Chiquititas 2013

Quem tem ou quase tem 30 anos de idade lembra da novela Chiquititas, uma versão brasileira de um sucesso argentino, exibida no SBT em 1997, que teve temporadas até cansar e que previsivelmente boa parte dos atores bandearam para a maior emissora do país e etc. Desde aqueles tempos assistia de curioso, era uma segunda via ao que considerava interessante no horário nobre – a outra eram os desenhos animados japoneses, como Yu Yu Hakusho. O “plot” vocês já sabem: aventuras de crianças e adolescentes num orfanato, desenlace amoroso entre alguns adultos, músicas, uniformes em cores vivas, toda essa tintura feliz e por aí. Então em 2013 calha da filha do todo poderoso do SBT fazer uma nova versão da versão antiga de Chiquititas. Ao invés de investir numa história com novos personagens ela pôs um remake com todos os antigos personagens, as mesmas músicas e extravasando no adocicar que em épocas passadas podia ser um exagero.

Daí, claro, tive a pachorra de assistir o primeiro capítulo dessa versão tão alardeada. Há um quê de plástico e falsificado nesse produto e os atores mirins, quase inacreditavelmente, são piores que os antigos, ou seja, até nisso resolveram seguir a esteira de “Carrossel”, a versão brasileira de uma novela mexicana, de protagonistas infantes, que está encerrando. Como em 1997 as personagens daqui passam suas diferentes personalidades, mas que nas poses das pequenas atrizes deixa exagerado e falso, e é provável que não consertem isto durante toda a novela – ou seja, o louco (ou a criança, no caso de uns 95% dos telespectadores da novela) que assistirá isso terá de agüentar.

Na década passada eles exibiram duas versões argentinas de Chiquititas: Chiquititas 2000 (exibida aqui em 2007) e Chiquititas 2008 (exibida aqui em 2008). Essa 2000 serviu como primeira aparição para o público brasileiro dos famosos atores argentinos Camila Bordonaba, Felipe Colombo, Luisana Lopilato e Benjamín Rojas, que posteriormente seriam aproveitados pela criadora da novela em Rebelde Way, outro grande sucesso (que originou a versão mexicana, Rebelde, que fez bastante sucesso anos atrás). Hoje Camila virou neo-hippie, rodando a Argentina em um projeto de teatro e artes chamado Arcoyrá.

Mas é claro que o mais interessante de tudo isso é ver como elas ficaram após tantos anos…


Não vou assistir esse remake não porque eu cresci, dá licença.

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Publicado em: TV

23 comentários sobre “Chiquititas 2013

  1. Anônimo disse:

    Você não vai assistir esse remake porque cresceu ou porque os atores são ruins? Interessante que você fala com conhecimento da franquia. Sim, concordo com o que você disse e acho essa tal Iris Abravanel nisso também é para tentar apagar a má impressão dela como escritora da histórias originais, visto que sua novela Revelação foi uma bosta completa. Pegar roteiros originais e fazer mudanças para se adequar a realidade atual é mais fácil e não exige muito. Isso é mal para ela.

  2. Anônimo disse:

    Mais algumas considerações:

    Quanto a artificialidade do produto eu concordo plenamente: aliás quando a cenários e afins o SBT não tem qualidade (com exceções de Éramos Seis entre outras produções dos anos 90), a Record tem estrutura muito melhor, porém peca com novelas ruins e tenta recauchutar da mesma forma que o SBT, mas sem sucesso. Não comento nem a Globo, que para mim vive mais da imagem do passado do que de coisas interessantes do persente, usa demasiado suas Glória Perez e Walcyr Carrrasco e já mostra sinais de desgaste, até porque ela não tem de onde pegar novos talendos dessas produções e também investe em remakes de suas próprias produções.

    Produções assim por incrível que pareça só dão certo no SBT, porém o canal não tem infraestrutura que preste e não prentende investir nisso, mas não é so a mídia da teledramaturgia que sofre com isto ultimamente. Faz falta uma emissora que revele novos talentos e novos escritores, o que vemos é uma teledramaturgia cansada quase em coma.

  3. David disse:

    Disse que não assistiria porque cresci, mas de que adiantou falar? Dá 20:30 e estou lá de rosto enfiado na televisão enquanto trabalho. O fato de também estar sendo planejados 300 episódios (quase 1 ano de exibição) torna a coisa praticamente impossível de ser ignorada, especialmente porque, como disse, assisti bastante as antigas Chiquititas.

    Também considero a adaptação de uma idéia pronta como Chiquititas 97 um exercício preguiçoso e mais uma tentativa de provocar êxito, visto que, como sabemos, Iris fracassou em todas as suas tentativas de emplacar tramas “adultas”. Carrossel, não obstante as atuações pobres das crianças, faz um estrondoso sucesso. Esta versão de Chiquititas provavelmente irá pelo mesmo caminho, porque o público-alvo naturalmente não tem um pingo de exigência (estamos falando de crianças, certo?).

    Tirando a recauchutagem destas tramas, o SBT é mesmo falho na teledramaturgia “em geral”. A Globo é quase constantemente salva (não apenas em questões de audiência) por um talento jovem, João Emanuel Carneiro, embora não tenha um roteiro de todo infalível (exemplo, não sabe concluir bem as tramas).

    Em suma, apesar de não parecer, torço pelo sucesso destas Chiquititas, especialmente para prosseguir e ampliar as opções de entretenimento. Estas crianças, por mais que explicitem “vida”, mostram o contrário, situações forçadas e comicidade exagerada. Não era assim na geração antiga. Mas, reitero, torço pelo sucesso, até porque assumidamente resolvi assistir.

  4. Anônimo disse:

    Disse que não assistiria porque cresci, mas de que adiantou falar? Dá 20:30 e estou lá de rosto enfiado na televisão enquanto trabalho. O fato de também estar sendo planejados 300 episódios (quase 1 ano de exibição) torna a coisa praticamente impossível de ser ignorada, especialmente porque, como disse, assisti bastante as antigas Chiquititas.

    Também considero a adaptação de uma idéia pronta como Chiquititas 97 um exercício preguiçoso e mais uma tentativa de provocar êxito, visto que, como sabemos, Iris fracassou em todas as suas tentativas de emplacar tramas “adultas”. Carrossel, não obstante as atuações pobres das crianças, faz um estrondoso sucesso. Esta versão de Chiquititas provavelmente irá pelo mesmo caminho, porque o público-alvo naturalmente não tem um pingo de exigência (estamos falando de crianças, certo?).

    -Sim é uma idéia pronta, foi no passado e agora está sendo mais ainda. Antes eles usavam locações da trama original para fazer a versão brasileira, hoje o SBT tem que usar as suas próprias locações, é como diseste: é muito artificial a versão atual comparada a versão antiga. Até Carrosel foi assim, mas o público infantil está carente e essas coisas foram o que restaram porque o resto o politicamente correto levou.

    -Sem problemas, amigo. Mas é aquela por mais que crescidos quando algo nos marca, queremos reencontrar aquilo.

  5. Anônimo disse:

    Tirando a recauchutagem destas tramas, o SBT é mesmo falho na teledramaturgia “em geral”. A Globo é quase constantemente salva (não apenas em questões de audiência) por um talento jovem, João Emanuel Carneiro, embora não tenha um roteiro de todo infalível (exemplo, não sabe concluir bem as tramas).

    – A Globo só tem isso, infelizmente. Faz falta maior investimento em escritores, só se pensa nos artistas. Nem a Record, que eu tinha esperanças, conseguiu renovar a teledramaturgia. Pensou em só copiar e pegar artistas Globais. Pensou que dinheiro compra competência, compra talento e compra sucesso. Uma lição que fica: dinheiro viabiliza projetos, mas não garante sucesso dos mesmos.

    Em suma, apesar de não parecer, torço pelo sucesso destas Chiquititas, especialmente para prosseguir e ampliar as opções de entretenimento. Estas crianças, por mais que explicitem “vida”, mostram o contrário, situações forçadas e comicidade exagerada. Não era assim na geração antiga. Mas, reitero, torço pelo sucesso, até porque assumidamente resolvi assistir.

    -Também concordo, mas não se esqueca que é algo que o SBT está fazendo sozinho. Antes tinha suporte da equipe do original para copiar, agora é tudo ela. Vai ser um sucesso comercial como Carrosel NÃO HÁ DÚVIDAS, mas como qualidade não conte muito mesmo. Chiquititas original foi um projeto muito bem feito, essa aí vai tentar ser. Tenho minhas dúvidas ainda (não pude ver um episódio ainda), mas pelo como Carrosel ia (cheguei a ver uns episódios) já vi que não deve se esperar muito. Até porque foi o que sobrou para exibir nesse universo politicamente correto que vivemos atualmente.

  6. David disse:

    As novelas globais, salvo raríssimas exceções, são “plásticas”, descartáveis. Eu tive a pachorra de assistir a reprise de “Felicidade” no VIVA, novela que considero a melhor do Manoel Carlos, pois ali ele foi perfeito do início ao fim. Agora, compare esta novela (que era DAS SEIS, inclusive) com as atuais…

    Também assisti alguns episódios de Carrossel, mas excetuando a Maísa (até ela erra de vez em quando) não há crianças íntimas com a atuação. Eles tiveram a façanha de tornar-se distintos da versão mexicana, tiveram “luz própria” e andaram sob as próprias pernas com algumas características próprias, mas a atuação da maioria ainda fica devendo.

    Record cometeu o erro de apoiar-se demais em ex-atores globais, e como poucos foram seduzidos pelo alto salário ficamos vendo-os sempre em novela após novela. Só ver quantas novelas a Lucinha Lins estrela por lá, uma atrás da outra. Fizeram coisas dignas de nota, como “Vidas Opostas” e a primeira temporada de “Caminhos do Coração”, mas no fim das contas foi fogo de palha. Eles estão morrendo. A versão brasileira de Rebelde foi cancelada por baixa audiência, apesar de ter a participação da Dulce María.

    Quanto a estas novas Chiquititas, há um acerto a apontar: o fato das músicas cantadas pelas meninas não serem dubladas. Como esta aqui, que inclusive considero boa música: http://www.youtube.com/watch?v=pJljY7Prho8

    Eu gostei.

  7. Anônimo disse:

    As novelas globais, salvo raríssimas exceções, são “plásticas”, descartáveis. Eu tive a pachorra de assistir a reprise de “Felicidade” no VIVA, novela que considero a melhor do Manoel Carlos, pois ali ele foi perfeito do início ao fim. Agora, compare esta novela (que era DAS SEIS, inclusive) com as atuais…

    Eu iria de outra via: compara essa novela do Manoel Carlos com as atuais. O cara se acomodou numa linearidade de trama que satura, se não fosse a marca global e o marketing em cima, não estaria tanto no alto. Claro, antigamente as novelas das 6 eram em sua maioria melhores e mais interessantes. Hoje está tudo muito podado com essa história de ética na TV que o PT criou. Hoje tem que ser tudo suavizado, até demais só restou novelas entre outras produções próprias para as emissoras, internet virou substituto para muitas atrações.

  8. Anônimo disse:

    Também assisti alguns episódios de Carrossel, mas excetuando a Maísa (até ela erra de vez em quando) não há crianças íntimas com a atuação. Eles tiveram a façanha de tornar-se distintos da versão mexicana, tiveram “luz própria” e andaram sob as próprias pernas com algumas características próprias, mas a atuação da maioria ainda fica devendo.

    A única realmente profissional no elenco de Carrosel é a Larissa Manoela (Maria Joaquina). O resto era que na maioria escalação a lá elenco de Malhação. Maísa tem evoluido pouco, mas a pior era a Aysha filha de Simony que faz a Laura, nota-se que sua interpretação é forçada, até isto é alvo de críticas já que a mãe quer enfiar goela abaixo da menina a carreira artística. Espero que ela tenha seu momento Sasha e consiga se libertar dessa merda.

    Record cometeu o erro de apoiar-se demais em ex-atores globais, e como poucos foram seduzidos pelo alto salário ficamos vendo-os sempre em novela após novela. Só ver quantas novelas a Lucinha Lins estrela por lá, uma atrás da outra. Fizeram coisas dignas de nota, como “Vidas Opostas” e a primeira temporada de “Caminhos do Coração”, mas no fim das contas foi fogo de palha. Eles estão morrendo. A versão brasileira de Rebelde foi cancelada por baixa audiência, apesar de ter a participação da Dulce María.

    – Rercord, além de achar que dinheiro é solução para tudo, tem outro problema: todo ano a diretoria da emissora muda, o que causa rebuliço e incosntância na programação pior que o SBT. Honorilton está fora atualmente, mas duvido que a coisa melhore. A emissora tem que buscar um identidade urgentemente e largar a mão de querer ser Globo, só dá certo se houver gente competente e uma equipe fixa boa. Não esse samba louco que se muda a cúpula de decisão a cada ano. Agora uma coisa que eu admiro é o cuidado e o capricho que eles cuidam de produções Bíblicas. Dão certo sim, mas o problema é que fica só nisso. O fim foi a reexibição de Rei Davi que é uma série recente. Coisa que seria mais rentável é um lançamento em dvd e quem sabe um bom tempo depois, exibi-la novamente.

  9. Anônimo disse:

    Quanto a estas novas Chiquititas, há um acerto a apontar: o fato das músicas cantadas pelas meninas não serem dubladas. Como esta aqui, que inclusive considero boa música: http://www.youtube.com/watch?v=pJljY7Prho8

    Melhorou muito mesmo.

    Ah, nem citei a Band no quesito teledramaturgia. Se bem que a Band também parece que quando achamos que vai entrar no nicho some, talvez por conta de suas produções serem sempre tiros nágua.

  10. Anônimo disse:

    Fizeram coisas dignas de nota, como “Vidas Opostas” e a primeira temporada de “Caminhos do Coração”, mas no fim das contas foi fogo de palha. Eles estão morrendo. A versão brasileira de Rebelde foi cancelada por baixa audiência, apesar de ter a participação da Dulce María.

    Eu gostaria de por Máscaras a esta lista: tá a novela prometia muito e foi uma merda, mas achei que a idéia tinha potencial para ser algo bom, pena que como disse é dinheiro querendo comprar competência sem cobrar de quem faz.

  11. David disse:

    É que eu passei no blog dela dizendo que “realmente, não dá para ler textos de mulheres” pelos motivos que citei acima.

    Compreensível ela me chamar de machista, embora, por incrível que pareça, não seja verdade.

  12. Anônimo disse:

    É que vivemos num mundo onde não podemos achar que um grupo ou um gênero não nos agrada fazendo certas coisas. Pra mim esse politicamente correto já deu.

  13. Louie K. disse:

    Aliás, no meu blog da minha esposa brother. E “por incrível que pareça” você pode não ser machista, mas não teve nenhum argumento pra comentar no blog. Bem irrelevante sua passada lá. Coração 😉

  14. Louie K. disse:

    Engraçado que quando a pessoa quer opinar deixa seu comentário e acha ruim ser julgado por isso, e quando tem um blog também e escreve nele desta forma aí tipo… tá tranquilo.

  15. Louie K. disse:

    ” David29 julho, 2013 19:25
    É, não dá pra ler blogs escritos por mulher mesmo…”

    ” Só acho que mulher escreve de uma forma menos “firme” e mais sentimental “

    “Blogger David disse…
    É que eu passei no blog dela dizendo que “realmente, não dá para ler textos de mulheres” pelos motivos que citei acima.

    Compreensível ela me chamar de machista, embora, por incrível que pareça, não seja verdade.”

    Bom, pelo menos podia assumir igual macho o que comentou não é mesmo?

  16. Anônimo disse:

    Esse pessoal entra num frenesi com cada comentário. E daí que o David acha que mulheres não são boas escritoras? Ele tem o direito de achar isso tanto quanto a sua esposa tem de escrever. Ela não tem a obrigação de escrever para agradar a todos nem a missão de mudar a cabeça dos outros. Esses feministas modernos.

  17. Anônimo disse:

    Amooo chuiquititaas… e se isso me faz pior ou melhor, sabe de uma??? To nem ai… criticar os outros é facil, quero ver supera-los…
    Ainda ñ acredito que existe machista nesse mundo…aff!!!

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