Rebeldia na Geração Youtube


Dude, você pode ser fã de uma coisa, mas perceberá que a quantidade de idiotas que são fãs da mesma coisa que você não está no gibi.

Deixa eu citar do que gosto e do que idiotas gostam, também: Amy Winehouse, Boston Legal, Queen, The Mars Volta, Kagerou, Skins, Dead Like Me (ops, acho que só eu gosto de verdade dessa pourra), Furi Kuri e House M.D.

Eu já fui mais ranzinza.

Enfim, eu queria falar sobre rebeldia. Mas, creio que não combina muito colocar este assunto em dia pois na Geração Youtube hoje em dia, seria mais do que perda de tempo. Mas, enfim, como você perdeu tempo só vindo para cá, vamos falar sobre esse assunto, mesmo.

Eu estive fazendo, alguns dias aí, uns exercícios de rebeldia, mas não do tipo que sai quebrando tudo e dando porrada em Deus e mundo. Digo, Deus anda trocando porradas com seus fiéis mais “realistas” por muito tempo, e eles sempre perguntam onde ele está. “Se Ele existe, não seria bem mais fácil descer de seu pedestal e vir falar com a pessoa da mesma forma que eu estou conversando com você, aqui sentados num banquinho?”. Dá pra entender perfeitamente a posição do sujeito sobre isso. A impressão realmente é de que neste mundo é cada um por si, o que dá permissão total a gente desequilibrada matar e fazer o diabo e ele seria apenas julgado pela Justiça dos homens, só que funciona de vez em quando. Chega a ser compreensível um homem ou uma mulher ter desejos suicidas simplesmente por estar de saco cheio da vida que leva, desse mundo de merda. Mas, obviamente, se matar é a maior covardia que vocês podem fazer. Pensar, tudo bem. É a mesma coisa de você ter vontade de matar uma pessoa que você acha um filho da puta, compreensível. Agora, fazer é outra história. E claro, a maioria dos seres humanos não tem peito nem culhão para fazê-lo. Daí, ele pensa, pôe sua inteligência, seu raciocínio para mover. O tico e o teco fazem seu trabalho. Mas mesmo assim, estamos voltando a virar macacos. Sabe aquela porra de banda chamada Devo, que pregava o fato do ser humano estar “involuindo”? “Nossa, alguém deveria dar um prêmio a estes caras, pois eles bancaram os videntes e deu certo!”, você poderia dizer. É por aí, mas hoje em dia é tudo tão previsível que você, homem comum, pode prever acontecimentos em sua vida calcados no seu realismo. Ou como os mais tolos dizem, “Pessimismo”. Mas, extremos são sempre ruins. Se você for pessimista ou otimista ao extremo, é um idiota. Ou sonhador ao extremo. Mas, hoje realmente as coisas ocorrem de um modo que eu já esperava.

Você tenta ser diferente do pasto, mas ao mesmo tempo que você se sente sozinho, eles podem te rejeitar. No meu caso o pior tipo de gente que poderia aparecer na minha vida são pessoas sensíveis em excesso. Eu sou um sujeito que coloca meu realismo até não mais poder, sabendo que as pessoas são de uma forma que as torna incorrigíveis, ainda mais adultos. Algumas pessoas ficam sentidas se você diz algo como “não me interessa”, “você acha que eu tenho obrigação”, “pouco me importo” e similares. Sim, o ser humano é falho e alguns fazem questão de impor essas falhas pros outros. Eu sou observador pra caralho. E ouço que é uma beleza. Não dá pra contar o quão de pessoas se feriram por minhas palavras, que me rotularam de grosso porque eu disse um “porra” ou porque não quis “me abrir” pra elas. Agora, me diga: você tem a obrigação – nem que seja inconscientemente – de desabafar seus problemas, nem que seja uma rusginha de tristeza a mancebos que você nunca viu mais gordos? E parece que hoje em dia, nego acha ter a maior segurança e preparação do mundo para dar pitaco na vida alheia. Não vou nem dizer que é “coisa de brasileiro”, pois eu nasci aqui e mesmo não querendo faço parte desse bojo.

Imagine uma pessoa que sempre vê os piores canais possíveis dessa porra de país (Globo e Rede TV!), fala no MSN com você recheada de gifs animados, dos mais irritantes possíveis, te dá conselhos vazios como “não liga, a vida vai mudar, Deus vai te ajudar” e afins. Tem uma personalide tão rala e tão fútil que para pessoas mais exigentes e seletivas- como eu – não teria serventia de porra nenhuma. Imagine também uma pessoa que quer saber o que está acontendo com você, você não fala nada. Daí, já se aborrecendo, ela diz um “Deus, dai-me paciência” e respondendo a ela você diz: “Acha que eu tenho obrigação de fazer a íntima com quem eu não conheço?”. Aí, ela tira a máscara que usa diariamente e revela-se a arara que constantemente é. Mas, porra, ela usa a máscara unicamente para conviver bem com as pessoas. Senão, ela seria mais insuportável e maçante do que normalmente é. Ela precisa ser o que não é para arrumar mais amigos, para ter uma vida social bacana, uma transa satisfatória, etc. Então, você a responde dessa forma que eu te disse – mesmo de um modo calmo e pausado – e ela te chama de grosso. Mas a tentativa de invasão de sua vida não poderia ser tipificada como grosseria? Ou pior, quando ela levanta a voz, perde ainda mais a razão. Daí, chama os outros funcionários – que são automaticamente puxa-saco, claro – para reforçar o ataque. Por fim, chama um homem, porque, se você for homem eles acham que um homem seria mais fácil na “interação”, se é que me entende. É a mesma coisa de você ir a uma igreja pedir uma orientação espiritual, eles nunca irão chamar uma mulher para te atender. Nem mesmo se esta mulher for a primeira a falar com você. Agora, se você for uma mulher, a probabilidade de não chamarem um homem para você é grande.

Em desvantagem numérica na discussão, você perde, inevitavelmente. Eles são irritantemente muito previsíveis :te interrompem o tempo todo, fazem suas argumentações se perderem diante aos gritos. E o homem está lá próximo a porta, atento a tudo, fazendo as vezes de espectador et segurança. Se rolar porrada, ele interfere e te imobiliza – ou te bate – e chama a Polícia.

O ato de gritar em uma discussão serve primeira e principalmente para fazer valer a opinião da pessoa e desestabilizar a da outra. Serve para impor seus interesses. Simples assim. Mas, nem sempre eles têm razão. Se bem que, como disse, só por gritar sua razão cái. No meu caso, eu raramente grito – só rodo a baiana quando estou no vagão do trem, sozinho, hueheheh! – , assim como raramente choro (acho que umas 2 vezes por ano e olhe lá).

Nego te tacha de rebelde por pouca merda. Existem também os que te tacham de rebelde por você ter um ponto de vista mais realista sobre a sociedade. Para mim é impossível viver, levar a “filosofia de botequim” daquele filho da puta que canta: “deixa a vida me levar”. Impossível. Alguns dizem que você precisa levar a vida um pouco mais na brincadeira, mas não adianta defender essa questão se você tem uma vida relativamente boa, meu chapa. É a mesma pessoa que tira um sarro ou dá conselhos vazios sobre seus problemas, porque ela não vive o que você vive ou passou pelo o que você passa. Senão, teria um pouco mais de seriedade e respeito para com eles.

Na minha visão, a maioria das pessoas se esforçam em serem iguais em algumas coisas.
Primeiro: pensamento. Esse é o principal.
Segundo: personalidade.
Terceiro: diversão fácil e descerebrada.
Quarto: falta de seriedade.
Quinto: individualismo.

Acho que o primeiro se acopla no quarto, mas dane-se. A rigor, É ISSO.

Você se torna um rebelde exatamente por não seguir essa cartilha. E pior, é como se fosse uma regra de sobrevivência no mundo em que vivemos. É pouco demais para ser considerado um rebelde, um “revoltado”.

E olha que nem sou punk. Tá, essa foi previsível.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s