“Analisar” a Seleção, Globo?

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Semana passada, o Esporte Espetacular teve a incrível tarefa de analisar a Seleção Brasileira; apontar o porquê de tanto desempenho fraco nessas Eliminatórias. Os grandes repórteres e alguns palpiteiros – como se eles mesmos não o fossem – passaram a limpo a trajetória do Brasil desde o começo dos anos 90, antecedendo o tetra-campeonato, passaram na última Copa e pousaram na campanha fraca pelas Eliminatórias da Copa da Rússia em 2018.

Não fui louco de acompanhar o programa, domingo de manhã; entrei na porcaria do site e vi o vídeo da matéria. No fim, nem fiquei pasmo com o tamanho da cara de pau da emissora, que inclusive fez a reportagem de modo tão superficial, como a revista Veja fez na “edição especial” da morte do Michael Jackson, hein? Não se perderia nada não assistindo, e acabei me arrependendo.

A Seleção Brasileira age não conforme o gosto popular, que é horrível justamente embebido pela emoção – vide a quantidade de línguas engolidas que, alimentadas pela própria mídia, imploraram em 2010 pela escalação de Neymar e Paulo Henrique Ganso, jogador famoso a nível nacional unicamente por não aceitar ser trocado no meio do jogo; agora está lá no São Paulo com a maior preguiça de jogar, e Neymar vive se machucando para não jogar -, mas quando age, insiste mesmo nesta visibilíssima série de equívocos. Porque é incompreensível a Seleção figurar alguns dos atores do 7 x 1. Em qualquer seleção de gabarito, eles seriam trocados.

Em 2014 a Globo e a CBF se preocuparam apenas em empurrar personalidades: estavam lá dois sujeitos de cabelo esquisito: o branco de cabelo afro, que é mentalmente instável (primeira prova mundial foi na Copa das Confederações 2013, mas pela conquista da Seleção, a Globo relevou) e o mulato cacatua, que é ganancioso como nunca se viu em matéria de jogador da Seleção, além de fingir faltas, entre outras malandragens. Tínhamos o “mais forte jogador da Seleção”, também notabilizado por sua bunda enorme, o capitão “centrado” que choramingou num jogo decisivo e não quis bater pênalti contra o Chile, entre outros insossos. Choveram propagandas exaltando a Seleção, incluindo algumas utilizando a inocência de crianças. Uma boa parte do povo torceu contra – eu mesmo torço pela Alemanha desde a Copa de 2010, e esperava que o Brasil perdesse de uma vez ou para eles ou para os Países Baixos, que infelizmente não se classificaram para a Euro 2018: mas ninguém esperava aquela humilhação.

Na Copa de 2006, o tratamento da Globo para com a Seleção foi uma putaria, um constrangimento. Em 2010, com Dunga limitando o acesso à imprensa, foi quase de imediatamente tachado pela emissora como inimigo, censor, entre outras coisas, pelo simples fato dele não querer repetições como a esbórnia passada. O Brasil perdeu para os Países Baixos, Dunga ficou sem trabalhar por um bom tempo como técnico (óbvio!) e há pouco retornou à Seleção.

Então, após o vexame em 2014, não havia outra alternativa além de trocar todo o time, incluindo Neymar, começar do alicerce, pegando gente “desconhecida” e com potencial para ajudar a reerguer, como Ricardo Oliveira. Pôr um goleiro titular que pode mostrar a que veio, como Cássio, que deveria ser a escolha certeira logo após a Copa, mas não: por causa do dinheiro e pela continuidade das “personalidades”, mantiveram tanto Neymar, escolheram Hulk dia desses, David Luiz… Ou seja, eles não estão de fato interessados em vencer. Isto não pode ser chamado de experimentação, pois senão todos eles seriam trocados, seria uma fase de ressurreição, como disse. Primeiro falharam tentando empurrar goela abaixo uma criatura naturalmente desinteressada em “jogar para a torcida”: Neymar é ele, só pensa nele e joga apenas para ele. Vencer é quase conseqüência. Ele tem um misto de um óbvio narcisismo com comportamento anti-social desde a época do Santos FC. Neymar não tem o carisma e espontaneidade de um Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Romário, tampouco a maturidade de um Roberto Carlos. Sabe-se lá porque está sendo capitão, quando nem liderança possui. Não sabe se expressar, acha que freqüentar psicólogo “é pra maluco” e assumiu que não sabe fazer mais nada da vida além de jogar futebol. Que só pode ajudar o Brasil nisso. É um inútil, tanto quanto a grande maioria que compõe o elenco atual e o de 2014. A Globo falhou em forçá-lo como atleta “do bem”, tanto que poucos dos populares gostam dele.

Aí, num momento da matéria, dizem que após o empate com o Paraguai, Neymar é flagrado tocando pagode numa boate… É claro, hoje em dia são poucos os jogadores que realmente têm amor à camisa, todo mundo sabe disso, então para que a Globo dar uma de enganada? É o povo brasileiro sendo feito de idiota dos dois lados.

Não há nada para analisar, porque o que eu disse aqui, todos sabem. Que futebol é uma máfia que só não lucra tanto quanto o tráfico de drogas e que eles estão cagando pro seu coração. Adiantou cantar o hino nacional a plenos pulmões nos elefantes brancos que o governo deixou por aí? Enquanto vocês choram por uma derrota, enquanto choraram pelo 7 x 1, Neymar devia estar tocando um Só pra Contrariar no conforto de seu flat, bem acompanhado.

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A Globo pode não tomar vergonha na cara, mas vocês sim.

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