Olavinhos

Esse fim de semana foi marcado pela diferença de eu ter tocado com a banda naquele bar badalado no bairro do Flamengo. Badalado naquela área abastada do Rio. Eu nem queria nada, só queria praia. É bom nadar à noite. Não chegamos a tocar metal ou coisa semelhante. Muito pelo contrário. Queriam nossa presença na Lapa, mas não há pessoa do mundo que odeie mais aquele lugar do que eu. Desembestaram a conversar sobre Mallu Magalhães e Marina Lima. Não, só o Mario Marques, aquele colunista de música que, como eu odeia o CQC poderia falar com melhores palavras. Aliás, o que eu poderia falar sobre elas? A menorzinha lá tá namorando aquele barbudo horroroso indie, mas não é problema meu. Fim. Toda terça-feira compro o JB na seca de ver sua reportagem. É muito engraçado o nível de argumentações e reclamações na qual os “ofendidinhos” de plantão dão em relação aos programas e músicos que ele mete o pau (ui!). Se odeiam o CQC, perguntam: “então você não gosta de nada, né?”. Ué, não gostar de CQC é automaticamente não gostar de nada? Não gostar de 3 coisas é não gostar de nada? Nem eu e nem Mario (que depois do meu irmão é um dos únicos vascaínos que tolero) somos previsíveis. Aliás, eu devo questionar mais a previsibilidade humana do que ele. As burocracias propositais, como o simples fato duma menina de uns 18 anos de idade chegar na Caixa Econômica e tentar abrir uma conta. “Ah, esse comprovante de residência é xerox, queremos a original. Fora isso, aqui tá escrito, etc e tal”. Sou prestativo quando quero e obtenho sangue frio em relação a amizades. Pra mim, não interessa se você é meu amigo ou não. Tomo decisões que podem te prejudicar ou te entristecer e nem levarei em conta se você é meu amigo de anos. Cara, cê me desculpe, mas a fila é lá embaixo. Não se intristeça, faça uma cara de que “ele está certo” e tudo sairá bem. Descerá ruim na garganta, porque você esperava que eu fosse te ceder a frente, mas você iria entender logo depois.

A água da praia tava bem fria e eu desembestei a comentar com a galera sobre o Olavo de Carvalho e seus fãs. Odec é um dos maiores filósofos brasileiros e dono de uma linguagem ferina, conversador ferrenho e que ataca Barack Obama e Bush aqui no Brasil como ninguém. Digo, lá nos EUA, porque ele mora lá. Assim como o Diogo Mainardi, que sempre fala (mal) da contraparte brasileira do Obama e até lançou um livro sobre isso (“Lula é minha anta”). É uma compilação dos artigos dele? Ah, dane-se. Eu passei um bom tempo e até hoje passo dando atenção ao filósofo, especialmente ouvindo seu podcast e lendo artigos seus no JB, quase sempre comentando sobre o Foro de São Paulo. Desembestou a falar mal do Obama por semanas seguidas. Era legal, mas depois ficou lugar comum. Olavo é paranóico. Nem todos os nossos “ídolos” são perfeitos, pior costumam ser os fãs. Eu nunca me identifiquei como direitista, tenho pensamentos mais propensos ao esquerdismo, mas não quer dizer que de fato eu seja. Odeio comunismo, marxismo e leninismo, assim como ele. Mas não suporto a burrice proposital e a paranóia (também proposital) dos olavetes, como são chamados os fãs dele.

Recentemente comentei na comunidade sobre os risos da filha do Olavo quando o mesmo faz o podcast. Claro que ela esperava que o sujeito dissesse coisas engraçadas (ou não) para fazer as vezes de claque de risadas, o que soa forçado a maioria das vezes. Nem preciso dizer que a comunidade em peso (os usuários mais ativos) voltaram-se contra mim. Os mais sensatos discutiram numa boa comigo, até mantiveram o bom humor de sempre. Mas outros chiaram como adolescentes, choraram, espernearam. Os mais fanáticos me chamaram de comunista. E há os que ignoraram o fato de eu ter discutido com o próprio Olavaço sobre a questão. Ignoraram 3 vezes. E era gente próxima ao maluco. Ou a pessoa é covarde o suficiente pra ignorar ou o fez por ser retardada. As 2 opções são indescartáveis. E rendeu muuuuuuito papo. Mais ou menos 190 páginas. Claro que não fui louco de perder esse tempo todo.

O problema é que nego daquela comunidade é intolerante ao extremo. Fãs defeituosos que seguiram a cartilha olavística ao pé da letra. E falam merda, vide o sujeito que me chamou de comunista por ter feito uma reclamação (mesmo tola para muitos) sobre a gralha.

“Vejam o que o dono deste tópico idiota e q pouco acrescenta ao nosso intelecto

Que arrogância, mein gott! Que arrogância!

“Quer discutir como gente, estou aqui pra discutir… quer discutir como comunista, n tem problema, te ataco com seus próprios argumentos… cai dentro, meu chapa!”

Não consigo deixar de rir ao ler isso. Sério.

“Daqui a pouco tu sai desfilando com a camisa do Che… gritando ‘o que vale é a ideologia’…”

Não confunda as coisas.

“vá a mer*a *orra

eu gosto das risadas… não gostou oda-se”

Lembrou o Dalborga, hein?

Sai deste céu cinza David! Eu acho sua foto muito emburrada, sorria mais. Se até eu que sou Ácida consigo, vc conseguirá.

Minha foto não expressa como sou, ou você cairia no clichê de me definir por isso ou pelas comunidades que eu faço parte?

Entre outras coisas.

Paranóicos, estressados e levianíssimos. Limitam-se a dizer “gosto e não gosto”, além de sempre puxarem os bagos do velho. Olavo é fã do Alborghetti, que tem fãs praticamente do mesmo naipe, mas no dele se encaixam mais os adolescentes catarrentos e por si mesmo caricatos.

Pffs!

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