The Amazing Spider-Man 2

(ou quanto mais mexe na merda, mais fedida fica)

No ano passado eu gastei tanto pra ver filmes ruins que parecia masoquismo, e um pouco de esbanjamento tanto de grana quanto por minha paciência – e olha que normalmente não sou tão paciente. Estes últimos 10 anos foram a melhor época para os nerds em peso, que normalmente não fazem um filme, filmeco que seja, bater mais de $ 1 bilhão no mundo todo. O problema é que estes nerds, a parte comprovadamente ínfima da percentagem geral de pagantes de tais filmecos, rapidamente se abdica, e com razão, da gritaria infantil em ver seu(s) herói(s) em cena, no telaço. Digo, isso só não aconteceu pra valer no mediano “The Avengers” e no fraco “Man of Steel”. Assim seguimos procurando defeitos e nos amargurando, a gente deixou de desligar o cérebro e se divertir, essa é a verdade. Contudo, conforme as mudanças de franquias por meio de brigas, demissões e o escambau – e nada temos a ver com isso, mas sempre pagamos o pato -, cada vez mais fecha nossos sorrisos, cada vez mais nos faz dizer: “Olha o uniforme deste filho-da-puta, por que esse estúdio não faz uma coisa de preste, era a coisa mais fácil pra fazer, e ainda assim a negada caga?”, entre outras coisas. Não creio que chegamos no momento mais fútil do cinema de super-herói, mas com esforço, em menos de cinco anos estaremos lá. A Sony, detentora dos direitos cinematográficos do Homem-Aranha, anunciou um filme do Sexteto Sinistro, o bando de vilões ridículos que vez ou outra se juntam pra infernizar o aracnídeo com mais força… teremos mais motivos pra reclamar.

Continuar lendo

Racismo e as Estultices Universais

Eu não vou perder tempo falando sobre quão a atitude racista no estádio espanhol foi lamentável e etc., nem dizer que, embalados na campanha #somostodosmacacos (anterior a ofensa, dizem) orquestrada por Neymar e um publicitário, segue-se até agora repetida pelo gesto de posar pra foto com uma banana por profissionais de todos os segmentos midiáticos, de atores a âncoras e jornalistas em geral, alguns “desapegando-se” de sua própria veia racista… exatamente como tal um âncora famoso e decano, agora cuspido ao crescente ostracismo, ser um pedófilo e dizer “isto é uma vergonha!” em reportagens execrando a pedofilia.

Continuar lendo