cama.Daí, eles conversaram rapidamente e ele foi embora.O cara era um bandido e após meu pai ir embora, falou que “iria dar um soco na cara dele”, não sei porque motivo.Não fui com a cara dele.Alguns minutos depois eles estavam transando.A minha vida com a minha mãe realmente era uma merda, mas com meu pai, apesar do modo de vida ser melhor, não mudava, fora isso.Eu nunca gostei de apanhar, quase ninguém gostou.Eu respondia isso fugindo de casa, e ficou assim por anos.Era fim da década de 80.Odiava uma música bem conhecida da banda Scorpions.Ia pra casa da minha avó, o filho da puta do Zé, filho dela, não deixava eu ficar lá por muito tempo.Até hoje NUNCA VI minha mãe ter um emprego formal, sempre viveu de trambiques.Um dia eu estava no meu avô comendo siri, e ela também.Depois ela foi embora pra casa e falou pra eu ir, mas eu queria comer mais siri.Daí, ela me chamou pra casa mais uma vez.Trancou a porta.Pegou o cinto e umas panelas cheias de arroz e feijão.Me mandou comer tudo.Obviamente eu não iria aguentar, mas tentei comer, pra satisfazê-la.Não aguentei.Ela me deu uma cintada no meu nariz, em cheio.Saiu sangue, muito sangue.Me mandou comer de novo.Eu já tava chorando.Comi, muito nervoso, não aguentei, ela me deu mais uma cintada, na boca.E me deu mais algumas no mesmo lugar.Chorei muito.Depois ela falou que no café da manhã, eu comeria 4 pães puros.E sempre aturei aquela coisa do “dorme de bruço”.Minha mãe fazia isso comigo, meu pai também.E por causa dessa violência toda, eu fugia de casa.Um dia minha mãe estava descendo uma ladeira num beco da favela, comigo na “carcunda”.Ela caiu comigo junto, violentamente.Saímos muito machucados.Daí, um grupo de pessoas veio e levou ela pro posto de saúde, eu fiquei chorando muito perguntando pela minha mãe, ela tinha se ferido mais do que eu.Minha mãe nunca mudou seu comportamento, convidada uns caras pra casa e transava com eles.Bebia e cheirava, e batia muito em mim.Um indivíduo chamado “Creck Creck”era um dos que ela fez sexo, era um bandido também.Acho que ela fazia isso por dinheiro ou por droga.Eu estando com meu pai, eu estudava numa escola no condomínio Barramares(na Barra, claro).Lá até hoje existe uma escola chamada Golda Meir.Mas não completei os estudos pq fugia de casa.Até hoje estou enrolado com meus estudos.
Continua.

Anúncios

2 comentários sobre “

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s