Esse aí é o Dmitri Medvedev, presidente russo, eleito com mais de 70% dos votos e que tem como primeiro-ministro o ex-presidente Vladimir Putin. Nós nem precisamos dizer que o sujeito acima mantém uma administração de fachada, um mandato em que provavelmente recebe conselhos e chamados indiretos de seu antecessor. Apesar de Putin ser substituído ele ainda dá as cartas, como muita gente sabe. Essa semana Medvedev esteve lá no Rio de Janeiro, sendo um de seus pontos da tour que anda fazendo na América Latina, tentando “restabelecer laços” da Rússia com a galerinha daqui, e que não descarta uma suposta aproximação com o eterno rival SAZUNIDUS. Claro que aproveitou a eleição de Barack Obama para pôr este plano em prática. Todos sabem que com a iminente saída de Bushinho as relações internacionais mudarão para melhor e tudo o que o capachão acima está fazendo é pôr a mão na massa o quanto antes. Tem um estilo um pouco mais tranquilo e sereno que o ex-presidente Putin, conhecido por ser linha dura, acusado de cercear a liberdade de imprensa russa e até hoje suspeito pelo envenenamento de Alexander Litvinenko (ex-agente da KGB, como o próprio Putinho) e da jornalista Anna Polikoviskaia, jornalista opositora. Dmitri também é fã conhecido do time Zenit São Petersburgo, este mais conhecido internacionalmente por ter torcida racista, ou seja, a torcida não aceita jogadores negros.

Dmitri é zen. Mas tá brincando de ser presidente.

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Olavinhos

Esse fim de semana foi marcado pela diferença de eu ter tocado com a banda naquele bar badalado no bairro do Flamengo. Badalado naquela área abastada do Rio. Eu nem queria nada, só queria praia. É bom nadar à noite. Não chegamos a tocar metal ou coisa semelhante. Muito pelo contrário. Queriam nossa presença na Lapa, mas não há pessoa do mundo que odeie mais aquele lugar do que eu. Desembestaram a conversar sobre Mallu Magalhães e Marina Lima. Não, só o Mario Marques, aquele colunista de música que, como eu odeia o CQC poderia falar com melhores palavras. Aliás, o que eu poderia falar sobre elas? A menorzinha lá tá namorando aquele barbudo horroroso indie, mas não é problema meu. Fim. Toda terça-feira compro o JB na seca de ver sua reportagem. É muito engraçado o nível de argumentações e reclamações na qual os “ofendidinhos” de plantão dão em relação aos programas e músicos que ele mete o pau (ui!). Se odeiam o CQC, perguntam: “então você não gosta de nada, né?”. Ué, não gostar de CQC é automaticamente não gostar de nada? Não gostar de 3 coisas é não gostar de nada? Nem eu e nem Mario (que depois do meu irmão é um dos únicos vascaínos que tolero) somos previsíveis. Aliás, eu devo questionar mais a previsibilidade humana do que ele. As burocracias propositais, como o simples fato duma menina de uns 18 anos de idade chegar na Caixa Econômica e tentar abrir uma conta. “Ah, esse comprovante de residência é xerox, queremos a original. Fora isso, aqui tá escrito, etc e tal”. Sou prestativo quando quero e obtenho sangue frio em relação a amizades. Pra mim, não interessa se você é meu amigo ou não. Tomo decisões que podem te prejudicar ou te entristecer e nem levarei em conta se você é meu amigo de anos. Cara, cê me desculpe, mas a fila é lá embaixo. Não se intristeça, faça uma cara de que “ele está certo” e tudo sairá bem. Descerá ruim na garganta, porque você esperava que eu fosse te ceder a frente, mas você iria entender logo depois.

A água da praia tava bem fria e eu desembestei a comentar com a galera sobre o Olavo de Carvalho e seus fãs. Odec é um dos maiores filósofos brasileiros e dono de uma linguagem ferina, conversador ferrenho e que ataca Barack Obama e Bush aqui no Brasil como ninguém. Digo, lá nos EUA, porque ele mora lá. Assim como o Diogo Mainardi, que sempre fala (mal) da contraparte brasileira do Obama e até lançou um livro sobre isso (“Lula é minha anta”). É uma compilação dos artigos dele? Ah, dane-se. Eu passei um bom tempo e até hoje passo dando atenção ao filósofo, especialmente ouvindo seu podcast e lendo artigos seus no JB, quase sempre comentando sobre o Foro de São Paulo. Desembestou a falar mal do Obama por semanas seguidas. Era legal, mas depois ficou lugar comum. Olavo é paranóico. Nem todos os nossos “ídolos” são perfeitos, pior costumam ser os fãs. Eu nunca me identifiquei como direitista, tenho pensamentos mais propensos ao esquerdismo, mas não quer dizer que de fato eu seja. Odeio comunismo, marxismo e leninismo, assim como ele. Mas não suporto a burrice proposital e a paranóia (também proposital) dos olavetes, como são chamados os fãs dele.

Recentemente comentei na comunidade sobre os risos da filha do Olavo quando o mesmo faz o podcast. Claro que ela esperava que o sujeito dissesse coisas engraçadas (ou não) para fazer as vezes de claque de risadas, o que soa forçado a maioria das vezes. Nem preciso dizer que a comunidade em peso (os usuários mais ativos) voltaram-se contra mim. Os mais sensatos discutiram numa boa comigo, até mantiveram o bom humor de sempre. Mas outros chiaram como adolescentes, choraram, espernearam. Os mais fanáticos me chamaram de comunista. E há os que ignoraram o fato de eu ter discutido com o próprio Olavaço sobre a questão. Ignoraram 3 vezes. E era gente próxima ao maluco. Ou a pessoa é covarde o suficiente pra ignorar ou o fez por ser retardada. As 2 opções são indescartáveis. E rendeu muuuuuuito papo. Mais ou menos 190 páginas. Claro que não fui louco de perder esse tempo todo.

O problema é que nego daquela comunidade é intolerante ao extremo. Fãs defeituosos que seguiram a cartilha olavística ao pé da letra. E falam merda, vide o sujeito que me chamou de comunista por ter feito uma reclamação (mesmo tola para muitos) sobre a gralha.

“Vejam o que o dono deste tópico idiota e q pouco acrescenta ao nosso intelecto

Que arrogância, mein gott! Que arrogância!

“Quer discutir como gente, estou aqui pra discutir… quer discutir como comunista, n tem problema, te ataco com seus próprios argumentos… cai dentro, meu chapa!”

Não consigo deixar de rir ao ler isso. Sério.

“Daqui a pouco tu sai desfilando com a camisa do Che… gritando ‘o que vale é a ideologia’…”

Não confunda as coisas.

“vá a mer*a *orra

eu gosto das risadas… não gostou oda-se”

Lembrou o Dalborga, hein?

Sai deste céu cinza David! Eu acho sua foto muito emburrada, sorria mais. Se até eu que sou Ácida consigo, vc conseguirá.

Minha foto não expressa como sou, ou você cairia no clichê de me definir por isso ou pelas comunidades que eu faço parte?

Entre outras coisas.

Paranóicos, estressados e levianíssimos. Limitam-se a dizer “gosto e não gosto”, além de sempre puxarem os bagos do velho. Olavo é fã do Alborghetti, que tem fãs praticamente do mesmo naipe, mas no dele se encaixam mais os adolescentes catarrentos e por si mesmo caricatos.

Pffs!

Perdemos


Eu gostaria que a vitória de John McCain fosse concretizada, claro. Um “chupa, obamistas” cairia muito bem, mas fazer o quê se o Barack foi eleito? No momento em que soube dessa notícia eu estava na praia da Barra da Tijuca, havia passado a noite inteira lá, imitando os gestos do meu falecido pai, simplesmente pescando. E acabei não pegando porcaria nenhuma, o que só evidenciava que a manhã de hoje não começaria bem. A minha sorte é que eu e minha acompanhante tínhamos comprado alguns lanches, fizemos uma tenda e relembramos os velhos tempos. Eu morro de medo de raios (acho que é a única coisa que me dá medo nesse mundo), mas só caiu uma chuva fina e ela ficou fora da tenda a maior parte do tempo. Ela era simpatizante ferrenha do Obama, mas já dava pra sacar que parte de seu apoio ao sujeito – que até pouco tempo ninguém sabia de onde era e de onde veio – vinha da mudança que ele estava propondo, passar uma borracha nos 8 anos de gestão do maldito Bush e concretizar os “novos e bons tempos” não só pros estadunidenses, mas pro mundo todo. Falei pra ela que eu acompava também as eleições presidenciais da França em 2006. Eu era Ségolène Royal desde criancinha, pois sempre tive uma tendência (ui, que chique) a propostas esquerdistas (retirada das tropas do Iraque era uma delas). Mas eu fazia questão de torcer contra o Barack.

“Ah, mas por quê?”, perguntou a lourinha nerd. “Ele até é parecido contigo, um moreno bonitinho”. Se fuder, tá? O jovem senador por Illinois falsificou sua certidão de nascimento. A partir disso ele é indigno de confiança. Escondeu sua simpatia islâmica, além de passar propostas mais calcadas na fantasia do que na realidade. Como eu disse a ela antes, queria puxar um bonde pela Hillary Clinton, porque além de ser cara e focinho da minha madrinha (haha!) ela era a democrata mais preparada para ser presidente. Está certo que até lá nos SAZUNIDUS o povo gosta de ser enganado e adoram ouvir propostas que nunca serão feitas, mas deu para entender porque elegeram o queniano. Agora, a Mídia poderá falar sobre isso à vontade até o Natal. Com razão. O povo (não só o estadunidense, mas mundial) quer mudança. Dane-se se o Barack for um falso, isso inevitavelmente será mostrado com o passar dos anos, mas é inegável dizer que os SAZUNIDUS evoluíram muito em relação a isso: elegeram um mulato (novamente digo, negro é o meu piru), algo que na infância dele era impensável e poderia até ser motivo de chacota. Naquele tempo a segregação racial era enorme, especialmente no Sul do país. McCain era visivelmente diferente do Bushinho, dava para ver isto. Tinha um currículo deveras atraente, um histórico de guerra considerável, mas isso acabou não pondo mesa. O fato de elegerem um mulato já seria a prova de que o mundo estava mais “palatável”. Mas o “novo estilo” de política que o Obama quer passar só poderia fazer sentido num sistema socialista. Ele representa uma novidade e talz, mas claro que ele irá precisar – e muito – de ajuda para gerenciar as coisas. É um ótimo orador, fala como estadista (lembra até o Hitler, que também emocionava milhões) e justamente com este estilo que angariou simpatia principalmente entre os jovens. Com a eleição do Barack, as “minorias” (não só os negros e mestiços) tomarão o poder.

Daí, passamos a noite toda comendo ovo cozido e lula seca. Tive que acordar a mina, estava dormindo em cima dela, a tenda ameaçava cair tal qual uma lona de circo e com as sobras de comida quase indo na nossa cara. Limpamos tudo e fomos embora. Não antes de tomarmos um banho de praia, claro. Ajeitou seu biquini preto e minha bermuda florida caiu umas 3 vezes…propositalmente. Discutimos pra caramba sobre o resultado dessa eleição no ônibus. Eu tava aborrecido, e ela sabendo que não adiantaria de porra nenhuma me dar conselhos tratou de me fazer um carinho (Gilberto Barros ficaria intrigado, amigos).

Eu tinha perdido a guerra. O resultado era o que todo mundo queria. E o que eu mais quero no mundo é ser surpreendido por ele. Não dá mais pra ficar chorando pela Hillary.

Agora, dá licença que ainda tem muito sal na minha cabeça. Vou tomar um banho.

CHUPEI. Eu e o WASP (White, Anglo-Saxonian and Protestant).

Happy Bffffffffrday !!!


Hoje é o meu aniversário. Mas aí, acho que eu não tenho nada pra comemorar, não.
Tá certo que abrirei o show daquela banda idiota e que comerei alguns espíritos, mas fora isso esse domingo tá tão chocho que até quis dormir, porém, eu não consigo repousar além das 9 horas da manhã. E esse sol tá pedindo o quê? Praia?

Essa é uma boa idéia. Vou imitar o personagem do Nicolas Cage em “Cidade dos Anjos” e entrar de roupa e tudo na praia da Barra.

Tá, mentira.