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A afobação não tomou conta. Pelo menos não nesta época, mas mesmo assim um pouco de renovação na fuça não custa nada e ajuda a aumentar a qualidade de vida. Vivo justamente por essa renovação, do tipo em que ficamos desolados porque passamos o dia inteiro inúteis ou então criando algum trabalho, terminando um projeto que não nos dá a menor realização. Acabamos nos sentindo incapazes de fazer-nos felizes e isso chega em todas as esferas.

Tiramos de letra qualquer espécie de dificuldades e temos uma (vasta) experiência nisso, é o suficiente pra não ficar choramingando pra lá e pra cá. Um projetinho aqui e ali, um só não pode ser suficiente, mas junta tudo só pra ver…

É uma pena que eu também tenha a incapacidade de dormir muito, mas deixar de vivenciar as coisas é um tipo de covardia. O conselho deve ser dito sem os chavões de sempre, porque já descarto. Assim como eu posso me superar você também pode se superar e ser minimamente original na hora de aconselhar alguma pessoa.

Exagero na caça aos pedófilos?

O vídeo com o italiano beijando (e acariciando) a menina não foi exibido para o grande público. Fortaleza é a meca da prostituição infantil no Brasil (mais que o Rio de Janeiro, vale ressaltar) e existem diversos relatos de que essa prática feita pelo turista italiano Giuliano Tuze é fichinha perto do que existem em pontos turísticos na capital do Ceará. O próprio quiosque Crocobeach onde a cena se passou já é meio que conhecido por ter sido palco de atos bem mais libidinosos. A mulher do italiano em questão – brasileira e que vive no país do Berlusconi há muito tempo – defende o sujeito com unhas e dentes. Até a filha abraçou seu pai ao vê-lo sendo algemado pelos policiais, implorando para que ele não fosse preso. Giuliano afirmou que na Itália o costume de beijar a boca dos filhos é normal (e aqui também é, mas essa paranóia inteira em relação a pedofilia tornou tudo mais desconfiado). Ah, mas lá é lá e aqui é aqui”, você poderia dizer. Beleza. Mas um pedófilo em potencial iria se arriscar a beijar a guriazinha em um ambiente público, na frente de todos e inclusive das dezenas de câmeras de tv espalhadas pelo local? Ainda mais em Fortaleza? Apesar de serem comprovadamente doentes (por mais que você esperneie, eles não são criminosos) os pedófilos são furtivos, espertos e obviamente não iriam manifestar seus desejos fora das 4 paredes.

O senador (e pagodeiro) Magno Malta está fazendo um bom trabalho na busca de perfis pedófilos no Porkut, mobilizando a prisão dos sujeitos, etc e tal, mas tudo isso fez crescer a desconfiança entre as pessoas, minando práticas que até pouco tempo atrás não tinham nada de mais…como o beijo na boca! Ê, falso moralismo do caralho!

Giuliano está em cela isolada por motivos óbvios e já pediu relaxamento da prisão. Já estão sendo enaminhados recursos para po-lo em liberdade. Nem preciso dizer que nego meteu pés pelas mãos, querendo mostrar serviço. Vamos ver como terminará esta bosta.

Observações

Imagino que não seja assim tão difícil analisar e se analisar. Tenho um “senso observador” (que porra é essa?) aguçado especialmente para lidar comigo mesmo, mas mesmo assim não consigo mudar. É praticamente impossível mudar personalidade duma pessoa com 20 e tantos anos ou não? Pode-se obter pitacos aqui e ali, mas você sempre será a mesma pessoa, com o mesmo jeito de ser. Coisas ruins podem ser podadas (algumas com uma certa facilidade), mas outras é um cu pra conferir, só que estas podem ter um certo motivo de estarem tão altivas, fortes. Lembro que fui um sujeito bem “normal” no período escolar de minha infância, tendo traumas como qualquer pessoa de classe média-baixa, umas mais e outras menos. Odiava ver o patriarca bêbado e você sabe que o bêbado pode ser prejudicial de diversas formas, desde o sujeito que te enche o saco te tratando como um amigaço até o violento. Caninha da Roça, Pirassununga 51 não descem nem com limão. Ah, eu curto uma caipirinha quando quero degustar algo diferente, ter toda aquela frescura de beber e passar a língua em toda a boca para captar o paladar. É a mesma merda de sempre, mas o limão dá uma pegada mais tragável. Coisa bacana era comer peixe frito feito na praia e me afogar na praia do Joá, embaixo daquele elevado da Barra da Tijuca. Até hoje, não sei nadar, mas não quer dizer que fique sempre no raso. Isso lembra de levar a mulher e filha para tomar uma água salgada, mas como mais lerdo que ela em tomar decisões…

O problema é o questionamento. Sempre fui questionador e isso anda ocorrendo em mais do que nunca nestes anos. Observo tudo e todos, mas não no modo fofoqueiro de ser. É como se observasse tudo para estudar. Tirar uma prancheta do cu, a caneta da garganta e anotar tudinho. Tem coisa que ainda não sei porque fazem:

1- Não é “exato” demais um jovem se atrair por outro porque…o outro é jovem? Ele apenas se atrai (não amorosa ou sexualmente) e só? Ele tira isso do cu ou tem algum viés mais científico e corporal para isto?

2- Repetições. Não é possível que todo mundo resolva bancar o surdo e pergunte “hã?”, “o quê?” quando a pessoa diz uma frase bem clara (não apenas para ele, mas para qualquer pessoa). Outra, a pessoa repete o que a outra disse. “É na sexta-feira, então?”, “É, na sexta-feira”.

3– Attention Whores. Por quê a tentativa exacerbada de querer aparecer? E isso vem desde os casais que gostam de se beijar na rua (alguns ficam no meio do caminho justamente para que quem passar lá os observe sem escapatória) e as adolescentes em grupo ou em dupla que falam alto e gesticulam até as putinhas (geralmente é mulher) Camwhores, pseudo-celebridades e etc. É prazeroso mesmo ser o centro das atenções?

4– Orgulho. Puta que pariu, O QUE CUSTA reconhecer que errou? Hoje, nego me deu informação errada, fui no lugar errado (uns 6 quilômetros de onde moro) a pé e num calor saariano, gastei o pouco da grana que tive para voltar, confundindo as viações (já que o ônibus que eu queria pegar tinha a pintura parecidíssima com a do ônibus errado), me estressei e quando fui tirar satisfações, ainda se acharam certos! E ainda responderam: “pô, a gente ainda se deu o trabalho de te passar a informação…”, a questão não é essa, meu filho, não quer dizer que, só porque me fez um favor que eu ficaria quieto perante a informação errada que você me passou!

5– Falta de tato. Tentar falar mais que a televisão (inconscientemente, é claro). Dar batidinhas na cadeira alheia, machucar o outro, se intrometer no assunto alheio, tomar as dores dos outros, infernizar a vida do outro porque “não gosta dele”, entre otras cositas más.

Vice Fu era o nome.

Hum…

Falando em banda, lembro da minha “aventura” em tentar formar um conjunto sério de rock, na época quando eu ainda morava no Rio de Janeiro.

Tinham vários problemas, eu tinha o mesmo comportamento ativo de msn: tomava a iniciativa, mobilizava, combinava e o caralho à quatro. Os mancebos (puta merda) se resumiam em 3 pessoas, adolescentes movidos à leite com pêra, típicos ateus de quartinho e metidos a roqueiros com graaandes influências. Só vou dizer uma delas: Nirvana.

Já é motivo suficiente para rir, você pode achar que estou sendo arrogante (na verdade sou mesmo, mas nem sempre), mas reconheço que os malucos tinham mais experiência no mundo musical que eu, a começar pelas posses: eles tinham instrumentos, eu nem tinha um microfone (já que atacava de cantô, o que não quer dizer muito), que é baratinho. Eu cantava pela nuca, pelo lado de dentro do umbigo e pela sola dos pés. Imaginava que minha voz soava como a do Belquió chapado de uísque, voz grave, mais um pouquinho eu emulava o Renato Buço, mas não tinha a feminilidade dele (“remakada” pelo Bruce Gomlevsky, seu intérprete no teatro), mal movia os braços e tinha vergonha de gritar. Na verdade, não era vergonha, eu mal gritava no meu dia a dia, sem contar que minha boca aberta não combina bem com meu rosto, hahaha. O guitarrista tinha o Nirvana como influência, além de parecer um PÚDOL. O baterista era o sujeito que mais me entrosei no msn, mas pessoalmente não falava comigo. Como os outros, deveras decepcionado por eu ter falado muito no msn, sendo um líder, mas pessoalmente de mansidão vergonhosa. Beleza, não conhecia os caras, eu costumo me soltar com o tempo. O baixista era uma versão gordinha do Harry Potter, visivelmente tímido (tão lindo quanto, se eu fosse uma menina certamente daria em cima), vestido à lá jogador estadunidense de basquete. O outro que seria tecladista desistiu quando resolvemos nos encontrar. Tocamos. Cantei mal. Não gritei como deveria, tinha um inseto preso dentro da minha garganta. Ops, teve mesmo.

Desistimos.