Birthday & Realizations

Realizações do camarada Atenas:
O dia hoje no trabalho foi bacana, e não imaginava que eu seria surpreendido por um ser humano. Normalmente, não sou surpreendido, pois a maioria das pessoas são iguais, porém, os acontecimentos são totalmente diferentes. São como um cubo mágico, uma porção de água dançando na palma da sua mão, a vontade de escrever que vem e passa, aquele sabor que você imagina saído da saliva de sua amada. Em minha cama havia deixado uma menina dormir, mas ela era tão prejudicial a minha saúde que do nada, acabei quebrando sua perna. Peguei aquele corpo e joguei da minha janela, que fica há 3 centímetros da minha cama. “Porra, dormi com um inseto”, eu disse. Coitada da menina.
A preguiça deveria ser personificada por um homem gordo, com aquela barriga de chope característica, equilibrando um copo de vinho de acabaxi em seu mindinho gordo, esboçando aquela cara de enjoado, arrotando e andando todo desengonçado. Seria padrão, até. Daí, ele poderia me dizer o que eu mais odiava, eu poderia responder: “O que mais odeio são as propagandas de rádio em que as pessoas dialogam”. E tudo calcado no humor, o que eu odeio. Eu sou imprevisível, ninguém me surpreende, sua mente está na palma da minha mão.
E eu acabei por engolir o homem gordo, pois a preguiça invadiu minha mente nestas últimas semanas. Ando acordado com aquela cara de bunda básica, mal consigo mover meu corpo, existem marcas no meu braço. É, dessa vez não dormi com um inseto, digo, garota. Quando durmo, sou alvo de vampiros. Digo, pernilongos. É de noite que eu temo Deus e temo ainda mais que Ele poderia iniciar seu Arrebatamento naquele dia, mesmo. E óbvio que eu iria ficar, sofrer por 7 anos com uma picada de escorpião voador (com cabeça de humano) na bunda, antes dos obrigatórios 1000 anos de paz. Apesar de crer em Deus, estou passando por uma crise existencial tremenda. Os argumentos dos evangélicos não me são suficientes, desde o meu ajudante de recepcionista até o pastor lá da igreja da esquina. Quando eu era um simples caçador viajante não me preocupava com isso, mas pode-se dizer que eu amoleci demais minha vida. Tudo para me adaptar à sociedade, aos bons costumes e as leis. Antigamente, eu fazia o que dava na telha, mas a partir do momento que resolvi me adaptar aos humanos, a vida não é mais minha. Porém,não quer dizer que eu deva parar e esperar a morte da bezerra. Preciso cumprir realizações, as realizações do camarada Atenas.
Às vezes, eu quero gritar, dizer para todos que são uns bonequinhos conformistas do governo, chamar gente para invadir aquela porra e setenciar a morte a todos os fãs das falcatruas “lá de cima”, mas quem sou eu para fazer isso? A covardia vem desde o medo de escuro ao medo da morte. Pode-se dizer que eu sou mais um dente da engrenagem, mas quem disse que devo me conformar com isso? Todos os dias penso que está cada vez mais próximo a hora em que poderíamos nos foder bonito. Antes de minha última viagem à aquela cidade em que será meu lar em 2008 (segundo semestre) fiquei 3 semanas pensando na morte. O Inferno é aqui? Quem se acaba somos nós, não a terra? Ha.
Os meus tempos de caçador estão enterrados até segunda ordem.
Lily veio até meu prédio, algo que me surpreendeu. Toda linda, me trouxe alguns presentes, pelo meu aniversário: uma garrafa de vinho de abacaxi, figos, kiwis, uvas, ices e uma melancia, para nós colocarmos no pescoço quando surfarmos o trem de Japeri. E todos ficaram olhando. Disse a ela quando voltaria a fazer “Skins”, ela me disse que em dezembro de 2008.
“Publique essa merda de livro”, ela disse. Tudo tem seu tempo. Eu não sou como aquela pessoa fracassada que reclama de tudo e todos e faz pouco para ficar em cima destes. Falando no viado, dei uma força a ele em seu blog.
Embora eu tenha todo o tempo do mundo, vamos logo começar as realizações.
Fora isso, desejo um Feliz Aniversário pra mim. Faço dia 2 de novembro, o dia que sempre chove. As comemorações já foram feitas, o que é bom.
E dane-se, você.
^^
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Suor, Gordura e Livros.

Alguém mandou o “Rock Nacional” para a puta que o pariu. Aliás, é onde ele nunca deveria ter saído.
A partir do momento que gravadoras, produtores e o caralho à quatro investem sempre nos mesmos artistas, é sinal de que deveriam pedir pra sair. Mas, o maior trunfo deles, a carta na manga, é que sempre terá público. E claro que o público em si reflete-se em adolescentes retardados, que postos sobre a parede sempre indagam aquela máxima: “quem é você para me julgar?”. Eu? Eu sou o David, prazer. Embora não te conheça, me acho no direito de te julgar, simplesmente pois não sou igual a você. Confesso que já fui, mas é passado, entendeu? já fui. Eu creio que no mundo de hoje, é necessário ter esperteza para viver. Ou apenas sorte, como ser bem-nascido, por exemplo. Hoje me revolto com moleques com a boca cheia de ovomaltino e leite com pêra, revoltando-se com pais e outros parentes, usando drogas, fazendo arruaças…me lembram a minha irmã mais nova. Mimadice demais dá nisso. Mas, passemos para outro assunto.

Hoje em dia não dá pra acreditar nas meninas que dizem ser diferentes das fúteis. Elas agem como fúteis mesmo inconscientemente. Imagine uma menina que te adciona no msn e fica um tempão sem falar com vc pelo simples fato de ter se “esquecido”. As pessoas têm a audácia de mentir para si mesmas, atropelam-se em suas próprias regras. Não dar um “bom-dia” é falta de educação, mas prestar atenção na conversa alheia não é? Estou numa situação que qualquer um poderia dizer que seria mais inteligente juntar-se aos derrotados de espírito que se opor a eles. Não, não tenho raivinha da sociedade. O problema é que a sociedade em si está coberta dos mais diversos tipos de derrotados de espírito. Aquele tipo que só pensa em si mesmo, aquele tipo que é igual a trocentas pessoas. Às vezes, algumas generalizações são bem cabíveis, tanto que para quebrá-las, é dose pra leão, tão raro quando pinto de minhoca. Jovens, por exemplo: se você precisasse duma grana para passagem, que custa míseros R$ 2,00 e você vai à igreja pedir e lá só está um jovem. Pode-se dizer que a maioria deles vive sem grana ou reserva aquele cascalho para gastar em partidinhas de Counter Strike na lan house, cheio daqueles moleques com bermuda florida, camisa de cores claras (rosa ou azul bebê) e boné falsificado da Von Dutch. E magros, ah, sim. Magrelos. Daria para extrair algo de decente naquelas cabeças (a de cima, filho da puta)? Não. A solidariedade? Só se um puxar o coro. Você diz a menina que ela não lhe dá a devida atenção e avisa que irá deletá-la do MSN. “tá”, ela disse. Mas, é aquele “tá” desleixado, como se realmente não se importasse com sua existência.

Feriados podem ser bons para a maioria das pessoas, mas para algumas é uma tortura. Eu, por exemplo. Fiquei tão desnorteado que andei como mendigo nas ruas da Zona Oeste, mais ou menos…Minhas pernas doíam, eu estava cansado demais. Amanhã, finalmente a vida volta ao normal e trabalharei feliz. Estou com saudade da horta, da comida caseira e das brincadeiras com as crianças.

Hoje, eu finalmente acreditei que sem dinheiro, não somos nada.

Lily Cole, estou esperando seu Email.