Mesmice, MBB e meu livro.

Às vezes, eu faço questão de lembrar que a maioria dos humanos existentes no planeta Terra, incluindo o Brasil, nasceu para ser capacho, para suportar uma porrada de injustiças e ao invés de protestar, ficar quieto na sua.Nem podemos só dizer que são apenas míseros acomodados, mas sim, masoquistas. E claro, esse tipo de pessoa está presente na maioria dos segmentos sociais. Desde um sujeito que trabalha e não se importa de levar um “vai tomar no cu” do seu chefe até os adolescentes consumistas, em especial os otakus, fãs de animação e quadrinhos japoneses. Decerto que esta “tribo” é uma das mais frouxas e consumistas de qualquer tribo social em que a maioria é jovem. Eu era otaku, fiquei nesse balaio por 3 anos e pulei fora em 2005, após uma experiência estafada com fantasias e idas à eventos de animes. Eu não vou ser como a maioria dos opositores dos bunda-moles (eu também sou um) e dissertar trocentas páginas sobre o que há de péssimo nesse meio. Eu sei da porra toda, eu vivi. Mas, estou sem saco pra escrever tanto sobre isso. O mundo está uma bosta a partir do meio onde vivemos, nem precisa ir tão longe. Lembro-me de que antes da eleição presidencial de 2006, perguntei a uma moça o porquê dela querer votar na Heloísa Helena, ex-presidenciável. Ela me disse: “Eu vou votar nela para ela trocar aquela camisa branca. Ela só usa aquela camisa, pô”. Estamos rodeados de imbecis, de todas as idades, tribos e sexos. Mas, penso que esses imbecis são um “mal-necessário”: eles são dóceis, a maioria é solidária, ajudam o mais próximo. Mas, eles são burros e não tem aquele espírito de luta, não é mais como antigamente. Os jovens estão acomodados, respondem os pais, mesmo nas classes C e D, existe mimadice dos pais. Algumas pessoas pensam que essa personalidade passiva é a melhor coisa que existe, até porque, segundo essa galera alguém precisa montar neles. Alguém precisa se dar bem por causa deles. Aliás, o mundo se move dessa forma, não? Mas, a partir do momento que você é aquele tipo de pessoa frouxa, que não luta, que se entretém vendo novela e programas esportivos no início de tarde (argh…) e prefere comentar sobre a vida do Diego Alemão do que sobre o próprio país onde vive, que direito você tem de dizer “Quem é você pra me julgar?” seu (sua) filho(a) da puta? Aliás, você nem deveria se importar com o que pensam de você, mas se tu se importa, que direito você tem de dizer isso?

Eu olho pros jovens de hoje e os observo. Muito, nem preciso abrir muito a boca. Tu vê aquela típica adolescente que vai pra danceterias e gosta de “ficar” e dançar rebolando até o chão, tu conversa com essa menina e vê como ela dialoga, suas maneirices, o que mais gosta de falar. Percebe o quão a menina é rasa, aquele tipo que realmente só serve para comer e ponto. Machismo? Não! Realmente, existem meninas que gostam de ser tratadas dessa forma e acabou! Você vai contrariar as coisas, achando que ela teria uma maior profundidade, que poderia ser uma boa namorada, e coisa e tal, mas você simplesmente perde tempo, amiche. Tu quer se apaixonar por mulheres, mas você vê aquela e um dos meninos observadores te diz: “não tenta namorar com ela, pois ela irá te trair”. Decerto de que antigamente era motivo de orgulho a menina casar virgem, mas hoje, uma menina de 17, 18, 19 anos, virgem, além de raro, seria motivo de chacota! E eu sempre converso assuntos desse gabarito para algumas pessoas. Muitas nem se dão o trabalho de completar, acrescentar algo. Sempre dizem “Éé…” como robozinhos. Igualzinho às mulheres que dizem ser diferentes daquele tipo de mulher que lentamente te esquece. Só falta ajoelhar no chão para dizer que não é igual, mas aos poucos, vai mostrando. Quantos burros, fúteis e contraditores temos neste mundo? Mas, já pensou se todos – ou pelo menos, a maioria – fossem “intelectuais” e profundos? O mundo não deixaria de ser a bosta que é, mas de uma forma diferente. E intelectuais são um saco, cara.

Vamos falar sobre o fórum de discussão que eu fazia parte, o Multiverso Bate-Boca:

www.mbbforum.com/mbb/

Participar de um fórum é bom. Ainda mais se este fórum tiver um grande número de usuários ativos (no bom sentido), do tipo “pá-pum” para perguntas e respostas. Não é igual aquele fórum mormaço, onde você posta uma vez e só daqui há 4, 5 dias, alguém responde. O MBB é até hoje o melhor fórum de quadrinhos do Brasil. Mas, como nem tudo é perfeito, existe a putaria generalizada, os grupinhos e a opinião formada dentro deste. Claro que isso vai de cada usuário, cada usuário ativo contribui para que este fórum seja a bosta diarréitica que é. Eu, inclusive. Seja para bem e para mal. No meu caso, foi mais para mal, tanto que “cortaram” algumas liberdades que insistia em cometer, e que eram erros meus. Comparando meus erros com o de algumas pessoas, estamos praticamente pau a pau. O MBB é um fórum de nerds, de fãs de histórias em quadrinhos, de otakus e de desocupados, que praticamente ficam o dia inteiro online lá dentro. O que eu sinto é uma relação de amor e ódio para com este fórum.

O meu nickname era Van Gogh. Eu poderia ser um usuário “normal” até o fim, mas confesso que eu piorei meu status lá dentro. Comecei a ter “inimiguxos” a partir do momento que dei trela a algumas implicâncias. Me aborrecia gratuitamente, com implicâncias igualmente gratuitas. Lá, as pessoas te tratam como se fossem seus amigos de muito tempo. Alguns deles fazem sua caveira lá dentro, mas em encontros, ou se afastam de você de um ângulo onde não dá para ver sua fuça até terem aquele tratamento amistoso contigo. A partir do momento em que você se tornou um usuário que posta muito, dialoga muito com a galera, as pessoas começam a prestar atenção em você. Daí, desde julho de 2006, comecei a interagir com eles. Eu comecei a postar imagens da atriz Dakota Fanning (esta do meu post), já que sou fã dela. Dela e de outras meninas. Nem preciso dizer que isso despertou a mente alheia e começaram a me chamar de pedófilo. Daí, fiquei um bom tempo com esta pecha, mas eu não ligava. De um lado, eu também errei muito, pois era como se eu fomentava a alcunha (postei uma fanfic em relações platônicas entre meninas e homens, simplesmente por curiosidade e ousadia). Um dos meus erros também foi insistir em fazer parte da panelinha de nerds MBBistas do Rio de Janeiro, que sempre se encontram em uma gibiteria da Tijuca. E isso só agravou a minha relação entre eles, ainda mais que eu estava mal-afamado cada vez mais. Alguns me odiavam, outros achavam que eu era um dos “personagens do fórum”, mais um dos bobos da corte. Outros sentiam indiferença (estes são os que menos postam). Nego me perseguia só para despejar sua alfinetada, já que sentiam um certo prazer sexual nisso. Já imaginou um sujeito fazendo a caveira do outro da mesma forma que mete o dedo médio no próprio rabo?

O fórum tinha as pastas mais conhecidas: Quadrinhos (já que era a principal), Animes e Mangás e Off-Topic. Esta última fala sobre assuntos gerais e é onde as alfinetadas mais correm soltas. Um se acha melhor que o outro, fomentam ainda mais discussões infrutíferas. A palavra-chave do MBB é: “Zoe o próximo”. Se o zoado der trela, pior ainda, como eu disse. Essa liberdade toda tem um lado bom, pois não é aquele pessoal morgado, chato e raso. Do outro, é ruim, pois é uma putaria tremenda. Ninguém respeita ninguém, independente do que o outro acha. De que adianta falar que existe um “tópico sério” na Off-Topic se em TODOS os tópicos as zoadas sempre ocorriam? “Ah, esse tópico de futebol é um tópico sério, mas o tópico falando do filme Donnie Darko não é”.

A maioria dos usuários do MBB moram nas grandes capitais. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Florianópolis. Ao menos 98% é da classe B e A. O tipo que gasta 90 reais em gibi. E eles gastam, mesmo. Eu até cheguei a ir para Sampa visitar os MBBistas de lá (quando na verdade, combinei com minha amiga de vê-la um dia depois, e já que o encontro foi na véspera…). Nos encontramos em um bar próximo da Avenida Paulista, mas extrapolei quando bebi demais e passei vergonha ao vomitar diante de tanta mulher bonita e gostosa. Foi só isso acontecer para um comentar com outro usuário que não gosta de mim, gay (nada contra) encubado e o mesmo até algum tempo atrás jogava na minha cara, tentando me depreciar. Um deixou de gostar de mim porque falei mal do corpo da sua A-MI-GUI-NHA, que postou fotos no fórum esperando receber elogios de todos os babões. O outro, um moleque fã de metal melódico, 19 anos e ainda cheirando a leite, foi porque o deletei do msn (“você é desinteressante demais”, eu disse) e achou que era melhor me zoar e me odiar. O outro, um gordo advogado, acha que eu realmente sou pedófilo, mas não tem coragem de me processar – já que iria se foder coió – . Mais um ficou boladinho porque falei mal de “Superman, o Retorno”, que realmente é uma bosta de filme, um engodo que nunca deveria ser feito. E é o mesmo gay encubado que gosta de recordar que vomitei no bar em Sampa. Ele nem estava lá, afinal. Claro que não. Mas, definitivamente, não fico impressionado que dois homossexuais (mesmo não-assumidos) me odeiem. Seria mais estranho ainda que eu fosse amigo desses caras.

Eu não sou nerd, já fui otaku (entendeu? JÁ FUI) e nunca tive a menor pretensão de falar sobre gibis. Daí, falaram que no fórum eu era vergorrágico e “botava banca” e nos encontros, não falava nada. Eu normalmente sou reservado, falo pouco, mesmo. Qualquer pessoa pode mudar um pouco na internet, já que não tem aquela necessidade de falar com os outros pessoalmente. Mas, isso não quer dizer que eu seja outra pessoa. Aliás, no fórum é uma coisa, mas se pessoalmente me zoarem, é passível de tomarem porrada, até porque, eles não seriam tão “lekais” pessoalmente a ponto de te chamarem pra comer na sua casa, porra.

Com minha imagem “destroçada” lá com a alcunha de pedófilo, eu nem farei questão de retornar novamente (fui banido por 1 mês, deveria voltar semana que vem). Claro, eu ajudei a criar isso, fui burro. Então, é mais um motivo para não dar as caras por lá. Eu tenho que continuar a melhorar minha vida, publicando meu livro, terminando meus estudos, mudando de cidade, o escambau. Tudo que eu tinha pra “contribuir” naquele lugar acabou. Chega.

Do usuário Nick Belane: além do fato dele fazer acusações a Michael Jackson e Lewis Carrol sem conhecer, ao mesmo tempo em que diz que quem não o conhece não pode acusá-lo. Ficou claro que ele frequenta o fórum para satisfazer carência, mas não tem traquejo social para fazer isso de um modo amistoso, então tenta chamar atenção de um jeito bizarro. É o mesmo que ir a um encontro de amigos, mas não falar com ninguém e desprezar todo mundo. Ele precisa dos outros, mas não quer fazer concessões para ser sociável. Parece que rola um egocentrismo ali, mas posso estar enganado. Mas enfim, quando ele voltar acho errado que o persigam com o tema da MichaelJackson’sLifeStyle. É besta, desnecessário e não é certo ficar estigmatizando alguém como criminoso só para se divertir. Além disso, há vários outros xingamentos possíveis, sejam mais criativos.

Bem, QUALQUER UM sabe que Michael Jackson é um pedófilo platônico. Não do mesmo modo daqueles que trocam imagens de crianças nuas e abusam delas. Estes são os pedófilos “preferenciais”, os perigosos. O Lewis Carroll era apaixonado por sua amiga criança Alice Liddell, tanto que se inspirou nela para fazer “Alice in Wonderland”. E mesmo ao se afastar dela (segundo a um pedido de casamento indireto feito para ela, a mãe da mesma soube e cortou relações com Carroll) se envolveu com outras crianças (não sexualmente, pois só o fato de ter alguma relação carnal com algumas delas constrangia Carroll, na época, um pastor).

Assim como entrei no fórum para satisfazer carência (até porque, assumidamente sou um sujeito muito carente), o mesmo viado paulistano que adora o LeonardoDiCaprio o faz. O mesmo inútil que alfineta os outros a torto e a direito o faz. Todos os dias. Ao contrário deles, não perseguia ninguém. Realmente preciso dos outros, mas preciso de alguém MELHOR que nerds que gostam de depreciar o próximo.

E o termo “MichaelJackson’sLifeStyle” significa “Pedofilia” ou “Pedófilo”. De tanto me chamarem disso, o sistema mudou automaticamente para o termo atual. Visto que eu despejava a comida e as formigas comiam. É foda. Eles têm uma parcela de culpa das coisas.

Falando no livro, entrei em contato com duas editoras GRANDES. Uma me disse que eu deveria compilar todo o texto no CD-Rom e entregar. O farei pessoalmente. A outra me disse que eu deveria escrever a sinopse no site. Segunda-feira, farei isso.

Vou ver o último episódio da segunda temporada de Nip/Tuck, agora.
Amanhã tem festa no trampo.

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4 comentários sobre “Mesmice, MBB e meu livro.

  1. Marcos disse:

    Homessa,não gostei do seu tom e palavras em relação aos nerds. Você diz não ser nerd, mas, um momento amigo, se você tem um blog, conhece o MBB, já foi ativo (lá ele) no fórum e postou na pasta de quadrinhos, assiste Nip Tuck ou outras séries e é fanático por determinado assunto (digamos Lewis Carrol) você é por definição NERD. Pessoas não-nerds não se aproximam dessas coisas, de repente tem contato com uma ou outra, mas obviamente não com TODAS. Incrível como coloca um “nada contra” ao falar dos gays, mas malediz os Nerds como uma hárpia saída de Tártaros. Sinto muito, mas essa atitude muito me desaponta.

  2. David disse:

    Não,vamos falar sério:A partir do momento que não fiz menções à sua pessoa, nem como indireta, não deveria se preocupar, cara. Se eu tenho algo de nerd, é muito pouco. Decerto de que vejo algumas séries, que dá pra contar nos dedos (Dead Like Me, Nip/Tuck, Pushing Daisies, The L Word, Skins…) e até um anime (Urusei Yatsura), mas não me considero nerd. Não sou algo próximo de um trekker, como você. E nem se tivesse condições financeiras para tal, eu seria. Minha vida é mais realista, tanto que nem tenho um local fixo pra ficar, vivo me mudando e nem moro com os pais. E a maioria dos gays são uns estorvos. Se apaixonam facilmente pelos demais homens. Confesso que os nerds até são menos “danosos” que eles.É isso.

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