[O Homem de Lata] SAIU O LIVRO!

É ISSO AÍ, FINALMENTE RECEBI OS LIVROS!

 
Ontem eu recebi a encomenda com mais ou menos vinte unidades, livros prontos para a venda. Eles também estão à venda no site da editora Multifoco , mas antes de estender isto eu faço questão de falar sobre alguns erros na publicação, pois eu tenho de ser sincero especialmente com consumidores em potencial:
1- Meu livro foi pessimamente revisado. Não pelo revisor da editora, pois não teve, quem revisou fui eu e estava sendo pressionado pelo prazo de entrega do texto. Aprendi que o segundo livro (porque com toda a certeza, terá um segundo) não sairá caso não passe pelo crivo de um revisor decente. Há alguns erros de concordância, eu realmente não pude fazer algo perfeito, pois até quem tava perto de mim não podia me ajudar na revisão. Vou passar um trecho aqui pra vocês.
Então, eu e Mara saímos daquela chácara. Vi que ela estava triste, e depois daquilo determinei que não a deixaria novamente sob a tutela de minha mãe, até porque demoraria bastante para que eu saísse de casa na próxima vez. Recebi mais uma mensagem de texto de Franky dizendo:
 
“Por que você não comeu os insetos? É uma pena, pois acabei comendo tudo por você”.
 
Ah, os sacos plásticos com insetos que eu fiquei de comer na minha estada lá no Pari. Confesso que nem tive tempo para isto, e tudo o que eu comia – em sua maioria – era na rua, eu não ficaria carregando para lá e para cá uma bolsa repleta dos bichos e depois ter de comê-los na frente dos outros. Não que eu tivesse nojo, não tinha, mas o pessoal ainda não estava habituado a ingerir e ver alguém ingerindo aquelas iguarias. Eu já tinha me esquecido desta bagaça e Franky vem me lembrar? Aliás, ela já estava retornando para o Rio? Nem me lembrava do seu último contato. Acho que ainda tava em Volta Redonda. Mara tinha preguiça de caminhar – também, ela acordara há algumas dezenas de minutos atrás – e acabei colocando-a entre meus ombros, pois ainda dava para fazê-lo. Só desceu quando fiz sinal para um bonde em direção à Madureira. Cochilou durante todo o trajeto. De lá, tomamos o trem da Linha do Centro até o terminal Dom Pedro II, no centro carioca. E ela voltou a cochilar durante todo o trajeto. Com toda a certeza de que tornaria a empreender esta sono todo no trem do Ramal de Cabo Frio.
 
De lá caminhei com ela (em cima dos meus ombros) até a Praça XV de Novembro, cortando a nova avenida, a Presidente Vargas. De lá, tomaríamos a barca para Niterói. Mara parecia dopada, pois mal abria os olhos e permanecia dormindo o tempo todo. Parecia que, em poucos dias atrás não tinha adormecido direito. Só acordou pra valer quando disse a ela para tomarmos um sorvete – apesar do frio que fazia no centro da cidade.
 
A estação Dom Pedro II, que tem seu nome em homenagem ao imperador homônimo, tinha as plataformas perpendiculares à fachada, além delas serem cobertas por um telhado comprido e largo. Muita gente embarcava e desembarcava todos os dias, milhares de pessoas até nos finais de semana. Como tratava-se da principal estação ferroviária do estado (provável que fosse a mais importante do Brasil) a Dom Pedro II era ponto de partida para diversas cidades do país: os trens seguiam tanto para São Paulo quanto para Belo Horizonte, Campos, Vitória, Salvador, Entre Rios (Três Rios) e centenas de outras cidades América do Sul afora. Já foi chamada de Estação do Campo, Estação da Corte e atualmente é chamada informalmente de Central do Brasil. Não só cariocas e fluminenses utilizavam a estação, mas gente de todo o país e até do exterior. Fora isto, a Dom Pedro II atendia trens para os ramais São Diogo e Marítima (este atrás do antigo Morro da Favela), que não comportavam passageiros: São Diogo tinha uma rotunda, que é um depósito circular de locomotivas. Tinha um pátio para movimentação de cargas, enquanto que em Marítima era o centro d’um depósito de cargas que chegavam de trem para embarcar em navios do Porto do Rio de Janeiro.
 
A Presidente Vargas fora alargada (a partir da Igreja da Candelária, próxima à Baía de Guanabara e à Praça XV) até os limites da estação, que ficava em posição diagonal à avenida, em frente ao Campo de Santana. Após a estação a Presidente Vargas resumia-se a uma via mais estreita. Sempre que íamos ao Rio Mara costumava passear pelo Campo de Santana – nada mais que um Central Park carioca, mas com muitas pacas, cutias e pavões – , porque adorava o verde e os animais, é claro, só que naquela hora eu não pude mais perder nosso tempo. Ainda empreenderia uma viagem a Petrópolis – não, não me esqueci disto.
 
Chegamos à estação das barcas e finalmente Mara despertara de vez – mas sabia que ela iria dormir quando tomássemos o trem. Não era problema algum, por que eu me preocupava com isto, ainda mais por ser uma menina bem leve de carregar?
 
Tomamos a barca de nome “Estácio de Sá” para a cidade de Niterói. Enquanto permaneci sentado em um dos bancos duma fileira próxima ao ar livre observei Mara vendo entretida a Baía de Guanabara e a paisagem carioca e fluminense, na janela perto de nós. Do lado de fora, a cada lado da barca, existia um corredor estreito com uma cerca de madeira e ferro pintados de branco, onde as pessoas podiam se debruçar para dar uma olhada na paisagem, conversar, namorar e tirar fotos. Apesar de nublado não houve problema algum com a visibilidade, então seguimos cortando a Baía de Guanabara sem qualquer problema. Mara quis porque quis andar e ficar comigo do lado de fora, mas temi por sua integridade física, só que o cercado de ferro e madeira não era gradeado ou com aberturas, então ela podia ficar comigo ali sem correr o risco de se machucar ou cair lá embaixo. Bom, se acontecesse ela não apenas se machucaria. Eu também não estava com muito saco para partir lá para fora, muita gente conversando, fumando… lembro de ter visto uma galerinha fumando maconha, na vez em que fiz o caminho oposto. Ninguém disse nada e quando o policial chegou era tarde demais, e ele meteu bronca em todos, cobrando que os outros cagüetassem os drogadinhos de merda. Mas para que mesmo, se eles seriam liberados de qualquer jeito, depois? Um dos motivos de eu não querer partir com Mara lá para fora foi isto também, a negada fazendo um fumacê desgraçado, e isto era uma constante especialmente nos primeiros horários das barcas e nos fins de semana, quando partia mais gente com destino à Ilha de Paquetá. Eu passei um bom tempo indo para Paquetá com minha família, e ainda devia este passeio à minha filha. Um programa perfeito para a família, só não sabia se Franky faria parte em definitivo desta, ahn… futura família.
 
Uns 40 minutos de viagem. Pudemos ver o mar, o morro do Castelo – primeiro local onde morei com a minha família e nos mudamos de lá por imposição materna, já que meu pai não estava nem aí para a hora do Brasil – a praia de Icaraí, em Niterói… naquele lugar só morava grã fino. A barca parou em seu terminal, próximo à estação ferroviária de General Dutra, no centro da cidade. Eu considerava o centro de Niterói um local mais aprazível que o centro carioca, estava bem na cara que ali era diferente da ex-capital nacional. Dali, tomamos uma diligência até a estação de Neves, ao norte, onde tomaríamos o trem, fazia divisa com o município de São Gonçalo. Mara não disse muita coisa além das frases “Ah, vamos comer pipoca? Eu quero uma de sal!” e “A gente podia convidar a tia Franky pra ir ao cinema conosco neste fim de semana!”. Claro, filha, claro. Eu realmente faria isto, se ela fosse voltar para a nossa casa no próximo fim de semana. Sabia que ela não sairia direto de São Paulo para Araruama – com óbvia escala no Rio – , ela talvez pararia na casa dos pais na Rademaker. Parou, acho. Sem contar que eu precisava conversar com ela sobre minha ida à Petrópolis.
 
Em 20 minutinhos estávamos em frente a estação de Neves, onde iniciava as atividades da Estrada de Ferro Maricá/Ramal de Cabo Frio. Ela já poderia dormir à vontade, estava tão desperta comendo sua pipoca, mas logo iria cair no sono – embora não fosse muito de dormir.
 
A locomotiva e seus vagões correram a Região dos Lagos imersos em tranquilidade – recentemente tínhamos passado por um problema quanto a qualidade dos trilhos entre Inoã e Maricá, mas já estávamos reformando-os – e muitos papeavam, compravam guloseimas, café, refrigerante, faziam suas palavras cruzadas, botavam a fofoca em dia, liam revistas e livros ou simplesmente dormiam. Mara já não dormia, queria percorrer os vagões inteiros, e eu tive de observá-la de longe, não a segui porque tinha preguiça, além da certeza de que ninguém a tocaria indecentemente. Bom, eu confiava nisto, mesmo não sabendo da índole de todos os passageiros daquele trem. Por enquanto eu não tinha problemas sérios envolvendo a integridade física e mental de minha filha, e fiquei lá no banco, com a cabeça recostada na janela, sentindo o vento percorrer atrás de minhas orelhas, eu relaxando como eu merecia, as pernas cruzadas e ignorando solenemente um maluco que queria porque queria conversar comigo. Ele chegou até a me tocar, mas com um aceno severo disse a ele que não estava afim de papo naquele dia – e em nenhum outro dia, pelo menos não com um sujeito com a cara dele. Reagiu resmungando não sei quantas palavras feias e eu não liguei. Não demorou muito e quando chegamos no bairro de Inoã – município de Maricá – ele desceu puto comigo. Para que se aborrecer tão fácil assim? Ih, olha só quem fala… Bom, durante parte da viagem pensei na conversa que tive com a minha mamamamá. Ela queria que eu fizesse as pazes com ela, mas ainda carregava um grande ressentimento por conta de minha rebeldia. Ela deveria sacar que de um jeito ou de outro aquilo iria acontecer, visto que desde criança desprezei ordens expressas dadas por pura emoção e sem nenhuma razão. Apegado nisto, tornei-me um sujeito extremamente racional que raramente tinha vez com mulheres e meninas altamente emotivas – eu tinha de “aturar” minha filha, que era emocional, por simplesmente ser minha filha, ué! E eu também a amava! Um exemplo desta oposição foi o meu relacionamento com a Graça, a minha ex-querida riquinha de Santo André. Tratava-se de uma guria bastante emocional, e que se guardava para o casamento. Eu não me importaria se Laya pudesse fazer suas vezes na hora da cama, até porque Laya só queria aquilo mesmo, sexo sexo sexo, não se importava com relacionamento sério, e até onde mostrou Graça era o oposto dela. Eu não ligava para isto, até ela negar as coisas mais básicas da lascívia… combinei comigo que a primeira coisa a ser feita quando aparecesse em casa seria ligar o computador – sim, eu tinha um pc próprio lá em casa, além do laptop – para ver os meus emails, para entrar em contato com a Sasha Green e ver se ela ainda estava na capital. Se estivesse e se aceitasse a minha “corte” correria até o Rio só para vê-la, ou então ela poderia passar na Região dos Lagos para me ver, mas isto seria virtualmente impossível. Mais uma que só queria sexo sexo sexo. Como seria Laya dentro da minha casa?
 
Vou entender perfeitamente se fracassar. Mas eu considero este o único erro do livro, porque tem história, mesmo esquizofrênica. Pode parecer desculpa de incompetente, mas não, foi feita para ser maluca mesmo (e nem é pra tanto), só ler a narrativa em primeira pessoa, mas não é porque mexemos num personagem pirado que devemos nos descuidar da qualidade do livro.
Fora isso, eu só quero que vocês se divirtam.
 
Existem duas opções de compra:
1- Mandando-me um email (meu email: datenas@gmail.com) com seus endereços, eu mandarei os livros pelo correio pelo preço de 45 reais, com frete GRÁTIS. E o número de minha conta pra vocês depositarem a grana, é claro.
2- Compra pelo site da editora: http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=757&idProduto=782 A premissa do livro nesta página está confusa e parece não dizer nada. A história é: Josef é um cineasta carioca de relativo sucesso no ramo independente, mora com a filha no interior do Rio de Janeiro, é um fanfarrão nato. Tudo o que ele precisa fazer é lançar e divulgar seu filme em São Paulo, onde pouco o conhecem, portanto, Josef parte para a cidade até afim de misturar os negócios com o prazer… e tendo de arcar com as conseqüências disso.
Enfim, o trabalho não saiu como esperei, esta questão da revisão me atormenta e vai ser difícil me esquecer, fiz 70% do trabalho sozinho (a Multifoco ajudou a reproduzir os textos fisicamente, óbvio, os 30%), mas a história não terminou, pois já estou arrumando uns esquemas em outras mídias.
Agora, eu conto com vocês, leitores que não comentam porra nenhuma neste blog, caso estejam interessados, COMPREM!


Ciro, te darei os 10% de imagem, hehehehehe!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s