X-Men: Preguiça ou Punheta?

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A preguiça é TANTA que até me atingiu: assisti o filme há três semanas atrás e só tratei de escrever sobre ele agora.

A preguiça também fez questão de atentar na FOX, mas que ainda assim levantou certa dúvida mesmo num filme inócuo como este: o estúdio mantém a batuta de Bryan Singer por não ter gente competente para substituí-lo ou por achar que ele é o único sabedor da franquia mutante? Bom, aí seria um misto de preguiça e punheta. A continuidade da Era Singer terá longa vida (aliás, já tem desde o primeiro filme, de 2000), mas os contratos dos atores não, pois enquanto uns macacos velhos prosseguem, outros pediram pra sair e alguns, de certa forma, até fazem a produção se adequar aos seus gostos e paciência. Ou foi à toa tanta Mística travestida de Jennifer Lawrence, em cena?

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QRO CME, COMO FAZ/

Aqui, evocam novas caras – algumas nem tanto -, de talentos promissores (Ty Sheridan, Lana Condor, Kodi-Smit McPhee, Sophie Turner) que, egressos na escola do Professor Xavier, acabam enfrentando Apocalypse, um dos maiores inimigos dos X-Men nos quadrinhos. Conhecido como o primeiro mutante, ele volta à vida para recrutar seus soldados (os Quatro Cavaleiros do Apocalypse) e assim dominar o mundo. Não há problema nesse motivo manjado de vilão porque era o que esperávamos; também não há problema na sua indumentária carnavalesca, tampouco na sua altura, que mesmo sem comparar com o Apoca dos gibis, o vilão interpretado pelo Oscar Isaac aqui parece ter 1,50m. E que independente disso, não causou sequer um resquício que fosse de ameaça – este um dos grandes problemas dos vilões de filmes de herói atuais; em alguns casos eles viram a casaca ou até mesmo se tornam anti-heróis, correspondendo a um público cada vez mais emocional que se estende nos limites do audiovisual, deixando galãzinhos com papéis supostamente maléficos para “desajustados, mas gente fina”. Embora vilão vilão, faltou imponência ao arroxeado do Egito: custaria tirar um pouco da grana que utilizaram pros efeitos da destruição-espetacular-de-tão-insossa da Terra pra deixá-lo como nos gibis? – opa, então há problema sim!.. que acaba sendo o menor dos problemas.

Insosso acaba sendo a palavra do filme, que leva à Preguiça, e que numa parte leva à Punheta, pois a Lawrence gostosa é ao menos bem explorada na sua primeira cena. Até aí. A ótima escolha de elenco, especialmente feminino (Punheta), sinaliza mesmo o prenúncio de uma nova franquia, cuja participação do Singer, como disse, é certa (Preguiça). Juntando as bolas trocadas, no meio do bololô X-novinhos/William Stryker, há uma aparição desnecessária do “amigão da vizinhança da FOX”, fan service vagabundo que só piora a situação como sugeriria outra aventura, mas como vem o filme solo por aí, não tente entender esse angu.

(Fênix Negra utilizada como superpoder, e não como entidade, não explicam o porquê do Wolvie estar com o Stryker sendo que no final de Days of Future Past o Wolvie está com a porra da Mística transformada no Stryker e etc.)

Dá pra compreender mais ainda como esse filme é todo cagado, tão blocado nos seus maneirismos dark e verossímeis (“trajes de vôo!”) que chegou ao ponto de uma atriz gostosa (Punheta!) ter de forçar o Singer colorir um pouco mais o uniforme dela? Por mais que haja essa Preguiça empesteando tudo, a franquia X-Singer acaba sendo paralelamente conhecida pelo SEXO! Seja pela gravidez de January Jones em 2011 (época de lançamento de First Class), com a paternidade recaindo em, dentre outros suspeitos, Matthew Vaughn, diretor da produção, até as acusações de abuso sexual feitas ao Singer, na época de Days of Future Past, e agora, notícias de que James McAvoy e Alexandra Shipp (a Tempestade) teriam “ficado muito próximos”, ocasionando o divórcio do ator.

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Tudo isso sobre a ação de uns milhõezinhos.

OBS: para oprimir ainda mais as feministas, que reclamaram do pôster do Apoca esganando a Mística, está aqui ele em tamanho bom para imprimir e colar no quarto.

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6 comentários sobre “X-Men: Preguiça ou Punheta?

  1. Anônimo disse:

    X-Men nos filmes é uma inconstância para mim:

    Gostei do primeiro filme, tipo me passou o efeito do filme Mortal Kombat de início de uma saga interessante. Até gostei do segundo por explorar o passado do Wolverine.

    Mas posteriormente…

    O 3 foi um balaio de gatos. Os filmes Origins: Wolverine e Wolverine: Imortal são bacanas, mas não vão além. Pulei o primeira classe e o Days of Future Past, me arrependo de ter “aqduirido” o DVD pirata de locadora.

    Fiquei com pé atrás nessa aí, até que fiz bem.

  2. Anônimo. disse:

    Bom disto não sei, mas vejo que a franquia meio que se perde depois do 2, ainda que primeira classe tente colocar tudo de volta nos eixos. Lembra muito o estilo Warner pra fazer filmes de heróis: tudo é muito dark cheio de entrelinhas que, ao invés de favorecer a coisa, acaba tornando confusa demais.

    Não sei ao certo essa influência da série de filmes dos X-Men tiveram nos da DC, mas sei que é parecido sendo que acho nos heróis da DC um pouco piorado o que afasta um pouco os espectadores comuns.

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