Eleições

As eleições para prefeito nesse ano foram um tanto surpreendentes, pelo menos aqui no estado do Rio. O meu candidato me surpreendeu (tava demorando que alguém ou algo me surpreendesse, faziam anos!) , não só a mim mas surpreendeu a torcida do Flamengo também. Tô falando do Fernando Gabeira, mais conhecido pela maioria por ter desfilado de tanguinha numa praia do Rio. Aliás, justamente por sua verve meio “flosô” que muita gente deixou de votar nele. Daí, você está num restaurante e ouve de um malaco que quem vota no Gabeira é gay. Previsível. Senti um certo prazer ao presenciar candidatos se fodendo, e os mesmos sabiam que tinham poucas chances de se eleger. A comunista, o petista que ninguém conhece e que foi abandonado pelo próprio líder do partido, o colecionador de laranjas podres, a candidata que teve o apoio do prefeito virtual…além do moleque, e dos sujeitos “famosos quem?”. Todos achavam que o embate principal seria entre Eduardo Paes e o bispo licenciado Marcelo Crivella, que queria a todo custo desvincular sua imagem à Igreja Universal, local que o lançou na carreira política, mas creio que nem até o fim de sua vida iria obter sucesso com isso. O sujeito tem uma parcela enorme de culpa pelo assassinato dos 3 moleques por militares no Morro da Providência, primeira favela carioca. Além de ter usado o próprio Exército para fins eleitoreiros (o seu Cimento Social). Ainda tem o fato de ser vinculado a uma empresa que se disfarça de igreja e esta mesma é a mais odiada entre outras denominações evangélicas. Além do Gabeira para prefeito votei em uma candidata (que se elegeu, inclusive) que tinha boas propostas no que confere à proteção à crianças e adolescentes. Acho que nesses 4 anos que virão se não mostrar serviço terei de stalkear cobrando o cumprimento das promessas…haha.

Nem em 1000 anos meu voto seria de Eduardo Paes, justamente porque até hoje ele não sabe o que quer. Primeiro que boa parte dos que votaram no sujeito tiveram como motivo o fato dele ser bonito. Tá, é bonitão mesmo. Esse pessoal que votou apoiado nisso têm a mesma seriedade daquela mulher que me disse que votaria na Heloísa Helena (em 2006) para ela “trocar aquela camisa branca”. É aquele pessoal que não precisa de uma ajuda a longo prazo, eles votam querendo resolver suas dificuldades urgentes, aqui e agora, especialmente no ramo financeiro e empregador da coisa. Eu nunca poderia confiar meu voto a um candidato que apóia abertamente o “trabalho” das milícias, que troca de partido como quem troca de roupa e que falava mal do presidente até pouco tempo, mas agora é Lula desde pequeno.

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