O Espetacular Homem Aranha

Talvez um dos filmes mais defendidos por mim. Não que tivesse me aborrecido com o Homem-Aranha 3, aquele péssimo filme (Raimi não tinha tanto dedo nisso, dizem) que só vale pelas cenas de ação, as maiores da franquia antiga, mas porque, apesar de preferir o elenco original, tirando a Kirsten Dunst, via que devíamos dar uma chance a este novo, dirigido pelo diretor daquele drama choroso e metido a espertinho (500 dias… vocês sabem) com um “sistema” copiado até por propaganda de carro, trazendo na rebarba aquele bando de moderninho insuportável para o cinema. Não fui louco de ver tanto o dramalhão quanto este novo Aranha no cinema. Vai que eu encontro as bichas? Certo, baby, se você não é tão tranquilo assim, frequentar cinemas é como encarar prova de fogo. E quem te disse que a última sessão podia salvar sua bunda? Hah.

Daí a Sony (detentora dos direitos cinematográficos do Aranha) aproveita o sucesso da Rede Social e pegam o Eduardo Save… Andrew Garfield para compor o novo Peter, que de Peter não tem nada. Alguns dizem que ele se assemelha ao Aranha Ultimate… não. Em todos os sentidos, não tem nada a ver. Aqui não temos uma Gwen Stacy rebelde, não temos verborragia masturbatória e utilização dos mesmos quadros – mais masturbação – todo o tempo. Esquece isso, estas duas últimas características se adequam aos títulos “artê” travestidos de mainstream, como Alias, do mesmo roteirista do Aranha Ultimate, o Brian Michael Bendis, que só não é o queridinho-mor dos leitores indies da Marvel (já foi) porque temos o Matt Fracation. No Ultimate a punheta propriamente dita são os closes absurdos do Mike Bagley, desenhista mais do que conhecido do aracnídeo. Mas isso não complica tudo. Por um bom tempo o título Ultimate não se torna insuportável. O que não se pode dizer deste filme.

Ingresso de cinema tá caro, amigos, e ainda temos de nos desdobrar para conseguir uma cópia legendada e não-3D (tecnologia hoje desnecessária, tornou-se um câncer). Baixei na CAM sem medo de ser feliz, o que não me fez deixar-me de fora das coisas do filme. Antes, tanta gente reclamando do uniforme, das sapatilhas, dos lançadores de telha… até do visor da máscara! AIIN MAS TÁ AMARELO FEITO MIJO! Sabem aquele nerd imbecil que só reclama? Existem muitos por aí, não é mesmo? Mas não tiveram a audácia, a pachorra de falar mal da Emma Stone, que fez uma Gwen Stacy mais possível para o contato humano que a terrivelmente monumental deliciosa feita pela Bryce Dallas Howard no terceiro filme. Apesar de toda aquela gostosura, ela ajudou a soterrar o mesmo, lidem com isso, amigos. Claro, não dá para voltar no tempo e impedir que punhetas sejam batidas, e bem batidas, diga-se.

Para comer com carinho

O clima do filme, a todo o tempo, paira entre o comum e o depressivo, o que se podia esperar desde o começo. Isso nem chega a ser problema, o mal foi o desenvolvimento, alguns avassaladores, que ao menos serviram para definir o dom interpretativo do moleque protagonista aí. Chatinho e dispensável. Mesmo sendo pau mandado, torna-se irritante quando se debruça sobre o corpo do igualmente sem graça Tio Ben (do Martin Sheen). Tia May (Sally Field) não chega aos pés da original. Daí você puxa o que fez ocorrer aquilo e solta um bocejo. Você só está passando o que este filme representa: um enorme bocejo. E um comichão na garganta. Pequeno, mas incômodo.

Não vou falar do vilão Lagarto, que tinha tudo para ser bem construído, do design do monstro até a motivação do personagem,
Não vou falar da PUTARIA que é o Homem-Aranha tirar a máscara TODA HORA,
Não vou falar do momento primário e constrangedor do momento “penetra” de Peter na Oscorp.
Ao mesmo tempo em que a cena do Aranha humilhando o ladrão de carros, apesar de divertida, foi desnecessária, passou do ponto.

Neste caso, que podemos elogiar?

Homem-Aranha mais aracnídeo, como sempre devia ser. A sequência dele envolvendo o Lagarto com as teias enquanto circula sobre ele, além do plano das teias no esgoto, foram fenomenais. Não utilizaram tanto CG no herói como fizeram na franquia anterior, a ponto de deixá-lo como um boneco em certos momentos. Mas é uma pena que coisas tão boas sejam sobrepujadas ao que tem de ruim. É porque naturalmente os erros são mais atrativos mesmo. Quem não gosta de falar mal de um filme?

Eu realmente adoro aparecer

Então… quer dizer que este é o Superman Returns da Marvel (ou melhor, da FOX)? Você acha que é?

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