Até a Viih Tube tem Poder

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Vihh Tube é uma daquelas diversas vloggers jovens, famosas pelo repertório recheado de besteiras e com milhões de inscritos. Recentemente foi criticada por outro vlogger, Luccas Neto (irmão do Felipe Neto) por conta de uma foto em que a menina de 15 anos segura o pênis do namorado. Posteriormente Luccas e outro vlogger, Contente, foram abordados num vídeo do Nando Moura que mais ou menos servia como aceitação a ambos em sua roda de fãs: enquanto Nando perguntou ao Contente, conhecido pela busca da fama pela fama, por fazer ameaças de deletar canais de críticos e que ainda dizem ter usado foto de uma criança morta para compor fake bajulatório, Luccas Neto foi presenteado pelo conselho de relevar o que faz uma adolescente de 15 anos. Penso que não sou fã do Nando Moura, mas um admirador do trabalho dele em disseminar visão conservadora numa sociedade cada vez mais modificada pelo marxismo cultural, por mais que vários moleques inscritos estejam lá pela zoeira em alguns vídeos. Pessoas precisam saber e abraçar a verdade, especialmente jovens, dos viadinhos magrelos de aba reta que não sabem fritar um ovo às meninas de 15 anos, interneteiras, que já têm o poder nas mãos. Ou a Viih Tube precisa necessariamente estar diante dum palanque para tal?

Por que relevar uma foto da garota com este “gabarito” segurando o pau do namorado? Hoje em dia, o que a faz diferente da Kéfera Buchmann, que inclusive virou capa de uma revista de grande tiragem, além da idade? E cada vez mais a Kéfera se preocupa com críticas, vide os vários vídeos se desculpando e explicando o porquê das cagadas. Falta deixar de fazê-las e se desgarrar de esquerdistas como Felipe Neto e Cauê Moura. A garota é tão fútil que surpreendeu no Jô Soares sendo pior do que eu esperava.

Logo, Luccas Neto foi feliz na sua crítica a partir do simples fato de tacar pedras em ídolos falsos, como Viih Tube; e a semelhança com Kéfera continua nas páginas de livros, pois é:

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Vitória Moraes, a Viih Tube, tem quinze anos, é autêntica, engraçada, meio nerd, meio gótica, tem cabelão, três piercings, está sempre de tênis de cano alto, jeans e batom roxo. Como todo adolescente, se vê diante de um monte de novidades: o primeiro amor, as mudanças no corpo e os desafios da vida social. A diferença é que, no universo do YouTube, ela é conhecida como Viih Tube e compartilha em vídeos seu cotidiano com mais de 2 milhões de seguidores.

Em Tudo tem uma primeira vez, Viih revela que teve vontade de recorrer ao Google em busca de um tutorial antes de perder o famoso BV. É fofa ao contar como foi a primeira vez que disse “Eu te amo” para um garoto, não se poupa quando descreve o resultado infeliz da primeira vez que pintou o cabelo e afirma que odeia mentira, mas já mentiu para o pai (#quemnunca?). Boa aluna, admite que já colou numa prova e que ficou passada quando precisou fazer recuperação. Mesmo assim, continua a queridinha dos professores.

Cada capítulo conta com ilustrações e referências à linguagem da internet, além de muito humor. Viih tem posições firmes e um jeito só seu de contar histórias de meninos e meninas que estão conectados à internet 24 horas por dia e usam as redes sociais para tudo. Com suas palavras, faz um retrato divertido de quem é o adolescente da atualidade.

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Boa parte das editoras, mesmo as grandes, como a Intrínseca, que disse preferir publicar autores estrangeiros, são oportunistas mesmo. Mas a imagem da menina pode tanto fazer sucesso hoje quanto desaparecer no segundo semestre, fora a incerteza do livro esgotar a primeira tiragem só por conta dos fãs dela; no meio deste pessoal sempre há uns inscritos que estão para criticar, além da menina em si ser uma clara e previsível nulidade em fornecimento de qualquer assunto interessante.

Os adolescentes estão cada vez mais burros, frouxos, com a internet os afrouxando ainda mais, forjando “reis” e “súditos” baseados em coisas, como o próprio Nando disse, “Como fazer cocô na casa da amiga”, “Por que tenho que menstruar?” ou “Trollando o mozão”. Nem preciso dizer o papel igualmente frouxo dos pais, geralmente de classe média/média-alta, relaxados e devidamente inseridos na mentalidade atual e que permitem estas merdas por ser diferente de beber, mergulhar na putaria ou usar drogas; quando se está fornecendo e fazendo os outros usar o mais novo tipo de droga popular por aí, o da disseminação da burrice via YouTube.

Então, dá pra desconsiderar o poder de uma adolescente de 15 anos e com mais de dois milhões de inscritos?

ATUALIZADO (30/10/2016): Agora, a vagabunda cuspiu na boca do gato, hein? Vocês, molecada leite com pêra, finalmente estão ligados no monstro que criaram?

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5 comentários sobre “Até a Viih Tube tem Poder

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