[Lord Gaga] Avaliação

Recebi algumas críticas referentes a novela que tinha disponibilizado para algumas pessoas, baixaram e leram, algumas nem leram realmente e saíram metendo o pau. Acho que elas estão certas, mesmo as que previsivelmente mandaram uma crítica destrutiva. A novela (de 190 páginas) estava sendo encaminhada à publicação, mas ninguém merece ler uma coisa atabalhoada e feita nas coxas como ela. Não dá. Concluí em 3 meses, manifestei parte dos meus desejos e preconceitos no personagem – um carioca judeu de 27 anos – , tornando-o irritante demais para o convívio com algumas pessoas, seletivo e cheio de imaginação na cabeça. Existem pessoas assim, pessoas até piores que isso. Como atualmente estou propenso a me inspirar em algo da cultura pop para compor os personagens, cometi o desplante de chamá-lo pela alcunha de “Lord Gaga”, quando na verdade eu detesto Lady Gaga, e automaticamente o personagem não seria levado a sério a partir do título: “O Pesadelo Favorito de Lord Gaga”. Pronto, quem se dignaria a ler espontaneamente uma coisa dessas?

Por isso que estas críticas (destrutivas e construtivas) serviram também para impulsionar o desejo de dar uma mexida significativa no texto. Uma novela como esta tem que ser modificada para ser publicada. Farei isto neste exato momento.

“Lord Gaga”, “Josef Gil”. Caralho… demorou demais para eu achar que isto realmente ficou péssimo.

Lord Gaga’s Favorite Nightmare – capa provisória


Capa provisória da novela “O Pesadelo Favorito de Lord Gaga”. Parece até a capa de uma das versões de “O Apanhador no Campo de Centeio”, do Salinger. Na verdade, estou apenas punhetando, esta evidentemente não será a definitiva, hoje vou imprimir o que tiver de imprimir e pagar o registro. Mas impressão de livros costuma sair caro. Mês passado tinha dado as caras em Santa Ifigênia (aqui em São Paulo) , em uma papelaria e perguntei quanto sairia a impressão. “Pra você daria uns 200 contos”. Caro demais. Mas agora que arrumei uma impresao gratuita poderei seguir adiante. Até pensei em publicar em Portugal, logo após a minha publicação na terra brasilis.

“Lord Gaga” fala sobre Josef Gil, um jovem cineasta de 27 anos que parte do Rio para São Paulo no intuito de fazer o roteiro de seu segundo filme – o primeiro fizera relativo sucesso entre a “comunidade indie” carioca, tornando-se cult. Mal sabem que ele empreende um relacionamento com uma mulher saída da cadeia, acusada de matar os pais. E neste meio tempo ele arruma um caso com uma moça extremamente feminina e frágil, que apesar de ser apaixonante esconde um segredo.

A narrativa em primeira pessoa é entrecortada em palavrões e cenas de sexo. Antes de tocar na personagem Suzana von Eisenhofen (a que matou os pais, inspiradas em vocês sabem quem) imaginei-a forjando uma armadura metálica, querendo combater o crime para se redimir perante a sociedade, mas considerei fantasioso demais. Ao contrário do realismo fantástico de “O Ventre – Como eu Aprendi a Amar e Entender a Doença”, “Lord Gaga” se sustenta sem muitas viagens, se é que me entendem. Já tenho uma editora em mente que felizmente não exige impressos para publicação, assim as coisas vão se ajeitando.

Até o fim do ano pelo menos um dos dois livros serão publicados.

500 anos de bagunça e carnaval

Certo que o Carnaval já passou e tudo mais, mesmo assim não deixa de ser válida a opinião de que toda esta galera das escolas de samba e parceiros deveriam, em respeito às centenas de mortes das enchentes na região serrana do Rio de Janeiro (envolvendo os meus queridos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo), fazer uma espécie de luto, simplesmente adiando suas atividades carnavalescas para o ano que vem. Ao invés disso, tudo resumiu-se ao óbvio: “É preciso separar as coisas, meu filho, podemos sim chorar pelos mortos da enchente, mas isso é totalmente diferente do carnaval, temos sim direito a festejar, pois a gente trabalha o ano inteiro”.

Trabalham o ano inteiro? Aqui no Brasil? Isto soa de maneira tão falsa e superficial que seria a mesma coisa dum estudante – especialmente o das grandes cidades, como São Paulo e Rio – dizer que tem direito às suas férias porque “estuda pra caramba”. O pessoal morre por conta de apenas 5 horas de estudo, diferente do Japão, onde os estudante passam o dia inteiro na escola, e ainda têm de ajudar com a faxina da mesma. “São culturas e países diferentes”, mas é claro. Mesmo assim uma coisa destas não é isenta de comparações. Outra comparação, o contrário do vitimismo brasileiro os japoneses, após este terremoto e tsunami de proporções devastadoras para o lado noroeste do país, já estão empenhados em reconstruir tudo, seguir com a vida. Imagina se estivéssemos, nós brasileiros, no lugar deles?

É por isso que você, que tem uma mentalidade diferente do “gado” não pode lutar para permanecer aqui, e sim para sair fora.