Engulam a Laura!

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O ano mal começou, as feministas espanaram o pó da vagabundagem e começaram a procurar algo pra reclamar: desta vez o alvo é a personagem Laura, do jogo de luta Street Fighter V, e reclamaram tanto que o produtor do jogo, Ono Yoshinori, teve de explicar dizendo que Laura é “uma versão exagerada das mulheres brasileiras, e um gosto pessoal de design“, design este idealizado pela óbvia representação sexual que o povo brasileiro joga pro exterior; sendo a CAPCOM uma produtora estrangeira, ainda mais japonesa, nada mais previsível termos uma representante de Street Fighter nestes moldes, enfiada num top e shortinho curtos, calcinha fio dental; personagem gostosa pra caralho, pra uma diversão em que boa parte do público é OBVIAMENTE PUNHETEIRO.

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Como feminista é um bicho nojento e preguiçoso mas ao mesmo tempo esperto (quem quer reclamar das condições da mulher tratada sob o Islã no terreiro deles?), se resumem a atacar personagens de videogame, de quadrinhos… “AAAAIN, MAS A MULHERES BRASILEIRAS ESTÃO SENDO MAL REPRESENTADAS…” Sim, mas o que a Capcom tem a ver com isso? Ela apenas jogou na tela o que foi passado; o resto do mundo pensa mais ou menos o mesmo dos brasileiros, do país caloroso e tropical com música e culinária exótica, cheio de gostosas falando espanhol, com a capital sendo o Rio de Janeiro e por aí vai. A grande maioria dos países têm como referência estrangeira a base em estereótipos: os próprios japoneses “sofrem” com isso. Então, a única forma de tolher aos poucos este estereótipo é frustrando o causador deste estereótipo.

Contudo, extinguindo isso, extingui-se parte da cultura, algo que evidentemente (infelizmente, no caso do turismo sexual e da mentalidade ignorante do brasileiro) nunca aconteceria. Porque não é o mesmo que extinguir cultura de um povo indígena, nós estamos falando de quase 200 milhões de pessoas. Logo, até economicamente falando, todo este estereótipo acaba sendo um mal necessário pro país. Ou seja, jogo perdido para qualquer opositor, como as femimimistas.

Não lembro se ocorreu o mesmo mimimi com a personagem Christie Monteiro, capoeirista da série Tekken e quase tão sensual quanto a Laura…

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A Capcom teve que modificar alguns movimentos da Rainbow Mika para entrar na classificação T (For Teens; para crianças) da Entertaiment Software Rating Board. Como empresa, querem em retorno financeiro além da conta pegando seu público maior, os adolescentes, os tais punheteiros. Porém, com tais elementos, qual o problema de fazer uma versão M17+ (Mature 17+)? Street Fighter V já ganhou passando aquele lixo de The King of Fighters XIV.

Então, o “problema” é muito maior que as mal-comidas podem imaginar, tanto que elas… foram encher o saco jogando estas reclamações ao léu. E muitas delas sequer tocaram num joystick em toda a sua vida.

Engulam a Laura e engulam a realidade de sua cultura.

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