Olimpíadas 2012

Pessoal, deu tudo certo nessas Olimpí… putz, errei. É que eu estava ensaiando para quando os Jogos Olímpicos de Verão for no Rio de Janeiro, em 2016, depois da Copa brasileira. Sabe como é, é tanta expectativa de dar errado que ensaiei essa “Pessoal, deu tudo certo nessas Olimpíadas! Eu estou tremendamente surpreendido!” para o final. Mas eu preciso dizer que este não é o meu desejo? Certo, vou deixar bem claro: Eu torço para que as Olimpíadas de 2016 sejam um fracasso. Porque nosso país merece. Derrota e Brasil tão na mesma cartilha. Por isso que seria mesmo uma surpresa caso ocorra tudo bem. Assim como “ocorreu” nos Panamericanos de 2007, sem deixar porcaria de legado algum, além do bom e velho mau uso do dinheiro público. Naquele período o Rio assemelhava-se a níveis europeus, em segurança pública, Força Nacional e o escambau. Tudo bem maquiadinho para agradar estrangeiro e a quem não morava naquela pocilga. Depois, voltamos à programação normal, como era de se esperar.

As Olimpíadas de Londres também foram um sucesso em não deixar patente fracassos anteriormente cobertos por promessas, mas pelo puro e simples fracasso de quem já é tarimbado. Apesar de uns ou outros talentosos vencedores que certamente serão masturbados pela Mídia sempre que possível (Arthur Zanetti é um deles), os “vencedores eternos”, os sempre pressionados por tudo e todos, manifestando o desejo intenso, genérico e repentino de medalha (de OURO! Atentem bem! SEMPRE DE OURO! As outras não são nada!) no âmago da alma do torcedor brasileiro, saíram mais que derrotados. Não apenas por vazar toda a confiança depositada do torcedor médio até emissoras de tv, passando pelas estatais que patrocinam estes mesmos atletas.

“Ai, o ventinho. Eu não posso saltar com esse vento soprando desse lado. Uiuiui!” – Fabiana Murer, saltadora

Estou um pouco cansado, e isso acabou me prejudicando um pouco” – Cesar Cielo, nadador, bronze após ter disputado a final dos 100m
 

“Amarelei” – Diego Hypolito, ginasta, caindo pela segunda vez na segunda olimpíada consecutiva

“A gente veio não para pegar medalha, mas experiência.” – Fernando Saraiva, halterofilista
As Olimpíadas 2012 valeram quase que exclusivamente por estes caras, alguns confortados pela fama, outros que vieram para Londres levando o pretexto “turismo” à risca, como o gordo acima. Mas qual seria a próxima desculpa esfarrapada do sujeito caso fracasse em 2016? “Ah, a beleza natural do Rio de Janeiro me deixou tão maravilhado que me esqueci de me esforçar na prova!” ou “Eu estava preocupadíssimo com a minha segurança, ela vem em primeiro lugar!” Entendo que Londres é linda, mas o Rio é mais. Logo, estas desculpinhas ditas acima serão bem justificadas. Vamos dar um desconto porque eles estarão na cidade mais bonita do mundo, gente…
“Mimimi, tô chateado”
Mas é claro que fica impossível não falar da pior seleção brasileira de todos os tempos. Até considero as Olimpíadas mais importantes em testar o queridinho da mídia que a Copa do Mundo, pois a medalha de prata, conquistada com muito esforço (para quem levou sufoco do time de HONDURAS e meteu vitórias – previsivelmente – magras em adversários historicamente patéticos), desceu como gosto de bosta na goela dos simpatizantes da fracassada Era Mano, que claro, está sendo empurrada com a barriga até o “destino final”, a Copa de 2014, onde, se Odin permitir, seja desferido um novo MARACANAZZO, a fim de perpetuar merecidamente na cabeça de bagre de todos os seres humanos viventes. Qualquer um sabe que esta Seleção não chega perto da anterior (do técnico Dunga) e que alcança o pódio sobre uma pilha de adversários sem expressão. “Ora,”, vocês questionariam, “mas como você disse, Honduras deu sufoco pro Brasil! Não existem mais bobos no futebol. E, como disse novamente, eles fizeram vitórias magras em adversários historicamente paté–“, eu sei, mas ainda assim sem expressão. Não há tanta certeza de que um destes que figuram nas piores colocações do ranking da FIFA vá reaparecer aí surpreendendo de novo. Ainda puxarão muito saco da Espanha (Copa das Confederações é ano que vem, vai valer a pena vê-la enrabando o Brasil) e destas seleções de ponta, merecidamente. O negócio é que a prata foi um duro baque, assemelhando-se à medalhas de LATÃO (a sensação “térmica” foi essa, hehehe!), em que mais uma vez, mais uma, e não será a última, questiono: Até quando a CBF vai insistir em manter estes caras? Mano Menezes, Neymar e cia.? Tá, até eles serem enrabados na Copa, mas está claro há tempos que esses moleques estão sem a menor condição até de passar das Quartas de Final, onde o Brasil do Dunga estacionou, na copa passada. Se aquela seleção era melhor que esta e parou ali, que podemos dizer da Selemano? Será que finalmente a mídia em geral (incluindo a tv Globo) vai tomar vergonha na puta da cara e parar de bajular o Neymar?

Então você pensa: se há uma legião de odiadores desta seleção é porque realmente as coisas não são nada boas. Uma galera direcionou seu gosto para a seleção feminina de futebol, que caiu. Depois passaram para os macacos velhos do vôlei, que proporcionalmente falando chegaram mais longe, e perderam. Daí, como previsto, as meninas do vôlei foram lá e venceram. Passar a Rússia foi ainda mais importante do que vencer a própria final. Técnico José Roberto Guimarães que o diga.

ISSO QUE É SELEÇÃO BRASILEIRA, PORRA!
“Mimimi, mas vôlei é vôlei, futebol é futebol…”

É certo que depois do fracasso da Selemano e da conquista de outras modalidades menos festejadas,  os investimentos serão melhor distribuídos, algo que devia ter ocorrido desde antes das Olimpíadas de Pequim. Mas sabem como é, somos atrasados demais… às vezes até por masoquismo.

Daí, quando a lendária participação brasileira dava sinais de seu fim…

… somos brindados com isso. É que eu tinha me esquecido de que obrigatoriamente o próximo país-sede das Olimpíadas tem alguns segundos de apresentação, para ver o que nos aguarda. Certo, internacionalmente falando o Brasil concentra-se todo no RIO DE JANEIRO e em seus costumes: samba, futebol (Pelé surgiu numa apresentação surpresa, viram?), caipirinha e afins. Os demais estados e seus costumes inexistem. O Rio prossegue sendo a capital cultural do Brasil e até mesmo capital “federal” para alguns. Não tem estrangeiro que ainda pensa que a capital é o Rio (Brasília tomou o posto em 1960)? Pois é. Eu só não entendi a presença da Izabel Goulart ali.

Opa, é a Alessandra Ambrósio. Elas são parecidas.

Espere aí: uma coisa que chamou atenção – e não só minha – foi o Pentatlo, a última modalidade, também um dos menos conhecidos por aqui. Não só pela Yane Marques ter conquistado o bronze, mas porque, tendo a carga de treino que tem, a qualificação que tem e as diversas provas distintas a fazer, realmente o Pentatlo não interessaria a um povo que só se importa com futebol e que, agora está se abrindo a outras modalidades (como o vôlei), tendo em vista o fracasso da seleção masculina de futebol. E da de vôlei masculino também, fiquem com esse fato. Mas nem em 1000 anos o Pentatlo seria festejado por aqui. 


Bom, podia ser pior. Agora as Paraolimpíadas (“Paralimpíadas” é a minha…) fornecem mais uma vez atletas brasileiros bem melhores que os “oficiais”, os eleitos pela Mídia. Nada surpreendente até aí.
A Olimpíada de Londres foi bem divertida, mas a diversão maior mesmo será aqui, e pelos motivos que já citei. Tem cara de ser a maior de todos os tempos, dando o maior vexame de todos os tempos. 

Para entrar para a História. Preciso continuar vivo para ver.

PS: só postei agora por preguiça, hein?

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