“Papo de Homem” denigre os Homens

The iPad chair

Exemplo de homem moderno!

Ouvi falar no site em 2009, entre aquele frisson sobre a eleição de Barack Obama, mais um Big Brother Brasil e afins, estava numa situação difícil (e quando não estive?), daí, me saturando da internet, busquei locais onde pudesse conversar sobre relacionamentos, garotas e afins: o Papo de Homem parecia ter uma postura séria

 de conversa séria com gente séria, ou que pretendia ser séria, a fim de trocar essas idéias; todo mundo sabe que ninguém nasceu sabendo e que, não é porque o sujeito é um carente que ele é um coitado, ou que necessariamente consiga resolver suas questões sozinho. Entrei e saí dando os conselhos mais básicos possíveis, dum modo escrachado, a todo tipo de “cabaço”; naquela época eu começava a falar de política nesse blog. Foi tanta pergunta simples que me encheu, e caí fora.

Aí o falecido José Roberto Pereira, o BK, dedicou uma edição de seu podcast só falando desse Papo de Homem; criticava a postura passiva e didática dum admin chamado Dr Health (que, segundo o BK, só falava de pintos), fora a crítica dessas questões aí que falei. Naquela época já havia revistas, excetuando as de nudez, dedicadas “ao homem”, como a PHT (“Para o Homem Testosterona“), na qual cheguei a comprar um número: era como a VIP, mas menos puxadora de saco e num estilo editorial que lembrava muito a Sexy, que lembra a MAD, ao menos na sessão de cartas.

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Daí, anos depois, o Papo de Homem resolveu andar na carruagem da “evolução” da ideologia de gênero, e em detrimento do homem propriamente dito; não o homem efeminado, este cada vez mais presente, mas o homem como conhecemos por séculos e por natureza:

Na seção Nossa Visão, eles clarificam o objetivo:

Homens se interessam apenas por sexo, dinheiro, futebol e bebida…?

E se houvesse também um espaço para cultivar uma visão de mundo mais ampla, desafiar preconceitos, aprender a viver e se relacionar com mais satisfação?

Esse é o PapodeHomem, um espaço criado em 2006, no qual todos são bem vindos – independente de sexo, gênero, orientação sexual, credo ou raça.

Vejamos: “desafiar preconceitos” via Papo de Homem, é engolir artigos feministas. É achar que Patti Smith, notória feminista homossexual, é uma das “Mulheres que deveríamos conhecer“. É aprender dicas espertas sobre decoração ou ler de uma putinha que fez ensaio nu (bastante artístico, como os que a Playboy se especializou dos anos 90 para cá) que a vida sexual dela aumentou bastante depois que mudou para uma cidadezinha. Quanto ao gênero, não que o Papo de Homem tenha a obrigação de receber apenas homens, mas qualquer um à primeira vista pensa tratar-se de um Clube do Bolinha, no qual eu não veria problema algum; hoje em dia, aliás, está cada vez mais necessário Clubes do Bolinha, não que homens tenham de deixar mulher entrar e ouvir delas o que se deve fazer.

Não acreditamos no resgate dos antigos ou em “novos homens”.

Propomos deixar de lado as narrativas heróicas e os machos alfa, tão frágeis em sua eterna auto-afirmação. É tempo de homens possíveis.

Puxe uma cadeira, a casa é sua.

O não-resgate dos antigos homens é perfeitamente compreensível (e condenável, é claro) num mundo em que homens estão desafiando os abusos islâmicos vestindo-se de saias  , em que Estocolmo é a capital mundial do estupro, em que homens estão passando glitter na barba , em que homens estão virando mulheres e depois animais, fora a existência dos próprios “feministos”, homens simpatizantes à causa feminista. A “eterna auto-afirmação” é nada mais que o hábito comum do macho, equivalente a comum feminização da mulher em diversas revistas e sites de comportamento feminino. Logo, qual a porra do problema do homem se auto-afirmar homem?

Não me surpreenderia a cúpula do site de esquerda (assim como o tal Dr Health) ser militante gay, não me surpreenderia o site ser pago por órgão do governo, porque esse pessoal, tal qual os “machos alfa”, são previsíveis. Tal como não precisamos, o Papo de Homem denigre o homem, o “adoça” para a sobrevivência dos novos tempos, para que se tornem possíveis num mundo em que só os mais fracos, no caso do homem, sobrevivam.

Lembra um modelo masculino: bonito, definido, mas efeminado, com uma cara de chupador de rola, joguete dos outros. Ou então um delicado de barba cheia, como os que existem aos montes em São Paulo. Que têm medo de discutir, até de brigar, quando se necessário. Que desistiram do “ser homem”. Destruídos.

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Um comentário sobre ““Papo de Homem” denigre os Homens

  1. Gustavo Alexandre Barros Bortoleto disse:

    Excelente, esse site papo de homem é um antro esquerdista. São militantes em prol da ditadura da minoria. São tantos babacas no mesmo espaço que as discussões politicamente corretas dos comentários parecem não ter fim, é a capital mundial do mimimi.

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