Presidential Elections 2010


O pouco tempo que temos de democracia e de eleições diretas não isentou o povo brasileiro de surpresas, mas estamos no Brasil, ou as coisas rolam de forma surpreendente ou de forma clichê, um 8 ou 80 contraditório, a comparar com a diversidade do nosso povo. Deixamos de evoluir em muitas coisas importantes, damos atenção à situações e pessoas desprezíveis, só patenteando o quão poderíamos nos complicar por causa de alguém que não conhecemos. O Brasil é assim, pouco evoluído nestes 500 anos de história, herdando o que não podia ser herdado nem para o pior inimigo, os intelectuais perpetuamente embasbacados com a idiotice padrão dos ignorantes e estes perpetuamente ignorantes e por aí vai. Embora não pareça, um completa o outro: os ricos precisam dos mais pobres, os intelectuais dos mais idiotas, fazendo de um círculo vicioso um carrossel mais alegre que triste, alegre e conformista, visto que perdemos tempo comentando sobre os rumos da república em mesas de bar, fóruns de discussão e…em blogs que ninguém lê.
Estas eleições de 2010 merecem ser observadas com olho clínico, em especial, pela curiosidade em ver como o povo brasileiro se sai contra uma marionete projetada para agir em escala nacional, construída e manejada por um presidente que até pouco tempo abraçava a esquerda moderada, ideologicamente não se aproximando tanto da esquerda carnívora e destruidora que assola a América Latina por décadas a fio. Luiz Inácio da Silva, nosso presidente, nos deu um show de previsibilidade atacando a imprensa nacional, vociferando contra partidos opositores (como o DEM, que ele afirmou querer destruir), além de sedimentar suas famosas amizades com chefes de Estado antisemitas, comunistas e outros loucos de plantão. Nossa sorte é que, mesmo fustigados pela injustiça onipresente neste país, não estamos em situação tão degradante e suicida quanto a maioria maciça dos países de nosso continente, entretanto, a perda de tempo em planejar projetos dispensáveis (como a criação de um trem bala cortando o trajeto Rio de Janeiro – São Paulo) como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, somos obrigados a conviver com um biltre corrupto, dissimulado e pretensioso, além de mau-caráter. Imagine se um homem destes resolvesse abrir as asas da mesma forma que os ditadores dos países vizinhos abriram? Tentar cercear a liberdade de imprensa é uma mostra de que sabia soltar algumas penas e mover a envergadura de suas asas.
O mau-caráter presidente Luiz Inácio da Silva quer perpetuar-se no poder, como todos sabem. Portanto, como não podia almejar um terceiro mandato, meteu as duas mãos gordas na bosta da privada de sua casa, retirou grande parte do bolo fecal da água suja e lançou ao chão, iniciando um processo de criação e construção de uma boneca, juntando peças que comporiam as características de sua criatura: personalidade difícil, falta de trato com as pessoas…chamou esta boneca de Dilma Rousseff (PT) e a colocou na linha de frente, pondo-a nos mais diversos cargos, embora não tivesse vida pública o suficiente para tentar a presidência. Até hoje sua identidade é uma incógnita. Dilma foi lançada presidenciável de peso, e como seu criador gozava de altos índices de popularidade (em especial, na população pobre) achou que mesmo se colocasse um poste para candidatar-se teria a aprovação de milhões de eleitores. E deu no que deu: temos um poste em forma de mulher, que não sabe se expressar, vomita frases prontas – isso é, quando consegue elaborá-las – e emana despreparo para o cargo das unhas dos pés até a ponta do fio de seu cabelo. E muita gente engolirá Dilma. A empregada que votará nela porque “precisamos de uma mulher na presidência”, o auxiliar administrativo que confia nela porque foi moldada pelo Luis Inácio da Silva, além dos típicos presos pelo assistencialismo e modo populista de governar, arte na qual ele é mestre.
Luis Inácio da Silva está certo de sua vitória, até porque as pesquisas de opinião estão com ele – lembrando que ninguém nunca é abordado nas ruas para participar destas “pesquisas”. A oposição nunca deixou tanto de ser oposição nestas eleições. O PSDB do candidato José Serra esbanja fraqueza, uma fraqueza e cansaço que já começaram a dar o ar de sua graça nas eleições presidenciais de 2006, quando Geraldo Alckmin tomara a linha de frente. Antes da oficialização da candidatura de Serra, chamaram o jovem Aécio Neves, o político mais famoso do estado de Minas Gerais, o enxotaram por medo de trocar o certo pelo duvidoso e chamaram o “Zé”, conhecido nacionalmente por ter batido de frente com Luis Inácio em eleições passadas, na época em que o povo estava saturado do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Serra optou por uma campanha tímida e isenta de personalidade própria, enquanto Dilma optou em expor uma biografia de sua vida interessantíssima, despejando sua importância para o povo brasileiro. As “pesquisas” deram uma mãozinha, o dinheiro de sua arrecadação também e ela goza de boa posição percentual. Deu uma caída nesta última semana, mas se mantém em primeiro lugar. E quanto aos demais candidatos?
Além do Zé Serra, temos Marina Silva (PV), ex-petista, nascida na Amazônia e com história de vida que rivaliza com a de Luis Inácio em dificuldades. É conhecida por colocar o Meio Ambiente em primeiro lugar, tornando-se – como muitos pensam – uma “candidata de uma palavra só”, quando realmente poucos se interessam por esta questão. Segundo as “pesquisas” está em terceiro lugar, logo atrás de Serra.
Fechando a conta de candidatos mais beneficiados pela mídia e conhecimento geral está Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), octogenário que certamente seria relegado ao rol de candidatos-que-ninguém-se-importa, mas que teve a importância alçada em poucas semanas, participando dos debates oficiais e despejando suas palavras incisivas, decididas e isenta de devaneios aos candidatos, especialmente na boneca Rousseff. O PSOL é um partido formado por ex-integrantes do PT, relembrando o próprio PT nos primórdios. Já tinham tentado a presidência com a candidata Heloísa Helena em 2006, sem sucesso. Plínio demonstra mais personalidade que seus rivais nos debates.
Corre por aí que o PT pretende adiantar seus planos para com o casamento entre pessoas do mesmo sexo (já temos Parada Gay em cidadezinhas, por exemplo), além do cerceamento de evangélicos em relação ao trato dos homossexuais, restringindo críticas a este grupo em cultos, palestras, etc. Nosso presidente Luis Inácio da Silva anda de mãos dadas com Luiz Mott, líder famoso da comunidade gay, o mesmo que defende a pedofilia e que infla as estatísticas sobre assassinatos gays no Brasil. Este que vos escreve acha que o homossexualismo não devia ser englobado no mesmo sentido que raça ou etnia (visto que até a questão Raça em um país altamente miscigenado como o nosso é infundada) e a Parada Gay não presta para mais nada além da diversão. Dilma Rousseff é a favor do aborto. Luís Inácio compara presos políticos cubanos com presos normais, Luís Inácio diz que não sabia absolutamente nada sobre uma rede de corrupção que passava às suas barbas. Luís Inácio se mete em assuntos internacionais na qual não deveria opinar (caso de Israel e Palestina), e por aí vai.
Estamos prestes a cometer a maior besteira de todos os tempos. O povo, em sua maioria, é isento de personalidade própria, acostumado a votar quem o beneficia, quem resolve seu problema urgente, não pensando no auxílio a longo prazo. Mais 4 anos de governo Luis Inácio da Silva configuraria aos poucos na destruição da instituição Família, mais 4 anos configuraria também no cerceamento da liberdade de imprensa, tornando o Brasil em uma Venezuela, país no qual seu amigo do peito Hugo Chávez governa.
Devemos fazer nossa parte, mas infelizmente não somos maioria. Novamente temos mais uma chance de fazer o futuro, o que não dá é uma pessoa sofrer por conta da ignorância do outro. Dilma Rousseff, uma boneca modelada especialmente para esta eleição não pode dar um tapa na cara do eleitor se elegendo. Será a maior prova de que brasileiro é masoquista e merece estar na merda.
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