Nos fins de semana, eu me sinto sujo. Me sinto como se estivesse envolto em uma nuvem de poeira invisível e ao mesmo tempo, recebo um calor em todo o meu corpo. Você olha pros seus pés, estão imundos. Não só pela sujeira e chulé adquirido pela chuva anterior, mas quando você olha pro seu braço, aquele braço magro que revela que você não come bem há vários dias, contrastando com aquele domingo sem graça e empoeirado, você pensa: “O sofrimento nos dá um peso no corpo e na mente”.

 

Imagina uma mulher que diz não ser exatamente como as outras mulheres preguiçosas que querem o seu “príncipe encantado” e passam 1 ou 2 semanas, automaticamente, ela se mostra nessa situação. Mesmo que inconscientemente. Hoje em dia, o povo tem uma facilidade em mentir para si mesmo, quando diz que quer amigos, mas além de não fazer sua parte, acha que os outros é quem deve carregá-lo nas costas. Palavras de consolo como “não fica assim”, “um dia, você consegue” só pioram o problema. Comigo, não funciona. E ainda me chamam de grosso quando eu digo isso (de uma forma educada).

 

Eu sempre gostei de mulheres mais velhas, não só pela experiência, mas é pelo fato delas falarem menos merda pra você. Atualmente, eu dei uma refrescada nas idéias, e quando olho pro passado e vejo que mesmo a pessoa sendo daquele jeito e falando merda, poderia ser uma pessoa excelente, eu só posso lamentar.

Esse mês, cancelei visitas, desfiz (e continuo desfazendo) amizades. Está virando lugar-comum. Procuro ver se os erros são meus. Meu maior erro foi o que eu disse: perdendo tempo demais com gente que não merece. Em algumas ocasiões, as pessoas esperam que você seja algo. Como são tolas.

 

Eu não me encaixo em nenhum grupo, em nenhum “estilo” existente. Como “góticos”, “punks”, “indies”, “emos”, etc. Tentei, mas vi que não era a minha praia. Felizmente.

 

Uma das coisas que aprendi é que, mesmo se a pessoa morar lá na puta que pariu, mesmo assim ela continua gostando de você. Uma coisa bem fácil de absorver, né? E pensar que eu demorei muito tempo para sacar, pra perceber isso. Eu sempre tive uma certa ânsia de ver com quem eu converso, seja por telefone, por MSN ou por email. Se eu soubesse disso antes, me pouparia estresses, estes que me deixam muito preocupado com a minha vida na casa dos 30. Vai ver, eu arrumo um infarto e morro com essa pouca idade que tenho. Eu não consigo ter medo da morte, mas o que eu tenho medo é de morrer sem aproveitar as coisas. E o que eu iria aproveitar? As coisas mais “comuns” possíveis. Endereço fixo, trampo fixo, filha, e etc. Eu não sou um sujeito muito exigente nessas coisas. Tem gente que quer obter carro do ano, iate, mulheres e o caralho à quatro, mas eu não faço questão de ter essas coisas. Algumas pessoas que desejam isso morrem sem ter. Eu só quero o simples. E eu nem acredito na Felicidade. Acho que ela é maior do que simplesmente estar bem consigo mesmo e com os outros nas igrejas ou fazer o que gosta o tempo todo. Não estou dizendo isso porque nunca conquistei a Felicidade, mas essa é uma coisa especial que não sei porque, não poderia ser adquirida de uma forma fácil. Eu me acho no mesmo meio das pessoas que têm fé para pensar que coisas terrenas poderiam ser realizadas, mas não tenho essa mesma “quantidade” de fé em Deus. Eu fico puto com Ele em diversos momentos da minha vida, mas no fundo eu penso com temor nessa questão de “Arrebatamento” e no que está escrito no Apocalipse. Embora eu tenha pensado em várias teorias que quebram alguns versículos da Bíblia, mesmo assim eu acredito em Deus. Eu penso que se não tiver fé Nele, a minha vida estará acabada. Eu não sou tão bobo.

Ontem, eu conversei com Delphina, minha amiga francesa de anos. Não sei se ela ainda mora em Bordeaux (se fala “Bordô”), mas ela realmente estava feliz em falar comigo novamente. Eu também estive “feliz” por falar com ela. Ela me disse que não vê os outros jovens que vieram com ela para cá em 2004 (deles todos, só ela e a Julie eram mais importantes para mim) e que estava morrendo de saudades de mim e daqui da República das Bananas. Normal. Eu estou com muitas saudades de ver aqueles olhos verdes, aquele cabelo castanho encaracolado-carinhosamente desgrenhado e daqueles seios enormes. E da meiguice, que deixava meu coração em pedacinhos beeem pequenininhos. Uma baixinha aconchegante, que dava vontade de abraçar e comprimir meus peitos com aqueles seios fartos, sentir aquele suor europeu e nunca mais me livrar daquele cheiro. O cheiro natural da mulher é muito mais agradável que o do homem (claaaro, porra). Eu lamberia o suor dessa mulher. Shlep!^^

Disse que queria vir aqui novamente e recomendei alguns sites de Intercâmbio (“Echange” em francês bichona). Eu sempre percebi que daquele grupo, ela é a que sempre gostou mais da República das Bananas, da nossa gente, idioma e etc. Tanto que era uma das únicas com português fluente. Disse odiar que o Sarkozy tenha conseguido ser presidente (hahahah, eu sabia!) e que na França, tudo está difícil. Até emprego. E aqui, também.
Enfim, eu farei de tudo para ela retornar para cá. Como nosso país é uma zona total, se ela pudesse morar aqui, seria uma boa. Creio que até ela vir pra cá, terei emprego e um local fixo. Ou estarei na USP estudando. Eu sempre quis tê-la para mim, mas quando penso isso, já me vem o “Disseram para não termos este tipo de relacionamento” que eu ouvi quando estávamos filmando aquele documentário na praia de Copacabana…putz.
Espero que você venha o quanto antes. Se bobear, pode até morar aqui, já que o Brasil abre as pernas pra estrangeiros, mesmo.

il vient combien avant !

Eu finalmente parei de enrolar e peguei meu boletim de conclusão, do PROJOVEM.

Após tantas faltas, eu passei. Mas, era aquele negócio. Sabe quando as pessoas ficam na maior preguiça de fazerem uma coisa, mas quando fazem, obtêm grande êxito? Eu fui assim, nas aulas.

É só eu que odeio a cantora Ana Carolina?