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Se você gostou da escola, vai adorar trabalhar


“O que há em comum entre uma madame de Chicago, jovens norte-americanos hedonistas, escoceses bêbados e outros tipos? Com seu senso de humor, Irvine Welsh dá voz a personagens bizarros, medíocres e inesquecíveis na coletânea ‘Se você gostou da escola, vai adorar trabalhar’. O autor mostra, nos quatro contos e uma novela que compõem o título, da fronteira entre o México e os EUA a um pequeno povoado na Escócia, passando por Chicago, Londres e as praias do Caribe, conduzindo seus personagens num misto de desespero e silêncio.”

Esta é a sinopse do livro dada pela editora Rocco, que publica as obras do Irvine aqui no Brasil. Eu não li tudo do camarada, até porque praticamente dependo da editora para isto, e a Rocco demora bastante para fazer a transação e etc. Agora, com a publicação de um romance recente, “Crime”, passei a não mais negligenciar o “Se você gostou da escola…”, porque são diversos contos e uma novela, mas se eu quisesse adiar a lida poderia fazê-lo tranqüilamente pelos motivos já citados. Os temas que o Welsh toca são os mesmos: desajustados de classe média-baixa, drogas e sexo, do tipo que ele ficou conhecido mundialmente, em “Trainspotting”. O que não quer dizer que seja um autor preguiçoso, mas sim, ele é repetitivo, para muitos é este o problema. Mas fazer o que, se o Welsh nasceu e fora criado neste cenário? Tem o Bukowski, que praticamente falava dele e de suas desventuras, tem o Kafka, que de certa forma colocava algo dele em seus personagens, o que o Welsh faz é o que fazem muitos autores. Mas vamos à avaliação.

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[O Homem de Lata] Composição de personagens

Oi pela enésima vez.

Ontem dediquei um pouco da terceira parte do cenário falando das meninas da série, que peguei inspiração da série inglesa Skins e tudo o mais, hoje falaremos mais sobre a composição de personagens, embora mesmo as meninas fossem fruto de inspiração não ocorreu um plágio. Eu estava bem ligado a respeito de ultrapassar essa barreira entre inspirações e plágios. Encarem também como uma “homenagem” àquela péssima geração de personagens da série: “Skins” teve seis temporadas, com duas gerações cada, obviamente com personagens diferentes (excetuando a Kaya Scodelario, britânica de mãe brasileira), aquela coisa de “jovens, drogas, sexo” com algumas doideiras difíceis de engolir. Meu “Homem de Lata” é mais pé-no-chão, com a diferença de que deixei de explorar algumas coisas interessantes, que também citei ontem. Certo, o protagonista Josef Lopilato sofre da Síndrome de Riley-Day, que te incapacita a sentir dor (e isto é ruim, vão por mim), isso ficou legal, mas as noções de engenharia mecânica podiam ser melhor aproveitadas. Sabem como é, não queria encher tanto o saco do leitor com isto, até porque, diante disto a possibilidade de cometer alguma cagada aumentaria. Se é para colocar algo “complexo”, que não fosse tão fantasioso assim, apresentando algo sem uma explicação convincente, como os disparadores de teia do Homem-Aranha, por exemplo. “Ah, mas a teia é confeccionada com um material tão complexo que…” Não, meu filho. Não. Até que me provem o contrário nem o Stan Lee deu uma explicação convincente acerca da composição da “teia” do Spidey. Mas deixemos isso de lado.

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