[O Homem de Lata] Capa

É com emoção (mas não muita) que me foi recebida a capa e contracapa do meu romance “O Homem de Lata”, publicada pelo selo Anthology, da editora Multifoco, do Rio de Janeiro. Dei o sinal verde para que fosse feita a impressão, o livro terá quase 380 páginas (eu realmente achei que tivesse menos) e inaugura a minha trajetória como escritor. Bom, “escritor”, porque como foi dito, aqui no Brasil não dá para viver disso. Ao mesmo tempo tratarei sobre a divulgação do livro, e a questão do lançamento foi realmente deixada de lado, mesmo que não seja Continuar lendo

Vale Tudo e Mitt Romney


Semana passada eu li uma matéria num destes maiores jornais do Brasil, um colunista ou algo assim falando sobre sua posição contrária a respeito do vale-tudo, esporte este que caracteriza-se pelo uso de socos, pontapés, joelhadas e afins sobre um ringue. Começou a tomar gás na segunda metade da década de 2000 e agora vem fazendo o maior sucesso no Brasil e no mundo. Como aqui reflete quase sempre alguns modismos lá de fora, não demorou muito para que até quem se desvencilhava disso acabar sendo tocado pelo tema. É a mesma coisa de ouvir involuntariamente aquela música-chiclete que tu odeias com todas as forças. Aqui no Brasil o que mais tem é isso. Pessoal faz questão de seguir um movimento perpetrado pela mídia, inclusive, que hoje em dia investe na maciça divulgação do vale-tudo (ou MMA, Mixed Martial Arts, dane-se). Está aí uma ótima oportunidade do brigão e revoltadinho sem causa ganhar uma grana no que mais gosta de fazer. Porque todos estes lutadores não tinham muito o que fazer em sua “vida normal” além de dar dor de cabeça para os outros. Claro que eu posso estar enganado ou acertar em parte. A super-exposição em cima do campeão Anderson Silva e de sua vida pavimenta a pecha de “tranqüilo e gente fina”. O ponto alto da carreira do “Spider”, como é conhecido lá fora, foi meter um pontapé bem dado nos cornos do Vitor Belfort, aquele casado com a ex-dançarina e agora evangélica (este artifício me parece uma válvula de escape após a carreira: estão ligados que tudo quanto é puta vira protestante?) Joana Prado. A antiga Feiticeira, lembra?

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On the Road (movie)

O “On the Road” livro é uma merda. Sim, uma das maiores merdas que eu já li. Não por eu não gostar do grupo composto pelo Kerouac, Burroughs e Allen Ginsberg. Até me animei em ler parte da biografia deles naquele gibi “Os Beats“. De uma forma eles foram precursores da filosofia “paz e amor” dos famigerados hippies. E tão desprezíveis quanto. Esta parada de glamourizar a vagabundagem só funciona com o Bukowski. Até onde sei, o próprio Buk não gostava desse pessoal. Fora isso, o que tem de gente categorizando o Buk como “beat”, sendo que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Este é o nível dos jornalistas hoje em dia, raça tão desgraçada quanto advogado e psicólogo.

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