Um vômito chamado "Amor à Vida"

Era pra eu ter feito este texto logo no fim desta extensa novela (iniciada em maio/13, concluída no fim de janeiro/14), mas estava ocupado na revisão do meu livro, além da preguiça em ter de tocar no assunto. O tão esperado beijo gay em uma telenovela da Rede Globo suscitou de comentários nas redes sociais até notas e artigos em jornais, de qualquer forma cutucando um brasileiro naturalmente bem-informado. Já não há motivos para ler tanto jornais quanto revistas, a internet também embarcou de vez num sem-número de “desinformações”, o Jornalismo em si virou uma piada completa, reforçada pela popularidade do Facebook e de sites com o propósito de vasculhar a vida dos famosos. Daqui a pouco não se terá mais para onde correr, e vale tanto para a mídia nacional quanto a estrangeira – a mídia britânica não é tão diferente daqui, por exemplo. Pois bem…

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[Livro] Crime, de Irvine Welsh

Irvine Welsh é um escritor de meia-idade com uma mentalidade relativamente jovem, que até pouco tempo era tachado (e provavelmente tachado a si mesmo) de preso em um estilo até apreciável a jovens entusiastas duma literatura mais marginal ou que enfocavam situações marginais. Como deixou bem claro, Welsh é filho do proletariado escocês (de Edimburgo), ex-morador daqueles blocos de apartamentos que se assemelham aos paulistanos CDHU, abrigando tipos “problemáticos” à burguesia local. A meu ver, o pobre em si é mais interessante que o rico, especialmente em matéria de contar histórias, qualquer um pode medir o conhecimento de vida e os percalços que o pobre e o rico passam no dia-a-dia e veríamos quem encheria um romance ao menos instigante. E abordando, como disse, situações marginais Welsh criou sua carreira na literatura.

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