“A Regra do Jogo” é continuar com mau-caratismo

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A Regra do Jogo, novela de João Emanuel Carneiro, estreou semana passada. Sendo uma produção do mesmo autor do sucesso Avenida Brasil, foi normal que as pessoas alimentassem expectativa; apesar dos erros e uma visão estereotipada mas “inofensiva” do subúrbio (o próprio Carneiro assumiu numa entrevista que conhecera o subúrbio e as favelas em uma espécie de tour com a família, apesar de eu não ter achado que ele de fato a conhecia), Carneiro imprimiu sua realidade com muitos personagens vivos, carismáticos e na sua medida, críveis, da anti-heroína protagonista aos comerciantes do fictício bairro do Divino… Não é o que vem ocorrendo em A Regra do Jogo, não obstante o seu pouco tempo de exibição.

A antecessora Babilônia foi conhecida pelo beijo lésbico e prontamente rejeitado pelo público, entre as duas oitentonas interpretadas por Fernanda Montenegro (indicada ao Oscar e ainda assim dependente da Rede Globo e das idéias da mesma) e Nathália Thimberg; passou o resto da trama apresentando personagens rasos, com vida mas que ninguém dava a mínima, a ponto da Glória Pires levá-la nas costas. Enfiaram até um novo casal gay na segunda parte pra chamar atenção; não funcionou, a novela morreu e daqui há uns três anos ninguém vai lembrar.

A Regra do Jogo começou a sofrer do mesmo processo de personagens rasos, indo desde o protagonista Romero Rômulo (Alexandre Nero, que é um bom ator), passando pela golpista Atena (Giovanna Antonelli), o núcleo da favela até se espalhar no núcleo rico, e neste mesmo a Rede Globo aproveitou pra descer alfinetada sobre o movimento cada vez mais crescente de revoltados com o governo, de anti-petistas, de anti-esquerda em geral. O povo brasileiro, naturalmente conservador, que acordou para as merdas jogadas tanto lá quanto cá e que anda rejeitando a própria Globo, novamente é alvo da desinformação perpetrado por essa instituição aí, que apoiou o regime militar e mandou um pedido de desculpas tardio só para se “oficializar” contrária à direita.

A família rica tem como patriarca Gibson, o pastiche propositalmente ridículo de um conservador das antigas, e feito por quem senão pelo José de Abreu, garoto-propaganda petista que, inclusive, participou do último programa recheado de mentiras do partido mais corrupto de toda a história da República Federativa do Brasil?

Sem título

Ante a uma família que o ridiculariza por suas idéias “ultrapassadas”, “retrógradas e antiquadas”, o personagem manda destas:

“Você tem razão, eu não suporto pessoas; ainda mais vivendo hoje nessa decadência geral”.

“É verdade, você não acha, Orlando, que vivemos numa sociedade degenerada? São homens casando com homens, mulheres casando com mulheres, é cota pra preto, cota pra branco, pobre, coxo… Daqui a pouco vai ter cota pra…” 

Belisa, a personagem de Bruna Linsmeyer, noiva do seu irmão adotivo Dante (policial feito pelo Marcos Pigossi, um bosta de ator) o pergunta sobre a volta dos militares, e ele responde:

“Eu não sou a favor da volta dos militares, não, porque eu acho que eles foram muito frouxos na época da revolução. Fosse eu o presidente da república, mandava a Força Aérea tocar fogo em tudo quanto é morro, acabava com as favelas! Hoje não teria mais bandidos pra nos raptar, pra nos roubar as carteiras.” 

Aí, Cesário (Johnny Massaro), o caçula adolescente se levanta e vai embora, a personagem da Linsmeyer diz “Depois ainda diz que é cristão, né…?

Bom, um cristão não seria a favor da decadência moral que a sociedade ocidental enfrenta. Um bom cristão não seria abortista, não apoiaria ideologia de gênero, não seria a favor do casamento gay, tampouco de cotas raciais pelo simples fato de que você não precisa utilizar de seu tom de pele pra estudar e se formar e que não existe “recompensa histórica”pela merda que ocorreu com os negros no passado – os descendentes dos portugueses, onde eu me incluo, pois sou mestiço de branco, negro e índio, NADA TEM A VER COM O QUE OCORREU. Por isso que também é ridículo a apropriação do que seriam “territórios quilombolas”; tudo cai no benefício pessoal perpetrados por estes “movimentos sociais”. Ninguém quer trabalhar, prefere se fazer de vítima.

Enfim, não foi a primeira alfinetada da Globo aos direitistas nesse ano; após as últimas manifestações eles debocharam dos intervencionistas no programa Zorra.

O título está “…a favor da volta da ditadura” mas é “contra a volta da ‘ditadura'” e o imbecil dono do vídeo ainda não mudou (talvez nem mude). Já debochou dos evangélicos (os de verdade), de todo o movimento contra o Marxismo Cultural e afins, e acredito que continuariam mesmo se Aécio Neves  vencesse a eleição ano passado. Como A Regra do Jogo está apenas começando, há meses de sobra pra inflacionar a trama de casais gays, de alfinetadas extensas contra a Direita e da ética judaico-cristã, a mesma que cunhou a sociedade na qual todos estes reclamantes desfrutam desde o nascimento.

Enquanto isto, José de Abreu, sócio dum partido que instiga luta de classes, dos “nós contra eles”, da “elite PSDBista contra o proletariado”, da destruição da sociedade, curte seu caviarzinho sem ser incomodado.

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A situação é tão ruim que de fato os corruptores acreditam na veracidade das suas idéias. Já a Rede Globo claramente está nessa por dinheiro, o que chega a ser tão nocivo e repulsivo quanto.

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