Racismo e as Estultices Universais

Eu não vou perder tempo falando sobre quão a atitude racista no estádio espanhol foi lamentável e etc., nem dizer que, embalados na campanha #somostodosmacacos (anterior a ofensa, dizem) orquestrada por Neymar e um publicitário, segue-se até agora repetida pelo gesto de posar pra foto com uma banana por profissionais de todos os segmentos midiáticos, de atores a âncoras e jornalistas em geral, alguns “desapegando-se” de sua própria veia racista… exatamente como tal um âncora famoso e decano, agora cuspido ao crescente ostracismo, ser um pedófilo e dizer “isto é uma vergonha!” em reportagens execrando a pedofilia.

O #somostodosmacacos pode ser bem intencionado, eles podem dizer que “fizeram sua parte”, embora no frigir dos ovos seja apenas MODA, algo usado para ganhar um dinheiro em cima, como a maior parte das idéias deste mundo. Por mais esquisita que seja atitudes racistas de um povo misturado (mouros), os mais morenos, os mais próximos fenotipicamente dos brasileiros, de uma Europa tomada até por muitos como “Só existe Europa dos Pirineus pra cima!”, o racismo não se extinguirá uma vírgula com isto. O racismo existe, como vocês sabem, na mente deste tipo de torcedor como na mente dos militantes do movimento negro, amplificando suas condições de coitadinhos, como normalmente o fazem. E como MODA, o #somostodosmacacos será esquecido, é óbvio.

Agora, uma mensagem do Facebook de uma personalidade brasileira que compartilharam por aí:

Uma coisa nada tem a ver com a outra.
Primeiro, que a sociedade brasileira (ainda) é conservadora, NUNCA que os órgãos midiáticos ou personalidades dariam a cara a tapa abraçando a luta contra a “homofobia” pelo motivo citado. Uma coisa é preconceito contra tom de pele, outra é contra uma condição conhecida exclusivamente pelo sexo. Racismo tem uma origem distinta, é prejudicial e contraditório especialmente numa nação tão miscigenada quanto a nossa, com uma história de escravatura negra e índia nas costas.

Aaain, mas quer dizer que só porque não tiveram essa história, os gays merecem–

Não, tanto o tratamento a eles quanto aos negros e qualquer outra pessoa, grupo, classe e o caralho deve ser respeitosa, porém, a condição de negros não é igual a dos gays. Quando digo “tratamento respeitoso”, digo que não deveria existir prisão para racismo (aqui no Brasil, racismo é crime, e inafiançável) quanto não deveria SEQUER haver processo por “homofobia”, visto que muitas vezes há uma indução da própria “vítima” para suscitar a agressão (às vezes não há agressão de qualquer forma) e assim, o chamamento às autoridades. Pessoas têm o direito de gostar ou não gostar, preconceito é considerado ruim por muitos, embora muitos destes sejam, de alguma forma, preconceituosos. Lembro até hoje de um colunista da revista Época que se disse surpreso em ver que existiam muitos gays preconceituosos. Sempre existiram, sempre existem e sempre existirá, assim como há negros preconceituosos, gordos preconceituosos… enquanto a pessoa for plena em suas capacidades mentais, não tem jeito.

Não que nós, latinos, fôssemos mudar à base de conscientização político-midiática. Mas simplesmente não faz sentido estar vigente uma lei criminalizando o racismo enquanto os japoneses continuam sendo caracterizados, na cabeça de muitos, como “pinto pequeno”, os judeus como gananciosos, essas coisas. A coisa pode variar entre dizer carinhosamente quanto de forma humilhante, ou até mesmo sem intenção alguma, simples. “Olha, tá vendo aquele crioulo lá? Pega a prancheta com ele, beleza?” Hoje, quem diz isto pode ser preso. Alguém poderia dizer que minha —, uma européia de cima, deveria ser presa por me dizer: “Meu cafezinho com leite”?

A sociedade brasileira era diferente há 20 anos atrás. Mudou para pior, com o governo baseado em uma mudança forçada por agendinhas da ONU e de movimentos sociais. A intenção é piorar até atingir níveis insuportáveis a quem tem um ponto de vista longe do que está sendo injetado no coração do povo. O Marco Civil da Internet, que fora empurrado com a barriga sem ao menos consultar a parte que será de fato afetada na questão, o povo brasileiro, está aí. Pouco a pouco, seremos destroçados e destituídos do livre viver, mais uma vez.

OBS: um importante comunicador esportivo disse que a Rede Globo, que entrevistou o jogador de futebol Richarlysson acerca da polêmica sobre sua homossexualidade, pagou ao mesmo para assumi-la. Este disse que não era gay. Como a emissora tem a coragem de pagar a ele por isto sendo que mantém seu grande corpo de profissionais, boa parte gays e bissexuais, “no armário”?

Logo, mal caratismo em nome do ibope e do feedback financeiro. Hoje as coisas estão assim, como esta MODA baseada num caso que deveria ser tratado com seriedade.

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