Carnaval 2010


Acabou? Acabou. Dizem por aí que quando o Carnaval acaba o ano começa. Por incrível que pareça é a verdade, infelizmente. Durante a festa da carne somos “presenteados” com um bocado de dias de folga, onde normalmente aquelas pessoas que apenas trabalham para sustentar seus churrasquinhos e pagodes de fins de semana (não tenho nada contra, até porque, não sai do meu bolso) se misturam com os demais foliões. Está no sangue do povo brasileiro essa característica festiva que acaba influenciando a personalidade da pessoa como um todo. Não colocarei aqui o fato de todos sermos latinos, pois os franceses e italianos – que também são latinos – são povos maiss “fortes” e portadores de honra, pelo menos mais que boa parte dos países da América do Sul, algo que os brasileiros não têm, se esqueceram totalmente. Embalados neste pensamento, “nós” somos altamente permissivos, malandros, dispostos a querer levar vantagem em qualquer situação, dependentes, fracos e tremendamente emocionais. Sabe-se lá porquê, apesar de tudo, não temos uma situação tão alarmante em todos os sentidos possíveis e inimagináveis quanto a maioria dos países do continente (talvez, apenas o Chile esteja em situação favorável). Nos entorpecemos com milhares de festas todo o ano, entre feriados nacionais e municipais, feriados religiosos como o Dia de São Jorge (feito por um político matador petista da Zona Oeste carioca), na qual afetam pessoas nas quais não são adeptas do catolicismo e do candomblé. Quase todos abraçam estas situações com alegria, são telespectadores assíduos dos reality shows que têm de engolir ano após anos, adoradores de celebridades instantâneas, etc. Motivo de piada, é claro, mas mesmo assim os estrangeiros que aportam aqui têm os brasileiros (em especial, os cariocas) em alta conta.

Teve mudança do governo em relação ao carnaval carioca? O prefeito postiço da cidade do Rio arregaçou as mangas. Sua operação denominada “Choque de Ordem” já vinha agindo há meses no município, demolindo casas e prédios irregulares como na região do Recreio dos Bandeirantes, área semi-alagadica e com vegetação de restinga, entre outras metas. Antes, famílias construíam casas em qualquer local, sequer pensavam sobre possíveis danos ao mei0-ambiente, ou se pensavam, ignoravam. “Ah, eu moro aqui há mais de 30 anos e nunca tive problemas, como esse pessoal que mal chegou à prefeitura quer me colocar para fora de casa?”, qualquer um lesado poderia perguntar. Há exageros na operação, incluindo na prisão dos mais de 300 mijões presos durante as festividades. Entre eles, estrangeiros. Instalaram um número pequeno de banheiros químicos na cidade, insuficientes para as milhões de pessoas. Além disto, pouco adiantou a adoção do miquitório químico estilo holandês apelidado de “4 por 1”, que provocou certa polêmica. Apesar de ser mais prático que o banheiro químico normal (podendo ser utilizado por 4 pessoas de uma vez), tem pouca privacidade, fora a ausência de torneiras para lavar as mãos. E o espaço é pequeno, agindo como um involuntário “exclusor de gordinhos”.

Só isso de polêmica? Nah.

A escola de samba Viradouro supera os limites do ridículo e me coloca uma criança para fazer as vezes de Rainha de Bateria. Júlia Lira tem apenas 7 anos de idade e já neste carnaval ficou à frente (e à sério) da bateria de uma escola de samba do Grupo Especial, considerada a elite das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Sempre achei que o Carnaval em si dá um mau exemplo às crianças pelos motivos exaustivamente apresentados. Com seu “talento” precoce para o samba, Júlia Lira é mais uma petiza a expor sua “sensualidade” (a primeira tinha sido Raissa de Oliveira, da Beija Flor, que inclusive deu seu sinal positivo para a estreia da menina), tão cedo, absurdamente cedo. Crianças de 7 anos não deveriam estar pegando ocupações de geralmente se aplicam à mulheres, até porque rainhas de bateria são conhecidas pela sensualidade. Deveriam estar brincando em um bloco de rua, como normalmente fazem. O que a Viradouro queria mostrar com isso, afinal de contas? Provavelmente, isto foi crucial para os juízes para promover a escola ao rebaixamento, amargando o Grupo A em 2011. Se foderam, merecidamente. Sabe-se lá porquê isto funcionou na escola de samba Beija Flor de Nilópolis, quando colocaram Raíssa, que na época, tinha apenas alguns anos a mais que esta garota.

O que tem mais para falar? Madonna & Jesus Luz no carnaval carioca? Paris Hilton? Meu, aqui não é site de fofoca.

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