1 ano de Barack Obama: o que mudou?


O que mudou nestes 1 ano e quase 20 dias da posse de Barack Hussein Obama para cá? O que mudou para os Estados Unidos e para o mundo? Creio que vocês já sabem a resposta. Obviamente, tanto eu quanto o resto do mundo – entre simpatizantes ou não do eleito – esperamos com relativa avidez os trabalhos do novo presidente, do que ele iria fazer, se iria cumprir pelo menos a maior parte de suas promessas, se arregaçasse as mangas e colocasse as mãos na massa. Claro, pois embora muitos dos simpatizantes, dentro ou fora dos EUA, estressados com a gestão de 8 anos de George W.Bush (que teve uma boa biografia em filme feita pelo diretor comunista Oliver Stone), quisessem porque quisessem um homem digno para iniciar a mudança tanto aguardada, precisavam vê-lo mexer suas “mãos mágicas e magrelas”, é claro. O presidente mulato (oh, o quão a mídia tentou colocar sua raça em primeiro plano), senador que abocanhou o cargo em teoria mais poderoso do mundo em tão pouco tempo mesmo sendo um desconhecido, beneficiou-se do grande clamor popular e das facilidades da internerd. Na corrida presidencial venceu a família Clinton, de tarimbados políticos, também considerados ambiciosos e rancorosos. Já em pouco exercício do cargo, abocanhou ainda um prêmio Nobel da Paz, provavelmente concedido pela mobilização mundial em torno de suas promessas, que até hoje não estão sendo cumpridas. Sinceramente, não imaginava que os organizadores do Nobel chegassem a um nível de baixeza mesclada com pieguice dignos dos organizadores do Oscar, por exemplo. Deste 1 ano para cá (e até um pouco antes), descobrimos diversas coisas sobre a vida do filho da pai queniano com mãe estadundense: descobrimos que permite um de seus irmãos viver na miséria no Quênia, permite que sua mãe viva na miséria nos Estados Unidos, que antes disso teve boa parte de sua vida estudantil financiada por um extremista, que até hoje mantém-se um mistério sobre sua certidão de nascimento, entre outras coisas. Recentemente, foi publicado um livro denominado “Game Change” (dos jornalistas Mark Halperin, da revista Time e John Heilemann, da New York Magazine), que contava os bastidores da eleição presidencial de 2008, repleto de declarações bombásticas recheadas de preconceito racial, em que Barack Obama quase sempre fora vítima e em que o casal Clinton – especialmente o ex-presidente Bill – quase sempre sendo os autores, fora a incapacidade da candidata a primeira ministra Sarah Palin em fazer frente perante aos demais políticos.

Com a baixa aprovação de seu governo, Obama ainda está tendo dificuldades para lidar com a questão da saúde pública estadunidense, além de lidar mal com a crise financeira de 2009. Isso já saberíamos, pois como disse aqui, não o conhecemos o suficiente. Esta “cagada” (a eleição dele) tem como lição retirar o emocional de lado na hora dos estadunidenses irem às urnas, pois sabem que o político que elegem como presidente não será apenas presidente dos Estados Unidos, mas sim o representante de boa parte da democracia do planeta. Porém, todos sabemos que (in) felizmente o emocional move este mundo. Barack é um político frouxo, pois além das dificuldades já citadas e não superadas, atua como um primeiro ministro desde o primeiro dia de mandato, não colocando firmeza o suficiente em suas decisões, que na maior parte das vezes são erradas. Elegemos um messias e no lugar dele temos um fraco, um esqueleto pau-mandado de bambambãs que no futuro será apenas lembrado como o “primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América”. Um de seus poucos acertos está em não colocar a questão racial no meio de suas propostas, pouco falou sobre isto. É certo que entre os presidenciáveis do ano retrasado, Hillary era a mais preparada, não obstante sua agressividade e ambição – que até poderiam ser canalizados para algo bom, conforme o tempo. John McCain, o então candidato republicano vivia no alto de seus 71 anos, muitos duvidaram de sua capacidade devido à idade avançada – em certo comício ele errou o nome da cidade onde estava – Mitt Romney era mórmon, e poucos confiam nos seguidores desta seita. Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York, aguardou certo momento da eleição para dar o ar de sua graça, e se ferrou com o tiro saindo pela culatra. A briga mais intensa era entre Hillary e Barack, com uma vitória deste último após um bom tempo buscando apoio nos estados. Quase todos almejavam a mudança proposta por um político jovem e não tão marcado na política estadunidense.

Escolheram Barack Obama e estão pagando por isso. Não só eles. É certo que demorará para o presidente agir como presidente. E aí? O jeito é esperar mais alguns anos, certo? Não tem outra.

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