[The New 52] Red Lanterns e a obsessão do Benes

Nunca fui tanto de ler quadrinhos da DC Comics, editora dos ícones Batman e Superman, mas de uns anos para cá terminei dando atenção em certos títulos, como Lanterna Verde, o que até pouco tempo era impensável para mim. Eu não lia mais o Homem Aranha do universo comum da Marvel (o 616), apenas o outro universo, o Ultimate, criado no século passado a fim de dar uma nova roupagem – e nova opção – sem soterrar o universo que até quem não é fã de gibi conhece. E confesso a vocês que demorou bastante para eu estar “reincorporado” nos quadrinhos estadunidenses, pois passei bom tempo lendo só mangá, participando dos grupos de fãs (pelo qual só valia a pena por conta das garotas gostosinhas) e depois saí, “larguei as drogas”, os eventos de anime, o hábito de vestir fantasias (cosplay) e fiquei na minha. Eu colecionava quadrinhos estadunidenses de super-heróis quando criança (por isso o “reincorporado” agora), Hulk, Homem-Aranha e etc. Hoje eu estou lendo as duas maiores editoras, Marvel e DC, e aproveitarei o espaço deste blog furreca para falar mais sobre elas.
Recentemente a DC fez uma “rebootagem” com seus personagens, a… cronologia começou novamente, as histórias também, etc. Nem preciso dizer que Superman e Batman também estão inclusos nesse bolo, mas também não é preciso ser um gênio para saber que com o tempo as histórias, interessantes agora, serão desinteressantes mais tarde, mas como eu estou com um pouco de tempo livre, o melhor é dar uma lida no que tem de bom, certo? Beleza.
Red Lanterns é um dos títulos mais interessantes, inclusos no grupo da revista Lanterna Verde (que tem mais uns três ou quatro títulos interligados, assim como Super, Batman e mais alguns têm), que eu já acompanhava ano passado, no evento Blackest Night que englobou todo o universo DC. Os Lanternas Verdes são uma espécie de policiais do universo, com setores envolvendo diversos planetas, anéis movidos a lanternas cósmicas que lhe conferem materialização com o poder do anel (o construto, que dependendo da vontade do portador do anel pode se transformar em qualquer coisa) e etc. Tem todo aquele negócio de recrutamento, academia, graduação, “esta jurisdição é minha”, diversos alienígenas das mais diversas formas podem se tornar lanternas e etc. Hal Jordan é o protagonista e herói maior entre os lanternas verdes, tendo “herdado” o anel do alien (e lanterna) Abin Sur, que caiu com nave e tudo na Terra. Até onde sei os Lanternas não passaram por este recomeço editorial.
Atrocitus acaba por se tornar líder de outros tipos de lanternas, os Vermelhos, movidos pela Raiva, enquanto que os Verdes são movidos pela Força de Vontade. Por mais imbecil que seja Hal Jordan, ele fora escolhido como um dos Verdes, pois até mesmos os imbecis têm algum valor e por aí vai. Atrocitus tem lá seus motivos para viver da raiva: antes da criação dos lanternas os Guardiões do Universo criaram andróides a fim de patrulhar o universo, e por um “defeito” eles passam a matar cada ser vivo pela frente. Matam a mulher e filho do Atrocitus. Daí a raiva.
Sua base é o planeta Ysmault, de aparência vulcânica (como Oa é para os lanternas verdes), Atrocitus é o único lanterna vermelho dotado de raciocínio, todos os outros, exceto a Bleez – que vamos falar mais daqui a pouco – só sabem grunhir, gritar e brigar, como cães de guarda. Recentemente o Atrocitus achou por bem ter uma ajudante para realizar lá os seus planos de dominação universal. Ele escolhe Bleez, do planeta Havania, anteriormente uma princesa linda e arrogante que vivia recusando propostas de casamento.
Bleez
Num belo dia, tem sua mãe morta por um lanterna amarelo – os Amarelos têm o Medo como força maior, têm como chefe o ex-lanterna verde Sinestro, cujo séquito de Amarelos são nada mais que psicopatas e assassinos da pior estirpe. Vira escrava sexual e tem suas asas arrancadas. E esse sofrimento segue até se tornar lanterna vermelha e executar sua vingança.
Não tirei essa porra de lugar nenhum, eu realmente li os gibis, hein? Hahaha.
Certo, é uma pena que nem todos os lanternas vermelhos têm uma história, exceto ela, Atrocitus, o gato Dex-Starr e Laira. Lembro que nos eventos precedentes e entre Blackest Night o desenho ficou à cargo do brasileiro Ivan Reis, posso estar errado. Agora a revista Red Lanterns está com o outro brasileiro, Ed Benes. Há algum problema com isso?

MAS É CLARO QUE SIM, PORCARIA!

Birds of Prey
 
Não há problema algum com a pessoa Ed Benes, este nordestino que há anos trabalha para a DC Comics, que não fala inglês – recebe os roteiros traduzidos – e tudo o mais. Há uns 5 anos atrás eu colecionava a revista Novos Titãs (também da DC), de qualquer forma vendo o seu desenho, na série Birds of Prey, da BatFamília, Batman & seus amiguinhos. Já saquei a especialidade do maluco: são mulheres sempre gostosas, em poses sensuais, que de certa forma acaba chamando mais atenção que o roteiro em si do papel higiênico, digo, do gibi. O que é ruim. Problema do Benes é justamente banalizar toda a coisa. Sei lá, se eu quiser me masturbar eu vejo um vídeo ou compro uma revista adulta, tanta mulher em pose provocante acaba simplesmente detonando a proposta do gibi. E em Birds of Prey, um quadrinho cheio de mulher gostosa, dá a pensar que bater uma punheta serve mais do que ler o que tem que ser lido! Também tem o fato dele não saber diferenciar tanto no rosto das mulheres (mesmo problema de um bom desenhista, o Frank Quitely), se esmerando apenas em colocar bons e grandes peitos, boas ancas e grandes coxas. Certo, quer dizer que eu não precisaria mais comprar a Playboy ou a Sexy, não é? Se bem que eu nem compro…
Desenhista limitadíssimo, é claro. Com limitações irritantes. Mas é isso, o cara só é isso e pronto. Desenhista é o que dá e sobra no Brasil. Roteiro que é bom, nada, e esta é a maior dificuldade do desenhista, porque (ao menos aqui) a dobradinha desenho+roteiro não casa em uma só pessoa. Isso vale tanto para quem se intima a fazer comics ou mangá. Geralmente não ligo para isso, se não me envolve, tá beleza, mas daí fica difícil demais ler e ver as manias de sempre manifestadas em cada página. Por isso que eu até selecionei umas amostras do trabalho do Benes em Red Lanterns. Está certo que ele não é um picareta genuíno, como o Greg Land, que copia poses de atrizes pornôs em revistas para fazer personagens na Marvel, mas conseguiu fazer um estrago imenso. Pode ter sido uma decisão do editor – o que não duvido – em tornar Bleez mais sensual… o que é uma merda da mesma forma.
Essa Bleez acima não foi feita por ele, neste quadrinho (de sua origem) ela tem um corpo mais magro, não lembro se o desenhista foi o Reis. Já as da Bleez abaixo são as dele.
 
 

Ed Benes

É, definitivamente, não queria ler Red Lanterns para me masturbar.
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