Why Why Why?

Li pelo JB a boa noticia que eu esperava que não iria sair do Obama. Oficializou Hillary Clinton como secretária de estado (posto ocupado hoje pela Condoleeza Rice). Além do Robert Gates e da governadora republicana do Arizona, Obama criou uma equipe de peso,os superpoderosos, mostrando que realmente quer mudar as coisas a partir do primeiro dia de seu governo, como a retirada das tropas do Iraque, a situação pior no Afeganistão, além de agir como um entrujão “do bem” na situação dos rivais nucleares Índia e Paquistão. Espero que a galerinha da minha casta, os antepassados de lá estejam bem no meio disso tudo. Ops, eles não estão em Mumbai, então é mais um motivo pra se preocupar. Falando nisso, tive que colocar o sistema de castas indianos em meu livro, que está bem melhor inscrito que o anterior. Certamente que não iria conseguir futuro em editoras grandes, por isso mesmo o meu primeiro livro foi rejeitado pela editora Rocco, “apesar das evidentes qualidades”. Mas que evidentes qualidades eram essas? Leio poucos livros exclusivamente para evitar a fadiga – fora isso odeio os best sellers como “O Segredo” e qualquer livro do Dan Brown – o que se reflete na quantidade de meus contos e romances (são poucos e não conseguem se sustentar por mais de 200 páginas). Ao mesmo tempo que tenho um apego por situações simples e normais (mas, o que é “normal”?) insisto em colocar elementos fantásticos, como os Rokurokubi, criaturas do folclore pinto pequeno, que têm pescoços enormes como uma girafa e que aparecem à noite para lamber lampiões.

A minha história fala sobre duas pessoas moradoras de um Rio de Janeiro mais tranquilo, com um transporte mais decente (bondes no lugar de ônibus e só poderosos usavam carros), maior área verde e desconhecida, além do bairro da Barra da Tijuca resumir-se ao que era até a década de 60: um imenso areal, com aquela vegetação típica de restinga. Sidney Silvestre e Cristiano Mimizuki eram grandes amigos. O primeiro tinha uma personalidade gaiata, falastrona e que manifestava seu maior desejo namorando com 3 mulheres diferentes. Era o tipo que não perdoava nem a tia. Descendente de indianos. Cris era a parte mais inteligente e tranquila, trabalhava na maior emissora de tv do Brasil, tinha um relacão de amor e ódio por uma apresentadora quarentona conhecida pelo seu sucesso de décadas com crianças. Bissexual, possui uma certa fissura por um ex-guitarrista. Sid tinha 35 anos na carcaça, Cris, 37. Uma das maiores conquistas amorosas de Sid era a coreana Jong Su Hong, sua amiga de infância, de personalidade “estranha” para a maioria das pessoas. Anti-social, odiava multidões, se achava melhor que os outros, permanecia muito tempo em sua casa redonda no meio do mato (próximo à Copacabana, local então desconhecido), tinha seu psicólogo como pai e era ilusionista. Os três acabam vitimados por uma doença rara e praticamente desconhecida, chamada de “Mal de Bakayaro”, que manifestava-se por meio dos sentimentos e prazeres que eles mais explicitavam: Sidney com seu prazer (não necessariamente sexual), Cristiano com sua depressão e Su Hong com sua euforia. Ao mesmo tempo que estes três procuram uma cura lidam com outros problemas, como Sid retormando a guarda da filha, Cris preenchendo o vazio masculino em uma certa mansão, Su aprendendo a se relacionar com os outros…por enquanto, está sendo meu melhor projeto e em janeiro já rodarei as editoras PEQUENAS (já que nas grandes as chances seriam mínimas).

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