Derrocada…


Em definitivo, não é o ano do Clube de Regatas do Flamengo. Após uma suada vitória contra o Corinthians na Copa Libertadores fomos subjugados pelo Universidad de Chile no Maracanã, no primeiro jogo pelas Quartas de Final. No segundo jogo – realizado na casa dos adversários – sofremos de tudo. Juízes favorecedores ao time da casa, não apitaram faltas claras. Fora isto, recebemos uma saraivada de bolas de golfe, papéis molhados moldados em forma esférica, além da ira dos torcedores locais, que conseguiram o que queriam, acabaram com o sonho do Bicampeonato, não obstante nossa vitória por 2 x 1 (eles não deveriam ter feito o gol). Além disto, o atacante Adriano – que anda bem podre este ano – não pretende renovar o contrato e o Flamengo já quis colocar a mão no jogador Montillo, um dos carrascos do Universidad de Chile (nossa pedra no sapato ainda na primeira fase da Libertadores), mas é provável dele rumar para o Vasco da Gama.

Se o Adriano realmente puxar o carro, será melhor. A impressão é que o time está há 1000 anos com o mesmo elenco e o cansaço, totalmente estabelecido no local. Como disse anteriormente, nosso pior inimigo somos nós mesmos e uma hora não vai haver mais para onde tatearmos, de tão atordoados que estamos. Toda esta carga, esta praga, está com Adriano.

Agora, só temos de pensar no Brasileirão 2010, até porque, não tem como pensar em outra coisa.

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Botafogo campeão, Libertadores, Adriano, etc.


E o Botafogo foi campeão do Campeonato Carioca 2010. Só estou falando sobre isto agora por pura preguiça, faz um tempo em que devia ter atualizado as coisas no blog, mas vocês não se importam muito, o que só contribuiu para a omissão. Mas, estamos aqui de volta. Então, não obstante uma boa atuação – pelo menos a maior parte do tempo – o Flamengo sucumbiu ao Botafogo, comandado pelo Joel Santana (que já passou pelo próprio Flamengo, Fluminense e pela seleção da África do Sul, onde fora alçado ao estrelato do besteirol por conta de suas declarações em inglês macarrônico), nosso querido Papai Joel, um dos melhores técnicos de times cariocas da atualidade. Joel, antes de pousar no Botafogo, estava na seleção sul-africana e teve de sair porque a mesma amargava resultados mambembes (em sua saída, deu lugar para o técnico Carlos Alberto Parreira, que já comandara a equipe anteriormente). Na verdade, o Flamengo não sucumbiu ao Botafogo, mas a si mesmo. Todos sabiam disto. Esta vitória em cima do clube da Gávea patenteou o sucesso do atacante uruguaio “Loco” Abreu, além da revelação Caio, que já tinha sido uma pedra no sapato dos rubro-negros na Taça Guanabara. Acontece que nesta final de Taça Rio – a mesma final do ano passado, aliás, nada é surpreendente neste torneio – os flamenguistas não se importavam tanto com o título quanto o Botafogo. Mas, por quê? Bem simples:

1- O time já estava em aparição saturadíssima nas páginas dos tablóides cariocas e noticiários nacionais por conta da dupla de atacantes Adriano e Vagner Love (o chamado “Império do Amor”), arthilheiros do Brasileiro de 2009 e do Cariocaço 2010, respectivamente. Uma irritação que sempre martelava nas páginas dos jornais, mostrando as desventuras amorosas de um (com sua mulher barraqueira), o “retorno às raízes” deste e o outro representando a mesma prática sendo escoltado com traficantes. Fora isto, o goleirão Bruno soltou o verbo de forma irresponsável, comentando a briga de Adriano e sua mulher Joana Machado – ex de pitboys – com a máxima: “quem nunca saiu na mão com uma mulher?” Mesmo o povo brasileiro tendo à sua disposição um presidente iletrado, assumidamente preguiçoso quanto à prática da leitura, que comete trocentas gafes por semestre, a frase infeliz de Bruno, o exímio repelente de pênaltis, estará nos anais (ui!) das frases mais bisonhas de 2010.

2- A importância maior na Taça Libertadores da América. Claro que ganhar o Cariocaço seria ótimo, mais um título para adcionar aos milhares do Flamengo. Quem não gostaria? Mas, o time estava ruim, tinha jogado mal tanto em bos parte dos jogos da Libertadores quanto na Final carioca, além de ser impiedosamente fustigado pela imprensa nacional, adquirindo assim, um cansaço e superexposição tremendas. O Flamengo não merecia ganhar mesmo e ao contrário do time da Gávea, o Botafogo estava tranquilo, discreto e treinando bonitinho. Emanava merecimento. Ou seja, antes de vencer em campo, venceu lá fora.


Está sendo um ano maldito para o Clube de Regatas do Flamengo. Recentemente, entrou novamente em polêmica a questão do time realmente ser hexacampeão ou não, ressucitado pelo senhor presidente da CBF Ricardo Teixeira e posteriormente discutido das mesas de bar até os fóruns de discussão interneteiros. O início de toda esta pendenga todos sabem: “em 1987 a CBF não tinha dinheiro para fazer o campeonato brasileiro, daí, o Clube dos 13 – os 13 principais times brasileiros – criaram a Copa União, bla bla bla”. Patrícia Amorim, a presidente do Fla, disse que “a briga só tinha começado”.

O que todos sabem é que a CBF nunca aceitará o Flamengo como hexacampeão brasileiro. Nunca. Muito menos os detratores do time (inclui-se aí vascaínos, são paulinos, tricolores, etc), mesmo se tudo o que tiver que provar for provado e esfregado na cara de cada uma dessas pessoas.

Prosseguindo com a campanha do Fla na Libertadores, este tomou uma canseira de times chilenos (Universidad Católica e Universidad do Chile) e agora está tentando sair da degola confrontando o Corinthians, do travesti gordo, o Ronaldo. Semana passada, o Maracanã estava uma piscina – pois choveu bastante – e obtivemos uma vitória magra de 1 x 0 contra o time paulista e agora jogaremos novamente contra ele lá em São Paulo, sem chuva e com mais expectativa (pois temos uma vantagem em relação a gols).

Obviamente, o desejo é que o time seja mais disciplinado, que os jogadores (especialmente Vagner Love e Adriano) mostrem serviço, se despreendam do comer, beber e dormir. Não foi à toa que quando o técnico Andrade fora despedido Vagner Love, em demonstração total de desrespeito à presidência do time, batucou e cantarolou, manifestando insatisfação com a saída de um técnico conivente com a boa vida dos jogadores, um técnico frouxo e sem voz ativa no time. No lugar de Andrade, entrou Rogério Lourenço, ex-técnico da Seleção sub-17.

2010 ainda não acabou, ainda podemos entrar nos trilhos.