Amy não morreu de overdose

Certo, Amy Winehouse não morreu de overdose. Alguns dias após sua morte foi realizada uma autópsia em seu cadáver e não foram encontrados nada mais que traços de álcool, não de substâncias ilícitas. Como andam dizendo que ela provavelmente morreu pela falta delas (num corte bem abrupto, uma mudança radical que deixou seu corpo desacostumado, como pessoas que passaram anos só comendo um certo alimento e de um dia para o outro passaram a comer outro, provocando um baque desorganizando o corpo), não é surpresa alguma. Mas mesmo assim, dias antes de ter ocorrido a tragédia ela parecia não estar nas últimas. Não obstante a sua aparência decrépita e sua performance imbecil e altamente lamentável em cima do palco Amy parecia preparada para enfrentar mais alguns anos de vida, tanto que, após assistir a mais uma de suas apresentações sofríveis, passou a recusar bebidas em um dos pubs que frequentava. Sua última aparição foi no show de sua afilhada artística Dionne Bromfield, em que ela pedia para a platéia apoiar a nova cantora.

Como ficou bem claro, a maior parte de seus fãs se divertiam a cada derrocada física, mental e moral que Amy sentira. Nem seus pais puderam segurá-la, existe a quase certeza de que Mitch Winehouse é um pai passivo, um tipo de pai modelo destas últimas décadas, mas claro, se é “quase certeza” é porque não há certeza, ninguém que conheça tão bem a família (ou mesmo se conhecesse) poderia acusá-lo de omissão quanto a resguardar a integridade da filha.

Amy foi inspiração para a cantora Amara Vinhedo, uma personagem do meu romance (que chamava-se “O Ventre”, mas estou pensando em um novo título) e bebe de quase toda a cartilha histórica da inglesa: de família judia e inicialmente bem conhecida na cidade onde mora, Amara passou a definhar a medida em que o sucesso se tornara cada vez mais amplo, morrendo um pouco a cada dia no álcool, drogas, cigarro e amizades suspeitas. Anteriormente, gozava do auge de sua forma física, e quando caiu nas drogas seu corpo tornou-se um cadáver ambulante. Daí, entrou Sidney Silvestre (um dos dois protagonistas), amante de longa data, disposto a reorganizar a vida de Amara por completo.

Na imagem acima, mostram-se duas Amys: a mais conhecida (esquerda) e a anterior (direita), que ao contrário da versão mais rica e famosa era extremamente atraente e sensual.

Vai ser difícil deixar este acontecimento de lado.

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