Idol

Achei que verificar o comportamento dos seres humanos (eu incluso, claro) era perda de tempo, mas no momento é algo tão irresistível de estudar que acabo compartilhando com outras pessoas. Tanto eu quanto os outros temos um jeito, um modo particular (ou não) de agir e de pensar. Pensei sobre a necessidade que as pessoas tinham em procurar ídolos de carne e osso e venerar seus passos – desde os mais inúteis, como “Priscila fez uma tatuagem no interior do umbigo” – até as que realmente prestam, que são poucas. Assunto de tablóides (estamos no Brasil, obviamente teríamos tablóides, eles fazem muito sucesso). Normalmente sou alheio às prostitutas que ingressam em reality shows (o Big Brother irá para a décima edição)e conseguem seus 15, 20, 100 minutos de fama. No último BBB um artista plástico, Maximiliano, embolsou 1 milhão. Dentro da casa teve um “romance” com uma mulher caipira, Francine – embora seja universitária, não sabia pronunciar certas palavras (para você ver o nível dos estudantes deste país). O mesmo Max “trocou as palavras” em um dos diálgos, dizendo “meu namorado”. Trocou rapidamente para “minha namorada”. O estrago já estava feito. Meses após o término do BBB, o casal se desfez, segundo Francine: “Max não me pegou de jeito o suficiente”. Mentira. Casal de mentira, desde o início. E mesmo assim são adorados (especialmente pelas adolescentes classe média-baixa).

Existem fãs que facilmente se juntam com outros fãs. Alguns fazem o oposto: detestam se relacionar com fãs das mesmas coisas que ele gosta. Tanto comunidades da rede de relacionamentos Orkut como fã-clubes tem os arrogantes, os metidos a espertos. É o motivo principal para eu não fazer parte de nada disso.

Admirar personalidades (por mais inúteis e fabricadas que sejam)é uma necessidade dos humanos, algo “normal”. Mas por quê adoram, se a grande maioria dos que recebem este amor são imprestáveis (especialmente os de reality shows)? Eu também me encaixo na categoria de “adorador”: Allison Harvard e Hannah Murray. A primeira arrebatou o segundo lugar do American Next Model (Tyra Banks escolheu a campeã certamente por serem negras e por declarações “bizarras” anteriores feitas por Allison, como o gosto por sangue). Allison foi adorada por um sem-número de nerds do site 4chan (eu incluso), apaixonados por seu jeito esquisito. Hannah Murray atuou na série teen inglesa “Skins” (e melhor de todos os tempos) como a anoréxica e levemente desequilibrada Cassie Ainsworth. Ambas são tão inúteis quanto os Big Brothers. Minha adoração é semelhante à cultivada pelas adolescentes apaixonadas por Maximiliano.

Então, do que estou reclamando?

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I thought to check the behavior of human beings (me included, of course) was loss of time, but at the moment is to study something so irresistible that I share with others. As far as the others I have a way, a particular way (or not) to act and think. I thought about the need that people had to seek idols of flesh and blood and honor your steps – from the most useless, like “Priscilla has a tattoo inside the navel” – even those that actually provide, which are few. Subject to tabloids (we are in Brazil, of course we tabloids, they are very successful). I am usually unrelated to prostitutes who enter into reality shows (the Big Brother will go to the tenth edition) and to its 15, 20, 100 minutes of fame. BBB in the last one plastic, Maximiliano, pocket 1 million. Inside the house had a “romance” with a rustic woman, Francine – although university, did not pronounce certain words (you see the level of students in this country). Same Max “changed the words” in one of diálgos, saying “my boyfriend.” Changed quickly to “my girlfriend”. The damage was already done. Months after the BBB, the couple is apart, according to Francine: “I took Max for good enough.” Bullshit. Couple of lies from the beginning. And there are loved (especially by low-middle class adolescents).

There are fans that easily fit together with other fans. Some do the opposite: hate to relate to fans of the same things he likes. Both communities of the network of relationships as Orkut fan-club is the arrogant, to put the smart. It is the main reason for me to not be part of anything like that.

Surprising personalities (most of which are manufactured and useless) is a human need for something “normal.” But why worship, where the vast majority of those who receive this love are worthless (especially for reality shows)? I myself fit into the category of “adorer” Harvard Allison and Hannah Murray. The first snatched the second place of the Next American Model (Tyra Banks certainly chose a champion for being black and by statements “bizarre” by former Allison, as the taste for blood). Allison was adored by a number of non-site 4chan nerds (me included), in love with your way weird. Hannah Murray served in the British teen series “Skins” (and best of all time) and the anorexic and slightly unbalanced Cassie Ainsworth. They are as useless as the Big Brothers. My worship is similar to that cultivated by passionate teens by Maximiliano.

So, what am I complaining?

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