Tava procurando o que havia mudado de expressivo nesse primeiro semestre pra cá. Dentre o entulho não consegui achar nada, fora algumas coisinhas: a editora Rocco (que publica o Potter aqui no Brasil) resolveu me dar uma resposta quanto à publicação do meu livro. “Seu trabalho não foi selecionado, apesar das evidentes qualidades”.Devo ser meio lerdo para pensar, pois ainda não entendi o que significavam as “evidentes qualidades”. Disseram que falaram isso justamente para colocar algo que não me deixasse pra baixo no texto. Por mim, tudo bem, já mandei pra eles sabendo que não iriam publicar. Eles recebem numerosos originais, alguns com qualidade duvidosa, outros maravilhosos (claro que isso vai do gosto deles. Eu não consigo ler nenhum conto ou romance escrito por um espinhudo ou por uma mina que coloca frases da Clarice Lispector no seu perfil do Orkut). Só confirmou a hipótese de que eu teria mais chances numa editora pequena. Porra, mas tava tãão óbvio que isso deveria ter passado pela minha mente, mas como sabem, comecei o ano de 2008 emburrecendo. Pelo jeito esse “emburrecimento” não tem data para acabar.

As Olimpíadas começaram e fui egoísta o suficiente pra pedir pra educadora trocar de canal, já que a maldita cerimônia de abertura tinha começado mais ou menos às 6 e só acabou às 13:00. Discussões mil com direito a ofensas por parte da gorda “O seu neurônio é pouco pra entender isso”. Hahaha. Com direito também ao educador viado que gostava de fofocar minhas desventuras pras cozinheiras, olhava para mim da porta da cozinha e ria da minha cara. Óbvio que se eu colocá-lo contra a parede na frente da assistência social ele irá negar seus fuxicos. Nego é tão previsível.

Recebi a autorização da prefeitura para fazer um trabalho aê…pior que este trabalho será apenas um quebra-galho, juntamente com o outro que estou fazendo, ambos não dão futuro para ninguém, a não ser que você seja acomodado (como a maioria das pessoas são) e goste de ficar na merda, mesmo ganhando uns trocadinhos extras.

Desisti de uma porrada de coisas e depois voltei atrás. Aliás, tá virando modinha na minha vida essa coisa de chutar o pau da barraca, parar pra pensar e voltar. Assim como abusam da minha paciência consigo abusar da paciência alheia. Nos meus dias de aborrecimento penso que se o mundo não mudar, eu não mudaria. Pensa bem: são mais de 6 bilhões de cabeças. Claro que você não irá se relacionar com todas elas. E você é um só. Tô até sendo menos orgulhoso e me aborrecendo menos. Antes, quando eu ficava puto sentia um mal-estar no tórax e na cabeça (de cima). Hoje não sinto mais nada, não comparado com antes.

Estou escrevendo mais. Estou fazendo um segundo livro, que tem duas histórias diferentes: a primeira é uma paródia, fala de um cara conhecido mundialmente por ter feito 11 trabalhos impossíveis de realizar pelo ser humano, mora em um arquipélago há 5 kms do litoral carioca e mora com uma mulher/gato. Após terminar de catar uma espécie de diabinho dentro da temida baleia Moby Mitch é incubido de realizar seu 12ºtrabalho: cuidar de sua própria vida. Claro que com isso ele tem que retornar à seu local de origem e voltar a contatar seus parentes e amigos. Claro que com isso há gente mal-intencionada pelo caminho, mesmo que seja uma mulher de duas cabeças.

A outra história (mais “normal”) fala sobre dois caras: um ex-pastor e diretor de teatro que renega Deus e a Igreja e tenta viver sozinho, sabendo que tem gente querendo colocá-lo de volta ao seu lugar na congregação. E o sujeito consegue ser orgulhoso o suficiente de recusar a ajuda do melhor amigo e da própria filha (independente aos 17 anos). O outro sujeito é um homossexual riquinho e produtor da maior emissora de tv brasileira que quer ajudar esse sujeito, tem um amor platônico pelo mesmo, mas empurram uma cadeirante espertíssima para ele. Coisa simples.

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Mudando de assunto, eu sou um cara observador. Não que eu goste de ser diferente dos outros, mas sempre analiso o jeito das pessoas. Essa “análise” deu tão certo que fiz uma lista de coisas que as pessoas fazem e (sem querer) me aborrecem.

1- 2 pessoas conversando (ou não). Eu chego e falo pra pessoa, enquanto a outra olha para mim. Não consigo prestar atenção na conversa alheia quando é opcional.

2- Burrice evitável. Quando passo no terminal do trem aqui, vejo os painéis ou telas indicando o destino do trem. SEMPRE tem alguém que por tirar uma pressa não sei de onde (deve ser do cu deles), entram, esperam o trem partir pra depois perguntar: “O TREM VAI PRA ONDE?”. Costumo ignorar, seja homem ou mulher. Só respondo se for idoso. “Ah, mas e se a pessoa não souber ler?”, cê poderia me responder. Não custa nada perguntar pro segurança ou esperar o locutor abrir o bico. Se não ocorre isso a porra do trem tá parado e…

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