A moda agora é descriminar quem é ateu. Tá, eu nem sou exatamente ateu, entrei o ano com minha fé abalada e até hoje não dá sinais de recuperação completa. Daí, que acabo sendo agnóstico.

Demorou que isso acontecesse comigo. Tinha dado uma passadinha lá no Sindicato dos Vigilantes e PUMBA! Com a aproximação do Natal, galerinha se enche de fé e começa botar Deus no meio em tudo quanto é assunto. Eu acho isso um porre, nego exagera no sentimentalismo e começa a ficar ridículo. Mas, é claro que eles não sacam isso a tempo.

“Ah, você não acredita em Deus?”, disse a mulher lá, incrédula. Deu uns passinhos pra trás dizendo “ah, não tenho nem mais o que falar”. Como não, porra? “Ué, quer dizer que automaticamente eu sou um cara ruim por não crer em Deus? Não parou pra pensar que tenho motivos pra isso?”. E a puta costumava falar alto, o que dá um plus no constrangimento. Disse que geral ali era religioso, mas o que isso tem a ver comigo? O que tem a ver com a situação? Como não iria mais precisar dela para nada, saí fora. Antes de puxar o carro a vontade de dizer “como você acredita numa coisa que nunca viu?” ecoava na minha cachola, mas não quis piorar as coisas. Tá tranquilo. Se eu dissesse isso numa igreja a reação seria a mesma, né?

PS: mana, acho que não voltarei àquela casa em forma de coturno, não. Eu já adquiri uma boca no meu pescoço aos moldes de “Black Hole” e o que menos quero é um monte de piriguetezinhas querendo meter a língua.

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