Diário do Escritor (Parte 3 – "Depois do Carnaval")

O “Depois do Carnaval” praticamente tem meio e fim já prontos na minha cabeça, e eu meio que já estou me enchendo desta novela porque o tema em si pode até ser bem trabalhado com os mesmos problemas de uma história passada no presente (brigas, uso de drogas, problemas existenciais e etc.), mas até atingir estes momentos todo o andamento está chato, muito chato. Tanto que a minha mente começa a pipocar idéias formando outros trabalhos, outras histórias bem mais interessantes.

O pior é que o “Eu Não Estou Bem”, que segundo o cronograma que formei seria o “último” romance anterior ao Roman à clef, era muito mais divertido, eu não me sentia engessado numa história até simples de concluir, mas enfadonha. Chata. Enquanto isso, no emprego, as tais idéias pipocando novas histórias proliferavam, e eu já tenho uma noção do que fazer quando acabar o “Depois do Carnaval”.

Como deixei claro, gosto muito do clima “de época”, bondes, ferrovias, vida mais simples e até mais ignorante – não mais ignorante do que hoje, a despeito de toda a tecnologia e conhecimento, a maioria do conhecimento obtido HOJE é burro e dispensável -, mas como disse, o “Eu Não Estou Bem” tinha uma vivacidade muito superior, imerso na década de 1920, com os mesmos maneirismos da época… digo, mais ou menos, já que no manuscrito original o anacronismo rolava solto, algo que vou tirar neste novo manuscrito, é algo superficial da história, e como quero primar pela veracidade…

O meio de “Depois do Carnaval” é Walter Franco, o protagonista que largou mãe e filha para trabalhar em São Paulo, trabalhando como motorista de bonde e conhecendo uma imigrante italiana chamada Giuliana Corso, depois dela ser acometida por um ataque epiléptico no penúltimo ponto de bonde da linha São Joaquim – Santo Amaro, ali no Largo 13, logradouro que de fato existe no bairro de Santo Amaro (na época município próprio, não bairro de S. Paulo). Eles se conhecem e ele investe num relacionamento com ela até pra se afastar da ruiva Maria Eduarda Monteiro de Carvalho (sua esposa) e a filha Melissa, de 10 anos.

O detetive contratado pela Maria Eduarda chega em S. Paulo e busca pistas sobre o sujeito, depois de, pela contratante, achar o endereço do sujeito que veio com Walter para a cidade.

O fim, é claro, o protagonista se fodendo. Ou não se fodendo, pra não soar clichê, que “lição de moral” o que. Só sei que ocorre uma FODELANÇA GERAL no fim, mas não literalmente. O sujeito não chega a ser vilão, é anti-herói na mais simples acepção da palavra.

É isso. Nunca me senti tão desgastado pensando e passando uma NOVELA (que obviamente não é um romance, que te consome por meses e até anos) pro papel.

Nem mexi na história hoje, quem sabe amanhã à tarde?

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