É, eu não morri.

Não ando postando tanto porque estou apinhado de proje… mentira. São praticamente os mesmos de sempre. Engraçado que passei tanto tempo pensando nisso – lá no trabalho, principalmente –, e agora não me sai quase nada. Ah, eu podia falar sobre meu primeiro livro, o que tanto critiquei, porque se a gente abrir e dar uma lida agora vai se arrepender amargamente, mais uma vez, por tê-lo feito tanto nas coxas. No improviso. Chega disso, né, vocês já entenderam. Como sempre somos tentados a fazer mais uma vez e de forma melhor – ao menos que não subestime a própria capacidade – eu desenterrei uma porrada de ideias, dei uma renovada e penso que, com toda a certeza, senão viáveis. “engolíveis”.

Passei uns meses escrevendo o romance “Nirvana” – que não tem nada a ver com… vocês sabem quem! -, sem qualquer empolgação, me dando ao luxo de cometer os mesmos erros feitos em “Homem de Lata”: a putaria propriamente dita. Seguinte, eu não sou um Bukowski, que conseguia extrair coisa boa deste tema – aliás, de todo o tema que envolvia os classe-baixa e marginalizados em geral –, mas ao menos tento, e quando feito contendo a sede de abordar putaria non-stop e futilidades posso dizer que fico satisfeito com o resultado final. Em “O Homem de Lata”, o Josef lá não passava dum putanheiro que sempre tirava uma casquinha de qualquer mulher que passava em sua frente. Cara irritante, eu até botei ele pra ser um mau-caráter mesmo, só que errei a mão, e tava errando em igual medida com este Robson Fernandes da Silva, ex-volante do clube escocês Hibernian FC, que volta ao Brasil “pra relaxar” depois de passar 8 anos trancafiado. Robson é mais quieto, avesso à badalações, além de ignorar a chuva de mulheres que caíam direto no colo dele enquanto famoso. Agora que se tornou um merdão, ele se manda pro Brasil: primeiro para ter o que fazer. Segundo, pela saudade – não adianta, posso estar na porra do Canadá ou na Austrália, vou sentir saudades desse país de bosta – e terceiro, para atingir o “Nirvana” por meio da labuta e dureza de vida. Ele já levou umas belas surras da vida quando era um favelado, isso, claro, antes dele jogar futebol no seu primeiro clube, o Boavista lá de Saquarema (cidade do estado do Rio). O clube existe mesmo, como todas as locações e algumas situações.

E como sou meio Walter Salles, exploraria o conceito de road movie – nesse caso seria road book – que pus tanto n’”O Homem de Lata” quanto nos outros livros, aquele do indígena que sai do interior do Amapá pro Rio, a da menina Cassandra que foge da casa dos pais e fica vagando por São Paulo. E por que eu insisto em colocar isso? Ahn… por que fez parte da minha vida? Acredito que a gente só mexe no que a gente conhece, ir além disso é pedir, mais uma vez, pra fazer o mais convincente possível. Ninguém quer gastar grana com merda, não é, cara?

E eu escrevi PRA CACETE esse “Nirvana”, tô no capítulo 7. É eu sou lerdo também, porque nestes tempos de ocupação jogo umas 2 páginas por dia, e alguns dias rola apenas meia-página. De pronto só tenho o roteiro básico, como o personagem é, onde mora… então para chegar até o desfecho eu tenho de por minha mente pra trabalhar, o “durante” do livro até o final. Também tem as mudanças de ideia, como essa coisa de eu querer “rebootar” a porra toda. É porque eu tô insatisfeito mesmo, quero deixar o maluco menos tarado, além de tornar a história menos dependente da putaria.

Penso em fazer um novo “O Homem de Lata”. Vocês podem dizer “ah, é primeiro livro, acontece essas merdas”, mas eu meio que fui pressionado por mim para publicar essa joça. Foi do jeito que saiu, ou seja… já sabem. Mas creio que meu “talento” não é apenas isso. Porra, vai me dizer que você considera detentor de apenas um talento? Quando a gente pode cavar e encontrar coisas mais boas, sendo jovem ou velho? Só tô dizendo isso no sentido de TERMOS O QUE FAZER NESSE MUNDO. Só encher o cu de empresa – ou encher o próprio cu, caso você seja autônomo – é pouco. Vai lá praticar um esporte, quem sabe cê não pára nas Olimpíadas? Ou ENTÃO… vai lá dedicar sua vida a um fórum de discussões. Vai lá passar o dia inteiro enchendo o rabo de droga (pois tua vida já é uma droga, né?)… ou ouvindo aquele forró de ritmo plagiado do último hit da Rihanna…

Mais uma: vou precisar de um espaço maior e mais “profissional” pra despejar estas besteiras, resenhas e o escambau. Pretendo montar um site, chamar uns amigos para resenharmos gibis, filmes, álbuns e partir para shows – o que seria um retorno –, levar a coisa a sério NA BASE DA BRINCADEIRA. Ou seja, as coisas vão mudar, mas para um jeito divertido. Já tem umas resenhas na agulha, me aguardem.

Voltando ao livro “Nirvana”, é sobre o tal Robson, naturalizado escocês, divorciado, com aquela cara de paisagem, de que tá de saco cheio de tudo e todos. Tanto ele quanto as personagens mais importantes tão em busca da satisfação plena e pessoal, dane-se se de forma mais absurda possível. Elas querem paz, iluminação OOMMMMM O NIRVANA PROPRIAMENTE DITO. Almejo umas 250 páginas, pra não encher tanto o teu e o meu saco. Vai ser uma história redondinha, divertida e mais simples e menos pretensiosa que o “Homem de Lata” – se bem que, se houvesse alguma pretensão naquela coisa seria mais um motivo para fazer um trabalho perfeito –, já que eu devo me importar bastante com compradores em potencial.

É, falei demais, até mais tarde. Aguardem novidadEEEEEEEERRRRRGGH!!!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s