Ódio.

Eu estou tão acostumado com a morte que neste fim de semana retrasado, quase bati um papinho com ela. Eu sou um cara que quanto menos gastar dinheiro, melhor. Nos domingos, a estação de trem da Triagem fica sem seguranças e quando eu não quero gastar nada ou quando estou sem nada no bolso, pulo o muro e pego os trens. Naquele domingo friorento, tinha um sujeito de jaquela vermelha e calça azul-marinho. Era o segurança. Como eu não gosto muito de discutir com marmanjo nem me dignei a desafiá-lo. Andei para o caminho do ramal Saracuruna e fiquei com minha sola do pé doendo de tanto batê-la com as pedras que têm nos trilhos. Meu tênis estava todo fodido. 2 buzinadas e alguns segundos depois, quase que meu corpo é levado pelo trem. Seria uma morte bem legal apesar da dor. Eu não tenho tanto medo da dor, mas tenho medo da morte. Simplesmente pelo fato de não querer ir para o Inferno. Isso se ele existe. Eu sempre quis pensar em ser ateu, não estar nem aí para Deus e tudo mais, mas simplesmente não consigo. É uma coisa maior do que eu, estou totalmente acostumado com cultos em igrejas, versículos, louvores e etc. Quando eu fico puto e isso inclui a falta de grana e a má sorte, digo que não estou nem aí para Deus. Mas quando a coisa melhora, eu penso totalmente diferente. Atualmente, o que eu penso é: “Deus só sabe me livrar dos perigos, porra. Fora isso, ele não é presente na minha vida”. Fato. De um lado eu sou uma pessoa deveras decidida, pessoas indecisas, que falam que são uma coisa e são outra e que não sabem o que querem sempre conquistaram minha antipatia. Eu já sou um homem antipático por natureza. Antipático, não mau. Minha indiferença diminuiu e a preocupação aumentou. Minha tia ria da minha cara quando eu dizia que tinha depressão. Hoje em dia, eu quero morrer antes da velhice. Não por asco da velhice, é porque eu não quero viver até lá mesmo. Ainda me lembro do sonho que tive em que haviam listas onde tinham as idades de quando elas morreriam. 68 anos pra mim. O que eu não quero são pessoas burras, indecisas e que enganam a si mesmas na minha vida. O que não quero são pessoas fúteis, que tentam prejudicar a pessoa apenas para se sentir “cool e descolado” para seus amigos e que não maria-vai-com-as-outras”. Ou aquela mulher imbecil que votou na Heloísa Helena alegando que ela deveria mudar a camisa branca dela. Hoje, filho da puta quer tudo na mão, se encostam em tudo que poderia lhe dar um certo conforto. Vaiam seus adversários sem motivos e confundem os mesmos com “inimigos”.

Eu percebi que as pessoas precisam ficar próximos às outras pessoas. Seja numa simples sentada de banco até casos extremos, como o “ficar”. Eu nunca consegui e nunca gostei de usar as pessoas. Já houveram trocentos mal-entendidos que até hoje não foram esclarecidos. Antigamente, eu prestava atenção demais no que pensavam sobre mim, mas isso diminuiu muito, hoje. Não significa que eu esteja totalmente blindado para esta situação. As pessoas fingem gostar, fingem chocar-se e fingem se importar. Temos uma geração mais ou menos 70% de humanos indecisos. Está tudo tão indeciso, tão previsível, tão irritantemente clihchê. O “modo de defesa” da pessoa em relação a uma pergunta inoportuna é previsível. Daí, ela exclama sua pirraça. Os jovens de hoje cabem na palma da minha mão. Se resumem apenas à “Eu faço o que eu quiser, eu escrevo o que eu quiser, eu sou isso e aquilo, E DAÍ?”. A partir do momento que a pessoa se digna APENAS a ser assim e a falar isso, você pode dizer que ela é totalmente sem segredos, sem profundidade, sem porra nenhuma. Dai, ela tenta se defender dizendo a máxima “Quem é você para me julgar?”. Por quê o “modo de defesa” dela tem que ser tãããão clichê assim?

Eu não sei jogar xadrez, não sei jogar dama, não sei jogar truco (foda-se), não sei operar um lavador de roupa, não sei fazer muitas opções de comida, odeio poesias, odeio conselhos que todo mundo está acostumado a ouvir, odeio pessoas que se confundem em seus próprios pensamentos, odeio homens que me encaram por muito tempo, odeio mulheres que me encaram por muito tempo, odeio “miguxês”, odeio rádio FM (a não ser a JB), odeio MacDonalds, meu inglês britânico é horrível (inglês americano é o seu cu), pelo menos quatro vezes por semestre eu corro risco de morte, adoraria ser um classe-média, odeio pais paranóicos e intolerantes, odeio o povo burro que é o povo brasileiro, tremo só de pensar que minhas “musas” sejam verdadeiras antipáticas e pessoas sem profundidas, odeio mulheres que deixam o medo tomar conta de si e acham que eu seria um perfeito “amiguinho de internet” e odeio quem não se importa realmente com amizade mas finge de importar. E odeio milicianos.

Os meus desejos mais profundos seriam levados à explosão como um animal. Tal qual um lobo sedento de sangue. Eu sempre achei inglesas totalmente sem-graça, salvo raríssimas exceções, mas o sotaque inglês é muito melhor audível que o americano. Japonesas são sem-graça. Chinesas, idem. O bom do Brasil é a diversidade que temos, assim você não enjoa facilmente de olhar para a cara das pessoas. Divina diversidade. Pegar uma inglesinha, tocar em sua pele alva e delicada, dar aquela fungada no cangote e beijar sua boquinha seria muito bom. O meu “eu” nos sonhos consegue ser bem mais sortudo que meu “eu” na vida real. Você joga uma destas inglesinhas na cama, ela faz cara de menina marota e você se comporta com um animal, rosnando e por fim, a abraça até que ela caia na gargalhada. Seria melhor ainda se ela tampasse seus olhos com uma bandana e fizesse o que quiser com seu corpo. Digo, quase…
Sabe o que eu odeio, também? Pessoas que, ao terem raiva de você, não deixam você explicar. Elas, mergulhadas em sua mágoa acham que você não teria o “direito” de se explicar para ela. Uma coisa totalmente injusta e que corrói amizades de uma forma absolutamente besta. Antigamente eu pensava: “Ela ou ele deveriam levar uma porrada bem dada na cara por isso”. Hoje, estou bem menos agressivo mas com o pensamento igualmente ferino. Pessoas que não deixam você explicar o por quê houve aquilo não quer dizer que elas sejam umas filhas da puta nem algo parecido. É apenas a merdinha na emoção. A merdinha. Só isto é o suficiente para você dar um desconto para a pessoa, deixar ela levantar as fraldas, enxugar o rostinho, tirar o catarro e tudo mais. Ou não. Algumas vezes, ela não dá chance mesmo. Eu colecionava decepções dessa maneira. Hoje, não me importo com o que elas pensam sobre mim. E você também não deve se importar, pois ela só pensa em si mesma, não em você.
Esqueci de dizer que odeio futebol, também.
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