[O Homem de Lata] Composição de personagens

Oi pela enésima vez.

Ontem dediquei um pouco da terceira parte do cenário falando das meninas da série, que peguei inspiração da série inglesa Skins e tudo o mais, hoje falaremos mais sobre a composição de personagens, embora mesmo as meninas fossem fruto de inspiração não ocorreu um plágio. Eu estava bem ligado a respeito de ultrapassar essa barreira entre inspirações e plágios. Encarem também como uma “homenagem” àquela péssima geração de personagens da série: “Skins” teve seis temporadas, com duas gerações cada, obviamente com personagens diferentes (excetuando a Kaya Scodelario, britânica de mãe brasileira), aquela coisa de “jovens, drogas, sexo” com algumas doideiras difíceis de engolir. Meu “Homem de Lata” é mais pé-no-chão, com a diferença de que deixei de explorar algumas coisas interessantes, que também citei ontem. Certo, o protagonista Josef Lopilato sofre da Síndrome de Riley-Day, que te incapacita a sentir dor (e isto é ruim, vão por mim), isso ficou legal, mas as noções de engenharia mecânica podiam ser melhor aproveitadas. Sabem como é, não queria encher tanto o saco do leitor com isto, até porque, diante disto a possibilidade de cometer alguma cagada aumentaria. Se é para colocar algo “complexo”, que não fosse tão fantasioso assim, apresentando algo sem uma explicação convincente, como os disparadores de teia do Homem-Aranha, por exemplo. “Ah, mas a teia é confeccionada com um material tão complexo que…” Não, meu filho. Não. Até que me provem o contrário nem o Stan Lee deu uma explicação convincente acerca da composição da “teia” do Spidey. Mas deixemos isso de lado.

Faço questão de meter um recheio real nos personagens, não consigo fazer algo tão fantasioso. Talvez tenha muito a ver com minha trajetória de vida. Foi assim com o Josef, foi assim com a sua filha Mara, foi assim com as garotas e é assim com outros personagens de outros dos meus escritos. Tem o Victor, um espertalhão arrogante. Ele é filho de um indígena do Amapá (Ubiraci) com uma negra carioca (Bernadete), protagonista de “Bananeiros”, que é nada mais que um romance relatando a vida miserável em cortiços, abrigos e favelas. Victor carrega o diário de viagem de seu pai, este fez questão de sair da aldeia onde estava instalado, prevendo que o contato maciço com os homens brancos, os uruka, poria em risco a vida dos próprios índios. Victor pouco se importa com eles, só quer assegurar onde vai cair morto no futuro, e por causa duma grana é que ele se manda para o Amapá a fim de ressuscitar a auto-estima da aldeia. Mas como fazê-lo naquele lugar tremendamente arrasado, meu amigo? Tráfico de drogas, prostituição e afins.

Já Josef não seria tão corajoso a ponto de entrar no fogo cruzado. É um egoísta que também está pensando no futuro, mas pensa principalmente, em primeiro lugar no AGORA. Por isso mesmo que ele pega as garotas abaixo, ou melhor, as minhas personagens. Simplesmente pensem que minhas personagens têm o físico destas gurias.

Graça é uma das pretensões amorosas pro protagonista. Certinha, delicada, realmente ama o maluco. Essa na foto é a galesa Jessica Sula, intérprete de Grace Violet Blood na série Skins. A personagem Grace ostentava quase os mesmos moldes, mas minha Graça tem seus picos emocionais que prejudicam as pessoas, embora seja “do bem” sabe ser bem agressiva. Graça é de família rica e vive num impasse quanto a comprar uma antiga estação ferroviária. Ao mesmo tempo, aperfeiçoa o manuseio de armas de fogo. É o tipo de garota que seria delicioso abraçar por trás, beijar o cangote e sentir o cheiro do perfume, e ela usa perfume doce, que é uma merda, hahaha!
Laya é uma gostosa que não faz o tipo “come quieto” do trio, muito pelo contrário, faz questão de deixar as coisas bem claras e abertas, hehe! É o tipo que não passa tanto tempo sozinha, é promoter conhecida e não deixa uma noitada passar batida. Simultaneamente, ela não agüenta deixar sua irmã, a Graça, longe de um constrangimento amoroso, isso é, pega os caras que Graça quer ter, e isso já diz tudo sobre sua abordagem. Digo mais: Laya não presta, é voraz, empala e dissolve quem almeja um relacionamento sério, especialmente porque, segundo ela, a juventude é o maior tesouro de todos os tempos. O que Laya Lewis (na imagem, intérprete de Olivia Malone) pensaria disso?

Ontem falei um pouco sobre a Freya, ela não é a porção menor do Trio de Santo André, que nem líder tem, mas escrevi pouco sobre a personagem. Agora já era. Considerada a mais “comum”, faz o papel de fútil randômica, como citei tem pouca participação na história, embora apareça em momentos legais, que particularmente adorei, como a relação absurda com Josef quando ele foi lá encher o saco no apartamento da garota. Em hipótese alguma você recebe uma visita analisando o rosto dela com as mãos, em primeiro lugar. Ou pondo a mão inteira em sua boca a fim de retirar duas línguas, isso é, se você tiver. Ou pegando-a no colo e jogando-a no sofá, ou mesmo aparecendo lá no apê plantando bananeira – não que isso ocorra no livro, só dizendo que a situação incomum do encontro entre os dois é tão tosca quanto estas situações. Eu não queria justamente meter uma fútil randômica, isso já tem de baciada, mas como eu disse, eu “viajo” menos nessas coisas. Freya Mavor é a da imagem, intérprete de Minerva McGuiness.

Ah, sim. A Francisca (Franky). Ela é uma assistente de Josef, sua única amiga – sabem como é, o sujeito vive num sítio no interior… – , uma garota centrada, ouve muito e fala pouco, faz muito, é uma profissional que algumas vezes salva o rabo do seu chefinho, porém, não quer dizer que seja uma pessoa isenta de sentimentos. Esta peituda tem muito de valoroso, e claro, é difícil de alguém perceber isto, até mesmo os que estão mais próximos da criatura. É uma outra personagem deliciosa para explorar, e ao contrário da Freya eu investi muito nas passagens da Franky. Ao mesmo tempo em que atua como assistente, Franky é fã dele, o ama. Claro que quando se tem boa relação com a filha do seu amado, as coisas mais difíceis ficam mais fáceis, né? Não sei. Dakota Blue Richards é Franky (Francesca) Fitzgerald.

Estas não são as únicas meninas do livro, tem a Mara e mais um monte… mentira. Da Mara eu falo depois, e de Armação dos Búzios também!

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