World Cup 2010


Um título suspeito.

Claro que é só especulação. Tipo a derrota do Brasil pela França na Copa de 1998, na casa deles, lembram? A Copa do Mundo da África do Sul foi a primeira em solo africano, etc e tal., mas de todo este grosso haviam mais erros que acertos, evidentemente. Tanto o país do Nelson Mandela quanto o do Luis Inácio da Silva são gêmeos em governos populistas, povos imbecis e irritantemente alegres e da miséria acentuada. Coloque a África do Sul no mesmo balaio que a Índia, por exemplo, um país que definha por conta da questão religiosa. Pode ter sido um sucesso realizar o campeonato em um local marcado pelas desigualdades sociais até os dias atuais e que necessita com urgência trocar o governo e a mentalidade de seu povo, mas que legado a Copa deixaria com isso tudo? É claro que continuará a mesma porcaria de sempre. O Brasil sediará a Copa de 2014 – decisão feita em 2008 – e as Olimpíadas de 2016, mas já sabemos o que nos espera.

Como sempre, as seleções participantes se dividiam entre 3: os favoritos, os promissores e os restolhos, seleções bundas que só estão ali para provar alguma coisa, nem que seja para mostrar que chegaram na Copa. Aqui no Brasil, os macaquinhos amestrados guiados por uma emissora de tv trataram de enfeitar suas ruas, pintando de verde e amarelo, decretando feriados em dia de jogo da seleção brasileira, desmarcando todos os seus compromissos. Aposto que na África do Sul também foi assim. A “nossa” seleção era comandada por um ex-jogador até pouco tempo, capitão que levantou a taça do Tetra em 1994 e já conhecido pela personalidade forte, personalidade esta que se tornou pilar da picuinha entre ele e a tal emissora de tv (A GLOBO, duh!). Todos acompanharam o drama até o final, muitos a favor do isolamento do técnico e de sua seleção para os jornalistas (“não quero cometer os erros do passado”). Depois da putaria que aconteceu na Copa de 2006, seu propósito é mais do que louvável.

Como recentemente ocorre em competições esportivas de nível mundial o povinho se encarrega de deixar visível sua marca registrada: nos Jogos Panamericanos de 2007 (realizados na cidade do Rio de Janeiro) o presidente foi vaiado publicamente – não que ele não merecesse, foi pouco – e a majoritária torcida brasileira vaiava para o adversário sempre que a bola estava na mão deste, na África o povinho tinha em mãos uma corneta plástica chamada Vuvuzela, que produzia um som insuportável em conjunto com as demais, assemelhando-se a um zumbido de um gigantesco enxame. Eles já tinham mostrado o poder irritante deste instrumento na Copa das Confederações, e no Mundial Deus e o mundo ficaram sabendo. Por incrível que pareça, poucos registros violentos ocorreram naquele país.

E as melhores seleções?

Deutschland

O melhor time da Copa. Repleto de jovens (média de idade de 23 anos) inaugurou bem o campeonato, goleou seleções tarimbadas e, a exemplo da seleção francesa (que foi uma bosta e ainda teve de aturar dois de seus titulares envolvidos em um escândalo sexual) possuía o time mais multiétnico da competição. As melhores jogadas foram feitas por um filho de turcos (Mesut Özil, o da imagem), o artilheiro é um polonês (Miroslav Klose), fora isso tivemos um brasileiro (Cacau), um descendente de ganeses( Jérôme Boateng), descendente de tunisianos (Sami Khedira), algo impensável até algumas décadas atrás. Deram um pau na Argentina, deram um pau na Inglaterra e…perderam de 1 x 0 para a Espanha. A mesma Espanha que durante a competição inteira fez vitórias magras, foi dona de um futebol burocrático e sem molejo, a mesma Espanha que se saísse da Copa ainda na Primeira Fase não faria falta. E ganhou a merda toda. Título suspeito. Esse campeonato devia ser deles.

Uruguay

O Uruguai resgatara o orgulho e a vontade de jogar futebol, entre os times sulamericanos desta Copa. Os maiores representantes do continente agiam totalmente diferentes do filme de Diego Forlán e cia. Brasil estava uma merda, todo mundo sabia que desde o primeiro jogo (contra a Coréia do Norte, que depois levou de 7 da seleção portuguesa) as chances de conquistar o título eram pequenas. A Argentina fazia uma campanha de merda, não convencia, e pararam na Alemanha merecidamente. Mas, o Uruguai foi uma seleção feliz como há muito não se via na América do Sul (isso excetuando o Brasil), com jogadores querendo jogar mesmo, puta que pariu. Uruguai pegou Gana em uma Quarta-de-final bastante emocionante e passaram após uma decisão por pênaltis conflituosa. Juntando a maçaroca toda, sacamos que os uruguaios deram um banho na seleção brasileira em matéria de jogo…se jogasse com o Brasil venceria e venceria a Argentina também. E advinha quem foi nomeado o melhor jogador da competição! Olho neles!


Ghana

A SELEÇÃO AFRICANA QUE VALE. Como a sul-africana tinha sido eliminada bem cedo Gana teve de representar o continente carregando tudo nas costas. Até bater de frente com o Uruguai, mas não foi fácil. Gana tinha o melhor goleiro da Copa (Richard Kingson) e um dos melhores batedores da falta, além de artilheiro do time (Asamoah Gyan, chamado insistentemente de “Jean” pelos telejornalistas da Globo). Confronto duro até que o uruguaio Luiz Suarez defendeu um chute a gol metendo a mão na bola. Pênalti. Gana venceria ali, porque ninguém achava que o Gyan perderia. E perdeu. Levaram para os pênaltis. Um cavalão lá chamado John Mensah quis pagar de gatinho e bateu um pênalti sem se distanciar, e como obviamente o goleiro uruguaio pegou Gana voltou mais cedo para casa. Mesmo assim foi uma das surpresas da Copa, pois ninguém imaginava que chegaria as Quartas.


Por que não se mostrar solidário ao Dunga? Mas, até certo ponto. Dunga criou um time improvável, de jogadores desconhecidos e um tanto velhos, as poucas figurinhas tarimbadas consistiam em Robinho, Kaká e Júlio César (estes 2 últimos carregavam boas vitórias na Europa), além de Lúcio, o capitão. Sob seu jugo a seleção brasileira carregava um ótimo histórico desde 2006 (42 vitórias, 12 empates e 6 derrotas). Almejando uma melhor concentração na Copa escondeu os treinos da seleção dos jornalistas e comprou briga com a Tv Globo, o que chamou a atenção de todos. Insistia em jogadores tremendamente dispensáveis, como Felipe Melo. Aliás, este foi um dos responsáveis para o desequilíbrio psicológico do time durante a disputa com a seleção holandesa nas Quartas de Final, quando o Brasil já perdia para o adversário. Felipe Melo, que já mostrara sinais de descontrole ao participar de uma rixa com o jogador Pepe durante o jogo contra Portugal selou o destino da seleção nas Quartas ao pisar o atacante Arjen Robben. Antes disso o Brasil já começara o jogo na palma da mão, com um gol e quando levou…

Dunga esqueceu de treiná-los no aspecto psicológico, mas este nunca foi seu forte, por muito tempo. E claro, após a derrota a imprensa (a Tv Globo, principalmente) meteu o pau no técnico, punindo-o por insistir em Felipe Melo, por não permitir maior acesso aos jogadores e por uma resposta indecorosa a um dos repórteres-palhaços da emissora, Alex Escobar. Há apenas 2 dias após a derrota da seleção brasileira ele foi demitido. Dunga tinha personalidade própria e não se deixou levar pelos apelos do povinho na escalação, quando todo mundo pedia os jogadores Paulo Henrique Ganso e Neymar (ambos do clube do Santos), mas errou ao insistir em trabalhar jogadores que deveriam ser jogados de lado rapidamente, como no caso do Felipe Melo.

Apesar de ter um histórico ótimo de vitórias como técnico nada disso valeu para o povinho, no final das contas.

O telejornalismo esportivo brasileiro é uma piada, pelo menos na maioria das emissoras. Dunga comprou briga com a Tv Globo – o que me deu uma sensação reconfortante no estômago – , mas saiu chamuscado disso tudo, pois os palhaços estão aí e provavelmente estarão nas próximas Copas.

Thiago Leifert é um paulistano baixinho e afeminado que fazia reportagens na Fórmula 1 e conseguiu ser promovido para apresentador esportivo. Foi o suficiente para integrar aos demais palhacinhos. Como vocês sabem, a Tv Globo prima pelo humor em suas reportagens esportivas, algo que começou para valer na Copa de 2002 e atingiu um nível de irritância tremenda nesta última Copa. Praticamente todos os repórteres esportivos trabalham deste jeito, formando uma equipe de palhaços para circo nenhum botar defeito: Alex Escobar, Tadeu Schmidt (irmão do Oscar Schmidt, um ogro de merda que fomentara as vaias nos adversários no PAN 2007), Glenda Koslowski, Regis Rösing (o precursor do estilo) e o albino chamado Thiago Leifert. Quando não são assim não têm qualquer resquício de personalidade, basta ver o Esporte Espetacular nas manhãs de domingo.

Leifert foi o mestre de cerimônias do programa “Central da Copa”, que tinha em seu lado o comentarista Caio Ribeiro (ex-jogador do Flamengo), compenetrado e sério, assim como Júnior, outro comentarista e ex-ídolo do Flamengo. Como precisavam de mais gente para dar pitacos (mesmo se não entendesse porra nenhuma de futebol, fosse uma ameba) chamaram atores, torcedores, etc. Um dos momentos mais hilários e ao mesmo tempo lamentáveis foi a não-sei-o-quê Diana Bouth dizer que “já que tal jogador do Japão joga na Rússia (no caso o Honda Keisuke, que joga no CSKA) ele pintou o cabelo de louro para parecer melhor com os russos)”. Bom, já era de se imaginar, né? Pelo menos ela é bem gostosa, mas mesmo assim sua declaração foi ridícula.

Repórteres imbecis assim costumam durar. Eu é que não assistirei à Globo na Copa que vem.

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