Pagode japonês!

Grupo Y-no vira fenômeno no YouTube tocando pagode japonês

Um cavaquinho elétrico abre a melodia, enquanto os outros instrumentos – rebolo, bateria, banjo, baixo – entram devagar, um pouco fora de tempo, num samba meio torto. Com um sotaque pesado, mas que tenta imitar a linha melódica do pagode romântico brasileiro dos anos 90, o vocalista canta em português macarrônico: “Eu estava sofrendo para te procurar/ Namoração da internet é bom, né?/ Eu sou galinha/ Eu quis te olhar, a mulher nua/ Mas agora você já está batendo no meu coração/ Aí gatinha, me dá uma chance para este lixo/ Ma-ra-vi-lho-so”.

“Querido meu amor”, a faixa descrita acima, é uma das músicas mais conhecidas da banda japonesa de pagode Grupo Y-no. O vídeo da faixa no YouTube, gravado durante uma apresentação ao vivo em um bar em Tóquio, já passou das 100 mil visualizações com apenas duas semanas no ar (clique para assistir).

O grupo foi formado em Tóquio em 2007 por estudantes da Sophia University que se conheceram em um clube especializado em música brasileira. “Nos apaixonamos pelo samba e pelo pagode aos poucos, especialmente pela melodia e pelo ritmo”, explicam em entrevista por e-mail ao G1.

Segundo os integrantes do grupo (Bekki no pandeiro, Reji no baixo, Ta no banjo, Kenta Ohno no rebolo, Hisashi no cavaquinho e Yamagataro na bateria), a escolha pelo pagode veio naturalmente. “É fácil entrar no ritmo do pagode – é só pegar um chocalho e chacoalhar e você já está fazendo um pagode. Essa facilidade, junto com a beleza da música, é o que queremos que nossos fãs aproveitem. É só relaxar, entrar no ritmo e sentira a nossa melodia, a nossa paixão pela música”, explicam.

Via G1

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[Série] GLEE


“Glee” é um seriado estadunidense criado por Ryan Murphy (o mesmo de “Nip/Tuck” e “Popular”) do gênero comédia/musical e que recentemente conquistou o Golden Globe 2010. Por ser musical, muita gente torce o nariz, mas a série consegue ser diferente do que normalmente seria vendida por aí. Estrelada por atores desconhecidos em sua maioria (e algumas participações especialíssimas, como Kristin Chenoweth), “Glee” também enfoca questões de relacionamentos entre personagens, o que já dá um chega para lá na cantoria o tempo inteiro (o que na minha opinião ajuda a segurar a série). Já foi renovada para uma segunda temporada. É uma das séries mais originais da década (que só acaba no fim deste ano, não em 2009).

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Divulgados pôsteres da versão estadunidense de "Let the Right one In"

Estão sabendo do filme sueco de terror “Let the Right one In” (exibido nos cinemas brasileiros como “Deixa ela entrar”), certo? E que este filme foi considerado o mais assustador da década, certo? E que é um dos filmes de vampiro mais originais de todos os tempos…certo? Beleza. É que mal foi o filme colocar as asas de fora da Escandinávia e fazer sucesso pelos países onde foi exibido que já fora comunicado de que ele teria um remake estadunidense de nome “Let me in”, dirigido por Matt Reeves (“Cloverfield”). Até poderíamos pensar: “ora, obviamente iria acontecer”, mas não imaginava que a falta de criatividade nos roteiristas daquele país fosse tão expressiva assim. Adcionemos também suas manias, como desconsiderarem filmes estrangeiros (o Oscar está aí para não me deixar mentir), e detestarem legendas. “Let the Right one In” (inspirado em um livro) figura o rol dos ótimos filmes não-hollywoodianos com o risco de possivelmente ser ofuscado por seus remakes estadunidenses. Você assistiu “Vanilla Sky”, mas assistiu “Abra los ojos”? Então, é por aí.

“Let the Right one In” (inspirado no livro de John Ajvide Lindqvist” conta a história de Oskar, um lourinho antisocial e que é vítima de bullying em sua escola. Pretende revidar às surras, mas em mais um dia de solidão encontra uma menina de visual sombrio, usando roupas leves (em um frio escandinavo, olhe só) e quietude notável. Seu nome é Eli. Embora visualmente diferentes, possuem muito em comum, exceto o fato de Eli possuir centenas de anos a mais que ele – embora pareça uma menina de 12 anos.

Em entrevista à MTV, Matt Reeves falou um pouco sobre “Let me In”: “É uma versão americanizada da história contada por John Ajvide Lindqvist. O filme mexeu comigo. Li o livro e também fiquei muito emocionado. Me lembrou da minha própria infância, de certa forma”, explica. “Quero muito encontrar meu próprio jeito de contar esta história, mas de maneira que remeta ao filme original, que é um belo filme e uma linda história que foi criada”, afirma. Reeves também comentou as comparações com Crepúsculo, filme que, assim como Let Me In, traz vampiros em sua trama. “Acho que as pessoas respondem à fantasia presente em Crepúsculo. É uma história grandiosa, uma fantasia romântica e, no nosso filme, o quesito vampiro é usado de uma forma diferente. Esta será uma jornada mais obscura e assustadora”. Por esta última declaração, deu para saber que seu “Let me In” não conseguirá chegar ao dedo do pé do filme sueco. Fora isso, segundo o Overture Films, os responsáveis pela produção do longa afirmaram que ele terá características diferenciadas do livro e que pretendem criar uma identidade única em um contexto norte-americano.

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAA!!!!!!!

Sua versão dos SAZUNIDUS terá como protagonistas as crianças Chloe Moretz (Hit Girl em “Kick Ass”) e Kodi Smit-McPhee, interpretando respectivamente Abby e Owen, a Eli e o Oskar deles. Particularmente, espero que seja um fracasso retumbante. Está na hora dos diretores e roteiristas estadunidenses saírem deste lodo que é a falta de criatividade, nunca se adaptou e criou tanto remake de filmes antigos e/ou estrangeiros como nesta década.

Link para baixar o filme Let the Right one In (rmvb legendado):



Campeonato Carioca 2010

Fred, Adriano, Dodô e “Loco” Abreu, as estreletas do Cariocaço 2010!

Semana passada foi o início do chamado “o campeonato mais charmoso do mundo” pela mídia. Antes, era o mais charmoso do Brasil, agora é do mundo. Sei lá, existem alguns campeonatos de chutebola regionais que são tão bons ou melhores que os nossos (é só dar uma olhada nos europeus) e isso pouco importa, também. O Rio de Janeiro e região está sofrendo com um calor de deixar o diabo corado (43, 44 graus com sensação térmica de cinquentona), mas não a ponto de deixar de lado o começo do torneio, que já começou com vitórias óbvias dos times grandes sobre os pequenos (estes, quase que eternamente delegados a catar migalhas maiores de sucesso e reconhecimento no chutebola fluminense). Há alguns anos atrás um destes pequenos, o Volta Redonda Futebol Clube (sediado na cidade homônima e chamado carinhosamente de “Voltaço”, participou da primeira divisão dos Brasileirões de 1976, 1977 e 1978,) saiu dos trilhos da coitadice em 2005 conquistando a Taça Guanabara (o primeiro turno do campeonato carioca, o segundo é a Taça Rio). E parou por aí. Antigamente, um atual pequeno figurava entre os maiores, o América Football Club, que participou do Brasileirão série A (onde participou 16 vezes) e que levantou a taça 7 vezes no Carioca. Já foi rebaixado, voltou, foi rebaixado, voltou…e é um time de enorme tradição, todo carioca considera o América seu “segundo time”, blablabla…agora, retornou aos holofotes sendo capitaneado por 2 ex-jogadores da Seleção: Romário e Bebeto.

O Clube de Regatas Vasco da Gama (que retornou à série A do Brasileiraço) voltou com umas contratações que só são superadas pelo Flamengo, que passou uns meses daquele vai-não-vai em relação ao Vagner Nome, ex-Parmera. O mesmo Vagner Nome moveu processo de racismo contra 2 torcedores que lhe quebraram a cara ao mesmo tempo em que diziam: “E aí, negão, vai fazer gol ou não?”. Naquela altura do campeonato – com um desempenho irrisório e estúpido no Verdaço, o mesmo Verdaço que amargou um péssimo desfecho neste último Brasileirão (culpa do Carlos Eugênio Simon, juiz filho da puta que apontou falta inexistente), que culminou com a expulsão do jogador Obina e a vaga na Libertadores escorrendo pelas mãos. Tá, os agressores exageraram, mas o cara não joga nada mesmo. Quanto ao Vasquinho, gostaria que permanecesse na Série B e se afundasse ainda mais. Eles merecem. Sua torcida merece, seus dirigentes merecem, jogadores idem. Não vencem um Carioca desde 2003 e se depender DO BEM continuarão chupando. “O sofrimento não pode parar”. Ah, o Dodô, ex-Botafogo e irmão perdido da Mulher-Melancia, está no time agora.

O Fluminense Football Club (que travará um classiquíssimo Fla-Flu no dia 31) tem em Fred seu maior destaque. Mereceu a saída sofrida do rebaixamento no Brasileirão passado e entrou no Cariocão já arrebentando o Americano (de Campos dos Goytacazes, norte do estado do Rio) de 3×0.

O Botafogo de Futebol e Regatas quase sempre foi o mais tranquilo dos 4 grandes cariocas. Longe dos tempos de ouro em que o Túlio Maravilha era o melhor no que fazia (por conta dele, o time conquistou o Brasileiro de 1995), atualmente o Botafogo contratou o uruguaio Sebástian El loco Abreu por 2 anos. Problema é que quase ninguém conhece o cara e é possível ele não surpreender alguém com gols. Enquanto isso, o atacante Jobson, o melhor do time em 2009 (chupa, Maicosuel!) levou uma senhora trolha de 2 anos de molho por ser pego no exame anti-dopping, revelando seu uso de substâncias químicas.

E o que dizer do Clube de Regatas do Flamengo? O Rei do Rio, o Hexacampeão brasileiro (título este que merecíamos há muito tempo), a maior torcida do Brasil e o que provavelmente vencerá este Cariocaço? Bão, o centroavante Adrianaço (artilheiro do Brasileiraço 2009) ainda “sofre” com sua queimadura no pé, a mesma queimadura forjada, surgida nas últimas rodadas do campeonato. Ninguém engole essa. Petkovic, o sérvio de ouro, ainda não deu tchauzinho ao time e Obinão, chutado do Parmera, retornou ao time. Fora isso, o Vagner Nome foi a contratação mais chamativa deste começo de ano. Todos sabemos que muitas estreletas no time podem complicar a situação, briguinhas, egos, etc. Todos lembramos da trinca Romário/Sávio/Edmundo nos anos 90, mas parece que o time amadureceu, temos liderança nova (e feminina, Patrícia Amorim, vereadora e primeira presidente dum time de futebol brasileiro) e só irá afundar se quiser. O time formado para o ano de 2010 está completo aqui.

Agora, vamos às “Figuraças”:


New América?

Até pouquíssimo tempo, ninguém dava nada pelo América, um dos mais tradicionais times cariocas. Semi-abandonado, atolado na lama, desprezado, mas que sempre figurava entre o imaginário nostálgico dos idosos e quarentões. Até que recentemente o time e a torcida americana foi brindada com a adição de 2 personalidades do chutebola, conhecidos internacionalmente: Bebeto (treinador) e Romário, que como lhe é habitual, suspendeu a aposentadoria, mas por uma causa mais sentimental do que simplesmente pagar as contas: de acordo com o baixinho, seu pai Edevair (falecido em 2008) queria que o filho jogasse no América, pois era um sonho seu. Uma pena que precisou o velho morrer para Romário (atolado em dívidas e que há meses atrás fora preso por não pagar a pensão alimentícia que teve com uma maria-chuteira). Recentemente também, adentrou ao mundo da política filiando-se ao PSB – Partido Socialista Brasileiro – e mal entrando, já cometeu uma gafe que só o Mulla ousaria soltar pela boca (ou pelo cu): “Sinto-me honrado em fazer parte desse partido porque eles demonstraram que são pessoas sérias. Mostraram-me que eles se pautam em ajudar as pessoas. Isso é uma obrigação. A partir de agora sou um afiliado do PSDB, ou melhor PSB”.

Tásqueopareo…pelo menos ele botou o América na série A do carioca novamente.


Vaso ruim não quebra…nunca.

Quando eu digo que o Vasquinho merece se foder, é porque eles fazem por onde. Impressionante o quão são dedicados ao masoquismo. Um dos cartolas mais polêmicos do chutebola brasileiro de todos os tempos ainda resiste firme e forte, mesmo colecionando inimigos, declarações estapafúrdias, movimentos escusos e otras cositas más. Obviamente, é do sujeitinho aí da foto, Burrico Miranda, que estamos falando. É um “figuraça” do mal e mereceu entrar na pecha porque ontem este filho de uma puta voltou ao Vasco da Gama com um cargo no Conselho de Beneméritos do clube. Roberto Dinamite, atual presidente do time, manteve-se mais ou menos em cima do muro em suas declarações. Todos sabem que Dinamite (ex-craque do clube) figura entre a lista extensa de desafetos do Burrico, que sempre circula com seu barrigão, terninho e charuto. É uma pena que estejam dispostos a dar mais trela para este sujeito cansado e que não vale um tostão furado. Ninguém em sã consciência gosta dele. Talvez, só o Romário goste.

Metendo a nareba, digo…a boca onde não devia.

O atacante Jobson fora o ídolo do Botafogo em 2009, superando seu antecessor Maicosuel, que fracassou amargamente na final do Cariocaço do ano passado. O tal “Magosuel” foi gradativamente deixado de lado e no Brasileiraço Jobson enterrou o Palmeiras, sagrando-se ídolo da galera…até ser pego no exame anti-doping por uso de cocaína. Depois, disse que utilizara crack, um derivado da cocaína, com vício e potências mais destruidoras. O mesmo crack que está acabando com uma parcela dos jovens cariocas. No fim das contas, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva achou por bem deixá-lo de molho por 2 anos. Por pouco, não foi banido do esporte. Agora, advinhe o que vai acontecer nestes 2 anos para ele? Vai se deprimir (ele já chorou como um bebê no julgamento) e vai…USAR MAIS DROGA! Sua sorte é o fato de ser jovem, portanto, ainda há tempo para reestabelecer a carreira, muita água boa pode rolar nesse rio, meu filho.

O desfecho desse Cariocaço poderá ser previsível, mas não será isento de emoções. Se estas citadas acima ocorreram antes e logo após a primeira semana de abertura do torneio, imagine como será até o final…

Ânus Novo?

Sinceramente, não sei muito o que dizer do ano passado e do que acontecerá neste ano. Sou ostensivamente contra fazer estes votos de boas festas, até porque muitas destas felicitações são feitas sob a nuvem de hipocrisia e do lugar comum, e isso não combina comigo. Bom, 2009 foi quase igual a 2008, com a diferença que no ano anterior houveram mais mortes de celebridades (e pseudo), dos mais improváveis (Brittany Murphy) até os previsíveis (Leila Lopes). Ah, morreu o Michael Jackson também, é claro. O mais “importante” de todos os óbitos.

Odeio ainda mais os fogos, as tradições referentes ao reveião (roupa branca, sorrisos mil, membros da famiglia que se vê uma vez na vida e outra na morte aparecendo), programação de merda em praticamente todos os canais e votos igualmente merdeiros nos canais, encabeçados pela rede Globo e seu “nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou”. Todo fim do ano é isto, mas é impossível não ser flechado por esse tipo de coisa quando se não mora em sua própria oca.

Fui tão preguiçoso ao atualizar o blog calcado no tema “ânus novo” que só tive saco para escrever agora, no dia 13 de janeiro. Detesto toda esta mesmice que alcança um nível de irritação considerável na segunda metade de dezembro. Não ligo para votos, não preciso disso para fazer as coisas acontecerem.