[The Wolverine] AINDA buscando a "essência do personagem"…

Como seria se o Wolverine nos cinemas fosse o Dougray Scott, hein? 

Pior que o cara desapareceu dos holofotes praticamente depois da escolha em Hugh Jackman, 1,90m, pra compor o baixinho mais visado dos quadrinhos. O último filme “de nota” que o Scott fez foi aquele hediondo Missão: Impossível 2 (não adianta, só o primeiro prestou) e puf! O puto sumiu e fora uns malacos, ninguém se importa com isso. Eu não deveria me importar, mas vale tudo pra começar essa crítica descendo o malho no australiano aí. 



Depois da bomba atômica “X-Men Origins: Wolverine” achei que os roteiristas e diretor do próximo filme tomariam vergonha na cara pra fazer algo ao menos 80% semelhante ao quadrinho

I, Wolverine, da dupla Chris Claremont e Frank Miller, onde este plot Wolverine vai ao Japão seria inspirado. Sendo o mutante mais explorado dos cinemas, havia um certo cansaço no ar. Alguns de nós (“nós” quem?) sabíamos que a possibilidade de dar merda num próximo filme seria grande, porque, visando grana Hollywood faz o que quer com os filmes baseados em quadrinhos. Podia ser uma gigantesca brincadeira em que só eles acharam graça, como Homem de Ferro 3. Ou até mesmo um amontoado de pancadaria sem nexo algum até pra quem tá acostumado a isso nas histórias, como o Man of Steel. Duas bostas. E sem contrariar nossas expectativas, The Wolverine não foi diferente. Pela enésima vez joga na nossa cara a seguinte frase: “De uma vez por todas, porra, FODAM-SE vocês fãs e nerds, vocês não fariam o filme se pagar.” Quem sou eu pra desmentir este fato?

Após os eventos de X-Men 3 – sim, aparições cansativas da nossa Jean Grey – o carcaju banca o eremita até ser chamado por uma japinha misteriosa pra falar com um velho próximo da morte, seu enteado Yashida, que pretende usar a imortalidade do Wolverine, deixando-o gente como a gente, matando dois coelhos numa só cajadada, já que o Wolvie toma seu dom como maldição. Daí o canadense acaba se encantando com a filha dele, Mariko, e etc de novo. 

Até cansa falar disso. A dedicação em não mostrar sangue (já que não somos nós fãs que pagamos esta merda) é assustadora de tão contumaz, mas até aí eu já tinha gente comentando que fizeram a mesma coisa em World War Z, também. Confusas cenas de ação. Até tem aquela coisinha clichezada de você meter a espada em vários caras num flash, e quando tu embainha ela, eles caem no chão. Uma cena boa (explosão nuclear e pós-créditos, porque tem e é melhor que o filme inteiro) e outras que in loco ficaram decentes, apesar dos pavorosos trailers: como a do trem na imagem acima, por exemplo. 

O script dado pro Jackman é aquela coisa rasa de sempre, deeesde o primeiro X-Men. Um Wolverine bonzinho que hoje está sendo explorado às tampas nos quadrinhos é o ideal pra essa geração. Também não quer dizer que no futuro nós, os “fãs”, teremos um ator e uma caracterização do Wolverine que vale. Espere aí… “o que vale” não é justamente o que está aí? Claro que não! Senão aquele Batman do Nolan seria Batman, o que está bem longe de ser!

                                           Wolvie metrossexual é o que há, recalcadas!

O Wolvie tá tão bonzinho que até mesmo na ÚNICA cena em que mostraria ter um resquício do personagem dos quadrinhos, fodem completamente a possibilidade: quando, após um interrogatório movido a socos no nariz, ele joga um japa da janela do apartamento. Daí, logo depois descobrimos que o desgraçado… caiu na piscina! 

Nível a revelação enganadora do Homem de Ferro 3. Não quer decepcionar a galerinha “leite com pêra”, né, FOX?

Ante isso e as sucessivas cagadas do filme, como aquele robô Samurai de Prata e a vilã gostosinha mais desnecessária, temos aí uma coisa boa, que é a Yukio, que nos quadrinhos vive uma espécie de triângulo amoroso com a Mariko. Fogo e Água, Yin e Yang, essas porras. No gibi ela é espevitada, o contrário daqui, mas gostei MUITO da intérprete, Fukushima Rila, e parece até ser algo do contra, pois uma mulher dessas consegue me fazer AMOLAR O PAU mais que a Okamoto Tao, a Yuriko em questão. O diferencial é que a Rila possui LÁBIOS PEQUENOS, MAS CARNUDOS. Chamativos. Sensuais, que deixaram o rapaz aqui de pinto duro quase o tempo inteiro. E tô ciente que no âmbito geral a garota é um monstrinho de tão feia. Coisa braba mesmo, de tu ser crucificado se andasse de mãos dadas com ela por aí. Ninguém cogitaria ir pra cama com ela. Mas… namorar e transar escondido com uma garota não devia ser do feitio de ninguém, ou devia?

“Fukushima” já diz tudo…
 
E é incrível quão o filme piora na seqüência final, na porradaria lá. E ainda o Hugh Jackman tem a cara de pau de dizer que estava “buscando a essência do personagem”. Tá certo, então. A gente (de novo, “a gente quem?”) torce pra que você ao menos faça bonito nessa versão de “Days of Future Past” que tá vindo por aí, porque chega de Wolverine solo… ao menos com o rosto mais manjado dos filmes de super-heróis da atualidade.
 
Encheu o saco, tanto quanto as tentativas de se fazer sério. 
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