O LIXO CHAMADO FERNANDO HOLIDAY

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Há poucos dias das eleições eu havia escrito 3/4 de um post pedindo para que o povo paulistano não votasse nesse cara. Já deixei claro aqui minha opinião sobre o Movimento Brasil Livre, sobre parte de suas incoerências e sobre a aliança fajuta que fizeram com os conservadores no passado, mais especificamente os liderados pelo Olavo de Carvalho. Hoje, o MBL conquistou simpatia de gente famosa, como Reinaldo Azevedo (que se assumiu trotskista) e anteontem conquistaram a eleição de Fernando Silva Bispo, o Fernando Holiday, ao primeiro carguinho político no qual sempre almejaram: Holiday já foi intitulado pelo jornal Agora como “O primeiro gay assumido na Câmara de Vereadores”, ou seja, mais uma etiqueta que possivelmente irá tremular daqui em diante.  Caiu no clichê e não vai mais se desvencilhar dele.

Haja uma certa dose de burrice em não antever a trajetória política de um movimento que surfou na crista da onda das Grandes Manifestações Nacionais. O Movimento Brasil Livre (MBL, nome fantasia para Movimento Renovação Liberal) se julgava “apartidário”, tanto que um dos coordenadores nacionais, Kim Patroca Kataguiri, rejeitava o título de “direitista”, embora fizesse a já citada aliança com Olavo. Então, de olho nas eleições municipais deste ano, e como se esperava de um grupo formado por jovens liberais sem nada a perder, se aliaram aos partidos teoricamente conservadores, como o DEM, PSDB e PSC.

Fernando Silva Bispo, de 20 anos, outro coordenador nacional, se notabilizou por insistentemente apregoar sua diferença em relação aos outros negros que se vitimizam usando seu tom de pele/condição social, além dos que agem sob esta cometendo contradições (como as do rapper Emicida, por exemplo), porém, esquecendo-se dele mesmo se sustentar sob a tática manjada, mas certeira, do “sou negro e não sou isso”, “sou negro e não sou aquilo”, tudo com a voz impostada típica de político, ao mesmo tempo em que os africanistas e esquerdistas em geral o intitulavam como “negro da casa grande”, “capitão do mato” e mais outros títulos apropriados aos (segundo estes militantes) negros-que-aprenderam-a-arremedar-os-brancos. E foi levado a sério.

Holiday, assim como o resto do MBL, é contra Jair Bolsonaro, e especialmente contra sua declaração exaltando o falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, este citado freqüentemente pela esquerda como “torturador” na época do Regime Militar. O MBL tem ojeriza da atuação militar no país naqueles tempos em que estava acertada a luta dos comunistas pela “ditadura do proletariado”, ou seja, um regime comunista, assumido pelos próprios ex-guerrilheiros, como o ex-candidato à presidência pelo PV, Eduardo Jorge. Embora Holiday e o MBL concordem com a adoção do projeto Escola Sem Partido, defendido tanto pela direita conservadora quanto pelo prefeito eleito de São Paulo pelo PSDB João Doria (apoiado pelo grupo), em suas entranhas, o MBL se inclina mais “à esquerda”; alguém poderia dizer que eles almejam privatizações de todos os bancos, das linhas de metrô (como é o ViaQuatro, na capital paulista), mas o PSDB aprova privatizações e é notoriamente conhecido por isto, embora seja de centro-esquerda. O MBL também é contra o voto obrigatório e também contra o alistamento militar obrigatório – medida que deliciaria as vindouras gerações de jovens… e a esquerda.

Parte das propostas de Holiday já são propostas de outros candidatos a vereador; por ora, ninguém quer empurrar propostas polêmicas:

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Fora isto, corre nas veias do sujeito a conivência ao colega de movimento que deve R$ 4,9 milhões, as festas regadas à drogas, a ameaça de processo por “homofobia” por Acácio Dorta, que além de membro do MBL, é do NOVO (partido libertário), além de outras coisas que ainda não sabemos. Pessoas como Holiday não são exatamente uma novidade na cena política paulistana da mesma forma que não seria Kim Kataguiri se eleito: Lindberg Farias é a prova de que, mais do que alguém com potencial de entrar no esquema, ele se torna O esquema. Se torna um inimigo amplamente declarado, e é disto que se pode esperar de Fernando Holiday de hoje em diante, da mesma forma que espero do rumo da candidata eleita do NOVO , antes membro de outro grupo financiado por partidos chamado Vem Pra Rua.

Mais pretensos “heróis” contra o Brasil que irão nos cobrar mais pra frente. Nós merecemos isto?

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