[WOMB] Sidney e Cristiano

Já estou terminando o livro. Ontem fui dar uma verificada em quanto eu tinha escrito, dei uma deitada no Word e constatei que haviam exatas 523 páginas de textos. Antes, já tinha dado uma revisada nas histórias vividas pelo Sidney Silvestre, agora estou me dedicando ao Cristiano M, o japonês fracassado (que, sabe-se lá porque é chamado de “nissei” pelo autor, se nasceu em Tóquio), adiantando a história dele até chegar ao patamar da de Sidney. E eu me dediquei há um bom tempo escrevendo sobre a vida do indiano, de seu trabalho (serviço social e clínica), de seu enorme patrimônio pessoal, da filha e de suas mulheres.
Tentei dar ao personagem uma personalidade saidinha, brincalhona, mas ao mesmo tempo esperta, foi o que acabou não rolando tão bem como esperava: saiu-se um burro em muitos aspectos, sendo “salvo” pela filha Bonnie Francisca por diversas vezes, além dos amores mal resolvidos, do duelo à sabre e espada na praia de Santa Luzia (sinceramente passei por lá hoje), suas peculiaridades, a “condição especial” que o leva a dormir em caixões, reservando a cama para suas amantes, sorvendo um líquido vermelho, mas agindo como qualquer humano normal, pois ele é um sujeito normal. Mas, seu problema é que a doença não afeta sua vida, muito menos a vida de sua filha. É só tomar um golinho aqui e ali para se ver livre dos males por 1 mês inteiro. Ah, e dormir em caixões também ajuda muito! Mas, e Cristiano?
O sujeito é o coitado-mor. Sua única vantagem é ter corpo de 25 anos, mesmo tendo 40 nas costas. Resolve se revoltar contra o “sistema”, criando um novo estilo, um jeito de ser, obviamente para sofrer menos. Tenta mudar a vida também ao se embrenhar em um romance arriscado com Laura (inspirada na atriz britânica Lauren Socha, de “Misfits”), rebelde briguenta e com ficha na polícia. Acha que falha mais por causa de sua doença que do próprio andamento natural de sua vida. E procura o melhor amigo para, além de achar alguma pista sobre a cura, desferir quão o odeia por anos de descaso.
Minha sensação é que a história não foi tão bem explorada como eu pensava que seria, porque me dediquei muito ao Sidney, e o Sidney é um personagem mais facilmente explorado (e por isto, mais chato de escrever) que Cristiano, que é problemático, e problemáticos quase sempre são bem escritos. Provavelmente terminarei tudo no começo de outubro, mas meu destino aqui no Brasil está dependendo da Dilma Rousseff, a candidata a presidente.
Este romance demorará um pouco mais para ser publicado se ela vencer as eleições.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s